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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Operação Emenda Oculta mira deputado e vereador por suposto desvio de emendas em Mato Grosso

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Deputado estadual, Elizeu Nascimento e seu irmão, o vereador Cezinha Nascimento

O Ministério Público Estadual desencadeou nesta quinta-feira (30) a Operação Emenda Oculta, que investiga o uso irregular de emendas parlamentares em Mato Grosso. Entre os alvos estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e o vereador de Cuiabá Cezinha Nascimento (União), além de servidores e particulares ligados ao esquema.

A ação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária e cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos endereços. Durante as diligências, foram encontrados duzentos mil reais em espécie nas residências dos parlamentares. Segundo apurado, cento e cinquenta mil reais estavam na casa do deputado e cinquenta mil reais na do vereador.

A investigação aponta que emendas destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense e ao Instituto Brasil Central eram repassadas para a empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que teria devolvido parte dos valores aos parlamentares responsáveis pela indicação das emendas. O caso é considerado um desdobramento da Operação Gorjeta, que revelou um esquema semelhante envolvendo o vereador Chico 2000.

Em janeiro de 2026, Chico 2000 já havia sido alvo da Polícia Civil por suspeita de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Na ocasião, também foram investigados o presidente do Instituto Brasil Central, Alex Jones Silva, e o empresário João Nery Chiroli. As apurações indicavam que recursos de emendas eram destinados ao instituto e a empresas parceiras, retornando depois ao parlamentar.

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Após aquela operação, a Justiça determinou uma auditoria em doze emendas enviadas ao instituto entre 2023 e 2025. Sete eram de autoria de Chico 2000, totalizando mais de três milhões e seiscentos mil reais. As demais foram apresentadas pelos vereadores Cezinha Nascimento e Dídimo Vovô, além do ex-vereador Dr. Luiz Fernando.

No atual caso, o Ministério Público também cumpriu mandados contra servidores públicos, cujos nomes ainda não foram divulgados. O objetivo é ampliar o mapeamento do esquema e identificar a participação de todos os envolvidos.

As investigações continuam e novas medidas não estão descartadas.

 

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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Homem é condenado a mais de 37 anos de prisão por tentativa de feminicídio em Cuiabá

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, Breno Júnior de Oliveira Castro a 37 anos e quatro meses de reclusão, além de oito meses de detenção e três meses e 15 dias de prisão simples, pelos crimes de tentativa de feminicídio qualificado, estupro, violência psicológica e vias de fato. Os delitos foram praticados contra a companheira, Helena Louyse Mendes dos Santos, em um contexto de violência doméstica que se estendeu por cerca de dois anos.

O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade da tentativa de feminicídio, apontando ainda que o crime foi cometido com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Por decisão dos jurados, o condenado não terá direito de recorrer em liberdade, e a sentença determinou a execução imediata da pena, que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) foi representado em plenário pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues.

Conforme a denúncia apresentada pelo MPMT, Helena foi submetida, entre 2023 e 2025, a um relacionamento abusivo marcado pelo controle de amizades, vestuário, estudos, trabalho e deslocamentos, além do monitoramento constante do celular e das redes sociais. O réu também a submetia a humilhações, ameaças e agressões físicas recorrentes, incluindo um episódio em que chegou a quebrar um aparelho celular contra o rosto da companheira.

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O caso ganhou contornos ainda mais graves em julho de 2025, quando Breno Castro levou a vítima para uma área de mata, onde a agrediu violentamente com um cano de ferro e efetuou um disparo de arma de fogo. Após as agressões, ele a levou de volta para casa. No dia seguinte, segundo a denúncia, forçou a companheira a manter relação sexual. Posteriormente, abandonou a vítima ferida e desacordada em uma “boca de fumo”.

Helena sobreviveu graças ao atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O processo tramita sob o número 1016281-31.2025.8.11.0042.

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