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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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Educação e esporte: a parceria que transforma vidas

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Por Charles da Educação

Toda quadra vazia numa escola é uma pergunta sem resposta. Quantos meninos e meninas deixaram de aparecer na aula da tarde porque, do lado de fora, a rua oferecia mais movimento do que o pátio? A pergunta não é retórica. Ela tem números, e os números são duros.

Em 2024, o IBGE apontou que 8,7 milhões de brasileiros de 14 a 29 anos não haviam concluído o ensino médio por terem abandonado a escola ou nunca a frequentado. O momento em que esse abandono dispara é revelador: sobe para 16,5% aos 16 anos e chega a 20,7% aos 18. Entre os rapazes, o principal motivo declarado foi a necessidade de trabalhar (53,6%), seguido de perto por algo que deveria nos incomodar ainda mais: a falta de interesse (26,9%). Traduzindo, um em cada quatro jovens que saíram simplesmente não encontrou, dentro da escola, uma razão para ficar.

É exatamente aqui que o esporte deixa de ser recreação e passa a ser política pública séria. Não falo de improviso, falo de evidência. Uma pesquisa do Instituto Península com o Plano CDE, feita em cerca de 1.500 escolas públicas do país, mostrou que escolas que oferecem prática esportiva variada, além da educação física obrigatória, e que contam com boa infraestrutura para isso, apresentam desempenho melhor no IDEB e taxas menores de reprovação e abandono no ensino fundamental. Onde os próprios professores avaliam bem a estrutura esportiva, o IDEB dos anos iniciais chega a ser 0,29 ponto mais alto. Não é milagre, é rotina: quem se sente pertencente à escola volta no dia seguinte.

O problema é que essa porta de entrada continua trancada para muita gente. O mesmo estudo revelou que 40% das escolas públicas brasileiras não têm sequer uma quadra, e que boa parte da estrutura existente é mal avaliada por quem a usa. Some-se a isso o alerta da Organização Mundial da Saúde: quatro em cada cinco adolescentes no mundo não praticam o mínimo de 60 minutos diários de atividade física recomendado, um sedentarismo que cobra seu preço não só no corpo, mas na memória, na concentração e na saúde mental de uma geração criada entre telas.

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Diante desse quadro nacional, Várzea Grande tem uma vantagem que não podemos desperdiçar: nós já começamos a construir essa ponte. Nossa rede municipal se aproxima de 40 mil alunos e, no ano passado, os Jogos Estudantis Municipais reuniram cerca de 1.200 atletas de 41 escolas. Pare para pensar no que esse número significa. São 1.200 crianças e adolescentes que, naquele período, tinham um treino para não faltar, uma equipe que contava com elas e uma meta para perseguir. Programas como o VG Mais Esporte e o Mais VG Bem-Estar levaram atividade física a diferentes regiões da cidade, e não por acaso o município conquistou, por dois anos seguidos, o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Cidade que cuida do corpo da criança tende a colher resultado na alfabetização dela. Uma coisa puxa a outra.

Esse debate chega em boa hora. No próximo dia 28 de agosto, o país vai conhecer o novo IDEB, calculado a partir do SAEB 2025, e Várzea Grande estará entre os municípios avaliados. Seja qual for o resultado, ele não deve ser lido apenas como um boletim de português e matemática. Ele mede se a escola conseguiu segurar o aluno na cadeira e fazer sentido para ele, e é justamente nesse ponto que o esporte entra como aliado, não como distração.

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Reconhecer o que já foi feito, no entanto, não é o mesmo que se acomodar. Se a evidência diz que quadra e projeto esportivo seguram o aluno na escola, então precisamos tratar infraestrutura esportiva como parte do projeto pedagógico, e não como enfeite que entra no orçamento quando sobra dinheiro. Isso significa metas claras: nenhuma escola municipal sem espaço adequado para a prática esportiva, contraturno esportivo ampliado justamente nas regiões de maior vulnerabilidade, e diálogo permanente com programas federais como o Segundo Tempo, retomado em 2025 com a inclusão do paradesporto, para que nenhuma criança fique de fora, inclusive as com deficiência.

Faço questão de dizer que esporte na escola não forma apenas atletas. Forma quem aprende a perder na terça e voltar a jogar na quinta, quem descobre que disciplina não é castigo e que fazer parte de um time é uma forma de pertencer ao mundo. Esses são exatamente os jovens que a estatística do IBGE está tentando não perder. Cada gol comemorado no pátio de uma escola de Várzea Grande é uma matrícula que não virou evasão, um talento que não foi para a estatística errada.

Educação e esporte não competem pelo mesmo horário nem pelo mesmo recurso. Eles jogam no mesmo time, e a favor da mesma criança. Meu compromisso, como vereador, é garantir que em Várzea Grande essa parceria não dependa da sorte de nascer no bairro certo. Ela precisa ser direito, e vamos transformá-la em política de verdade.

Charles da Educação é atleta e vereador de Várzea Grande (União)

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