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BRASIL E MUNDO

Rei Charles III é recebido por Trump em meio a tensão diplomática sobre acordo com o Irã

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Em um gesto carregado de simbolismo político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta terça-feira (28) o rei Charles III e a rainha Camilla na Casa Branca, marcando o início da primeira visita oficial do monarca ao país desde sua ascensão ao trono. A recepção ocorre num momento delicado da relação entre Washington e Londres, especialmente devido às divergências envolvendo o acordo nuclear com o Irã.

A chegada do casal real foi marcada por protocolo rígido: sob um céu nublado, Trump e a primeira-dama Melania Trumpos aguardavam para uma cerimônia com honras militares, que incluiu salva de 21 tiros — uma tradição reservada a chefes de Estado.

Em tom diplomático, Trump exaltou a parceria histórica entre os dois países.
Os Estados Unidos não têm amigos mais próximos que os britânicos”, afirmou durante a cerimônia. O presidente ainda brincou com o sotaque britânico de Charles, afirmando que o discurso do monarca no Congresso “vai despertar inveja”.

Encontro no Salão Oval e agendas paralelas

Após a cerimônia, Trump e Charles seguiram para uma reunião privada no Salão Oval, enquanto Camilla e Melania participaram de um evento voltado à educação e inteligência artificial. O casal real retorna à Casa Branca para um jantar de gala ainda esta noite.

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Discurso histórico no Congresso

Um dos momentos mais aguardados da visita ocorre às 15h (16h no horário de Brasília), quando Charles III discursará no Capitólio. O pronunciamento deve destacar o papel dos laços históricos entre Estados Unidos e Reino Unido, reforçando a “capacidade de superar desafios em conjunto”, segundo trechos divulgados previamente pela equipe do rei.

Esta será apenas a segunda vez na história que um monarca britânico se dirige ao Congresso dos EUA — a primeira ocorreu em 1991, com a rainha Elizabeth II. O discurso acontece 250 anos após a independência americana, o que acrescenta peso histórico ao momento.

Charles também deverá classificar a relação entre britânicos e americanos como “uma das maiores alianças da história da humanidade”.

Tensões políticas com Londres

Apesar do clima de cordialidade pessoal entre Trump e o rei, o presidente norte-americano tem elevado o tom contra o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. O motivo é a resistência do governo do Reino Unido em apoiar plenamente a estratégia dos EUA no Oriente Médio, especialmente a recusa em autorizar o uso de bases militares britânicas durante ataques aéreos recentes.

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Nesse contexto, Charles deve reforçar em seu discurso a importância da defesa da democracia como fundamento de liberdade e igualdade, além de defender a manutenção de alianças históricas como a OTAN, constantemente criticada por Trump.

Primeiros compromissos e viagem a Nova York

A agenda do casal real nos EUA começou na segunda-feira (27), com um chá na Casa Branca, seguido de uma visita às colmeias mantidas nos jardins presidenciais e, à noite, uma recepção na Embaixada Britânica — onde até o tradicional sanduíche de pepino foi servido.

A viagem também ocorre poucos dias após uma tentativa de atentado contra Trump. O rei deverá mencionar o episódio em seu discurso como um alerta sobre a importância da estabilidade institucional.

Na quarta-feira (29), Charles e Camilla viajam a Nova York, onde visitarão o Memorial do 11 de Setembro, antes de seguir rumo às Bermudas na quinta-feira (30), encerrando a programação oficial.

 

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BRASIL E MUNDO

Lula assina decreto e acordo Mercosul-União Europeia passa a valer em 1º de maio

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Em cerimônia realizada nesta terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que formaliza a entrada em vigor do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O tratado, consolidado após mais de duas décadas de negociações, começa a valer já no dia 1º de maio.

Com o novo marco comercial, o Mercosul — formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — eliminará tarifas sobre 91% dos produtos europeus em um período de até 15 anos. Do outro lado, a UE zerará tarifas para 95% dos itens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O entendimento final foi assinado em janeiro, durante reunião em Assunção, marcando o encerramento de 26 anos de tratativas diplomáticas. O acordo viabiliza a criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, reunindo 31 países, uma população de 720 milhões de pessoas e um PIB conjunto estimado em US$ 22 trilhões.

Durante a assinatura, Lula destacou o caráter político do tratado.
A resposta que a União Europeia e o Brasil deram ao mundo é que não existe nada melhor do que acreditar no exercício da democracia, no multilateralismo e na relação cordial entre as nações. É este exemplo que nós damos com esse acordo aqui”, afirmou o presidente.

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou o simbolismo da parceria em meio ao cenário global de tensões geopolíticas.
Em um mundo conturbado, o acordo envia um claro sinal de que os dois blocos apostam na integração econômica e no comércio como promotor de desenvolvimento, plenamente compatível com padrões ambientais, trabalhistas e sociais”, declarou.

Processo de ratificação concluído no Brasil

O Congresso Nacional aprovou o acordo no início de março, concluindo a etapa necessária para que o Brasil pudesse formalizá-lo via decreto presidencial. Os parlamentos dos demais países do Mercosul também já ratificaram o documento.

Na União Europeia, o Parlamento do bloco pediu uma avaliação jurídica ao Tribunal de Justiça europeu, mas a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garantiu que a aplicação provisória começará em maio — independentemente do parecer final.

Novos acordos seguem para o Congresso

Durante a mesma cerimônia, Lula encaminhou ao Legislativo outros dois acordos comerciais envolvendo o Mercosul.

Um deles é o tratado com Singapura, anunciado em 2023. O país asiático se destaca como um dos maiores destinos das exportações sul-americanas, sobretudo de commodities.

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O segundo é o acordo firmado com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Essa parceria ampliará o acesso a um mercado de 290 milhões de consumidores, com economias que juntas somam US$ 4,39 trilhões, o equivalente a mais de R$ 23 trilhões em valores de 2024.

As negociações com a EFTA começaram em 2017 e passaram por 14 rodadas até a conclusão dos termos finais, em junho de 2025. Assim como no acordo com a UE, os países do Mercosul precisam completar a tramitação legislativa para que os novos tratados entrem em vigor.

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