Saúde
Tribunal de Contas aponta necessidade de ampliar acesso a medicamento contra hanseníase
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou a necessidade de ampliação da rede de distribuição de talidomida, medicamento controlado usado no tratamento de reações graves da hanseníase, na Baixada Cuiabana. Inspeção realizada no Hospital Universitário Júlio Müller, na última semana, constatou que o fornecimento funciona regularmente, mas segue concentrado apenas na unidade localizada em Cuiabá.
Conduzida pela Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), presidida pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf, em conjunto com a 4ª Secretaria de Controle Externo, a fiscalização teve origem em denúncia recebida pela Ouvidoria Geral do TCE-MT.

O relato apontava risco de interrupção no fornecimento do medicamento que exige rigoroso controle sanitário e é usado também no tratamento de doenças como o mieloma múltiplo, um tipo de câncer na medula óssea. “Estamos tratando de um medicamento estratégico para usuários que dependem de atendimento regular, seguro e ininterrupto”, explica Maluf.
Mesmo não tendo sido verificadas falhas na oferta do remédio, o trabalho reforçou um problema na organização da política pública estadual, marcado pela centralização do atendimento sem estrutura adequada. Esse quadro já havia sido apontado pelo conselheiro em abril, quando ele determinou a realização da inspeção.
De acordo com a equipe técnica, atualmente Mato Grosso conta com 42 unidades habilitadas para a entrega da talidomida, divididas entre 16 regiões de saúde. No caso do HUJM, o serviço abrange os 11 municípios da Baixada, o que amplia a demanda sobre a unidade e reforça a necessidade de descentralização do atendimento.
Durante a inspeção, conduzida pelo auditor público externo Moisés Lima da Silva, da 4ª Secex, e pela assessora técnica Rosemeire de Oliveira, da Copspas, também foi identificado como ponto de atenção a falta de farmacêutico responsável após o retorno do profissional ao órgão de origem, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT).
Diante dos resultados, Maluf reforça o papel do TCE-MT na garantia de acesso à saúde. “Nossa atuação é preventiva e orientada à continuidade de serviços públicos essenciais. Com isso, o objetivo é assegurar que riscos sejam identificados a tempo e que a gestão pública adote as providências necessárias para proteger a população”, concluiu.
Saúde
Hospital Central realiza primeira neurocirurgia pediátrica e marca avanço histórico para o SUS em Mato Grosso
O Hospital Central de Alta Complexidade realizou, nesta quinta-feira (30), a primeira neurocirurgia pediátrica desde o início dos atendimentos, em janeiro de 2026. O procedimento, em uma criança de 12 anos com hidrocefalia, foi conduzido pelo neurocirurgião Dr. Giovani Mendes, referência em neurocirurgia em Mato Grosso.
“Hoje foi um dia histórico para a medicina de Mato Grosso, um dia que representa um avanço para o SUS no estado. Atendemos uma criança de 12 anos, vinda do interior, que já estava sofrendo, aguardando uma vaga há vários dias para ser tratada. Então fizemos o atendimento no Hospital Central e a cirurgia foi um sucesso”, destacou o médico.
Dr. Giovani explicou que a neurocirurgia realizada nesta quinta abre o caminho para que o Hospital Central de Alta Complexidade passe a realizar cirurgias neuropediátricas cada vez mais complexas.
“A partir de hoje, nós temos condição de atender a procedimentos de neurocirurgia pediátrica no Hospital Central de Alta Complexidade. Isso vai trazer tranquilidade no atendimento para a população do nosso estado, que depende dos serviços de saúde pública e merece um atendimento de alta qualidade”, ressalta. Dr. Giovani realizou o procedimento acompanhado dos médicos Dr. Paulo Henrique Sampaio e Dr. Ronan A. C. Anchieta, também neurocirurgiões.
Com 28 anos de atuação na área, o Dr. Giovani Mendes é referência em neurocirurgia vascular e pediátrica, com destaque para a saúde pública, tendo realizado mais de 5 mil cirurgias na rede pública de Cuiabá, nos hospitais São Benedito e HMC (Hospital Municipal de Cuiabá), além de 35 mil consultas e mais de 21 mil atendimentos clínico-hospitalares.
O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade do Governo de Mato Grosso, que atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e é administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
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