BRASIL E MUNDO
Encontro entre Vaticano e Marco Rubio busca esfriar atritos com Washington
Os Estados Unidos buscaram reforçar, nesta quinta-feira (7), a imagem de proximidade com o Vaticano após a reunião entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o papa Leão XIV, no Palácio Apostólico, em Roma. O encontro foi tratado por Washington como um sinal de que, apesar das recentes tensões, a relação entre a Casa Branca e a Santa Sé segue firme e com disposição para diálogo.
Segundo o Departamento de Estado, a audiência durou pouco mais de 45 minutos e foi “amigável e construtiva”. O comunicado destacou que a conversa ressaltou “a força da relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé”, além do compromisso comum com a paz, a dignidade humana e a liberdade religiosa.
Rubio foi recebido com as honras protocolares reservadas a chefes de Estado e de governo, o que, de acordo com uma fonte ligada ao cerimonial vaticano, também sinaliza a tentativa da Igreja de manter o papel de interlocutora em um momento de atrito diplomático.
Entre os temas discutidos estiveram a situação no Oriente Médio, os esforços humanitários em curso e assuntos de interesse do Hemisfério Ocidental, incluindo Cuba. Após o encontro com o papa, Rubio também se reuniu com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé e número 2 do Vaticano.
De acordo com o governo americano, as conversas abordaram iniciativas voltadas à construção de uma paz duradoura no Oriente Médio, além da cooperação com a Igreja em ações humanitárias na região. Em Cuba, o apoio da Igreja Católica e da Cáritas também foi citado como parte da pauta.
A visita ocorre em meio a um período de desgaste nas relações entre Donald Trump e Leão XIV. As tensões aumentaram após críticas públicas do presidente americano ao pontífice, especialmente em razão das posições do papa sobre imigração, guerra e política externa. Em abril, Trump chegou a chamar Leão XIV de “fraco” no enfrentamento ao crime e “incompetente” na condução de assuntos internacionais.
O papa respondeu afirmando que não tem “medo” do governo Trump e que possui o “dever moral” de se posicionar contra a guerra. Mais recentemente, Trump voltou a atacá-lo em um podcast conservador, acusando o pontífice de relativizar a ameaça de armas nucleares no Irã e de colocar em risco católicos e outras pessoas.
Leão XIV rebateu dizendo que a Igreja se opõe há anos a todas as armas nucleares e que qualquer crítica deveria ser feita “honestamente”, sem distorções sobre sua posição.
Antes da viagem, Rubio tentou reduzir o impacto político das declarações de Trump contra o papa. O cardeal Parolin, por sua vez, afirmou a jornalistas que o pedido de encontro partiu de Washington e classificou como “estranho” o ataque ao pontífice, ressaltando que o papa apenas cumpre sua missão.
Longe do entusiasmo inicial que marcou a eleição do primeiro papa americano da história, em maio de 2025, a relação entre a administração Trump e a Santa Sé perdeu fôlego nos últimos meses. A postura pacifista de Leão XIV e suas críticas à escalada militar no Oriente Médio também contribuíram para o desconforto em Washington, sobretudo após os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Aos 70 anos, Leão XIV se aproxima de completar seu primeiro ano à frente dos 1,4 bilhão de católicos no mundo. A visita de Rubio, embora cercada de tensões políticas, foi usada pela diplomacia americana como tentativa de reposicionar o diálogo com o Vaticano em terreno mais estável.
* Com Agências
BRASIL E MUNDO
FGC ainda tem R$ 1,83 bilhão parado para credores do grupo Master e alerta para perda de valor sem correção
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC.

O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido.
Como resgatar
As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC.
O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento.
Quanto falta
O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários.
Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados.
Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado.
No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate.
Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos.
O que é
O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação.
Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.
O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro.
O que é protegido
A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles:
- conta-corrente;
- conta-poupança;
- CDB e RDB;
- Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
- Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
- Letras de Câmbio (LC);
- Letras Hipotecárias (LH);
- Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD);
- operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.
Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC.
Patrimônio do fundo
O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro.
Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões.
Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master.
-
esportes5 dias atrásFrança vence Marrocos por 2 a 0 e avança às semifinais da Copa do Mundo
-
tce mt6 dias atrásPresidente do TCE-MT recebe denúncias de irregularidades em obras e contratações feitas pela prefeitura
-
Educação6 dias atrásCircuito reúne mais de 1,5 mil profissionais de apoio da Rede Estadual em Cuiabá
-
POLÍTICA MT6 dias atrásNatasha e lideranças femininas assinam Carta Compromisso com 18 propostas para mulheres
-
esportes4 dias atrásEspanha vence Bélgica com gol no fim e garante vaga na semifinal da Copa do Mundo
-
AGRO & NEGÓCIO7 dias atrásFim da cota chinesa: produtores e governo agora correm para resolver
-
AGRO & NEGÓCIO7 dias atrásA revolução do etanol de milho: o novo mapa do agronegócio brasileiro
-
AGRO & NEGÓCIO7 dias atrásImpasse entre parlamentares e governo trava socorro financeiro ao agronegócio



