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Plano Diretor: o tempo da cidade não pode esperar

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Por Jean Barros

O Plano Diretor é, por excelência, o principal instrumento de planejamento urbano de um município. Mais do que um documento técnico, ele traduz a visão de futuro de uma cidade, organiza seu crescimento e estabelece diretrizes para garantir desenvolvimento sustentável, inclusão social e qualidade de vida à população. Diante disso, a condução de sua atualização exige não apenas responsabilidade técnica, mas também celeridade administrativa e compromisso com a participação popular.

No cenário atual, a proposta do novo Plano Diretor representa uma oportunidade estratégica para reposicionar a cidade frente aos desafios contemporâneos, entre eles, a expansão urbana desordenada, mobilidade, déficit habitacional, infraestrutura e preservação ambiental. Seus impactos socioeconômicos são diretos: um plano bem estruturado atrai investimentos, fortalece o ambiente de negócios, gera empregos e melhora a distribuição de renda, ao mesmo tempo em que reduz desigualdades e promove o uso mais eficiente dos recursos públicos.

Entretanto, o avanço desse processo depende de um fator essencial: tempo. E, neste momento, o tempo urge. O cronograma inicialmente previsto apontava para a realização de quatro audiências públicas regionais, além de um debate final, ainda neste mês corrente, etapa fundamental para garantir transparência, escuta ativa e participação democrática. No entanto, essas agendas ainda não se concretizaram, o que acende um alerta legítimo na sociedade.

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É imprescindível que o Poder Executivo, sob a liderança do prefeito, imprima maior celeridade aos trâmites. A imediata convocação das audiências públicas é não apenas uma formalidade legal, mas um compromisso com a governança participativa. A população precisa ser ouvida, e o acesso ao conteúdo da proposta deve ser amplamente garantido, abrindo espaço para sugestões, críticas e contribuições que enriqueçam o texto final.

Após essa fase, o Plano seguirá para análise técnica da Procuradoria-Geral do Município e dos conselhos especializados, como o Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico, antes de ser encaminhado à Câmara de Vereadores. Considerando a previsão de votação já no próximo mês de maio, qualquer atraso neste momento compromete todo o cronograma e, consequentemente, o planejamento da cidade como um todo.

Mais do que cumprir prazos, trata-se de respeitar o futuro urbano. Cada dia de indefinição representa uma cidade que segue sem diretrizes atualizadas para crescer de forma ordenada e justa. Investidores aguardam segurança jurídica, cidadãos esperam melhorias concretas e o poder público precisa dar respostas à altura dessas expectativas.

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A cidade não pode ficar refém da morosidade. É hora de agir com responsabilidade, transparência e agilidade. O Plano Diretor não é apenas uma pauta administrativa, é um pacto coletivo pelo futuro. E esse futuro começa agora, com decisões firmes e participação efetiva da sociedade. Não podemos perder tempo: cada dia de atraso é uma oportunidade que se esvai e um futuro que deixa de ser construído.

Jean Barros é advogado e vereador suplente de Cuiabá

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Pré-diabetes: marcador precoce do risco cardiovascular

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Por Mariana Ramos

O pré-diabetes tem sido cada vez mais reconhecido não apenas como uma etapa anterior ao diabetes tipo 2, mas também como um importante sinal de alerta para o risco cardiovascular, muitas vezes silencioso e subestimado.

Caracterizado por níveis de glicose acima do normal, porém ainda não suficientes para o diagnóstico de diabetes, o pré-diabetes reflete um estado de resistência à insulina, no qual o organismo já apresenta dificuldade em manter o equilíbrio metabólico.

Esse cenário está frequentemente associado a outros fatores de risco, como aumento da gordura abdominal, dislipidemia, elevação da pressão arterial e inflamação crônica, compondo um conjunto de alterações que favorecem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Mesmo antes da progressão para o diabetes, já é possível observar impacto nos vasos sanguíneos, com disfunção endotelial, que compromete a circulação e facilita o processo de aterosclerose, aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral.

Do ponto de vista clínico, o pré-diabetes muitas vezes não apresenta sintomas claros, o que reforça a importância de exames de rotina, especialmente em pacientes com sobrepeso, histórico familiar ou outros fatores de risco metabólico.

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A boa notícia é que esse é um estágio potencialmente reversível: intervenções no estilo de vida, com foco em alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do peso, têm impacto direto na melhora da sensibilidade à insulina e na redução do risco cardiovascular.

Em alguns casos, o acompanhamento médico pode incluir medidas adicionais, como uso de medicações e monitoramento mais próximo para otimizar o controle metabólico, sempre de forma individualizada.

Encarar o pré-diabetes como um marcador precoce de risco cardiovascular permite agir antes que o dano se estabeleça de forma mais avançada. Mais do que evitar o diabetes, trata-se de proteger o coração e preservar a saúde a longo prazo.

Dra. Mariana Ramos é endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá-MT.
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