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cultura

Exposição de Dilson Cunha abre a Temporada 2026 do MACP da UFMT

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Artista plástico, Dilson Cunha

“O ser e o nada”, exposição inédita do artista plástico Dilson Cunha, estreia a Temporada 2026 do Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT. A abertura está programada para dia 24 de março, a partir das 20h, e segue em cartaz até o final de maio. A entrada é gratuita e livre para todas as idades.

De segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 21h, o Macp estará de portas abertas para receber o público. A exposição contará com mais de 40 obras do artista brasiliense, que viveu em Cuiabá por 19 anos e chegou a frequentar o Ateliê Livre da UFMT, fundado nos anos 1970 pela crítica de arte e animadora cultural, Aline Figueiredo. Sobre seu trabalho em exposição, a propósito, Aline destaca a facilidade que o artista tem em transitar entre o real e o absurdo.

“Dilson traduz com clareza sincera os momentos pictóricos, sejam releituras clássicas ou não. Em seu diálogo com o real, logo alcança as veias do surrealismo. Atende a ambos e por aí nos faz transitar pelos cortes e recortes compositivos que motivam sua expressão formal”, adianta.

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Vale destacar que a fotografia também é uma grande aliada da criação artística de Dilson Cunha.

“O expressionismo, que solta ou aprisiona suas interpretações plásticas, o torna, ao mesmo tempo, direto ou metafísico. Com suficiência técnica no trato do óleo sobre tela e nos recortes que a fotografia lhe sugere, Dilson nos revela uma pintura investigadora, sem deixar de lado o deboche ou o caricato que a luz da cênica lhe provoca”, aponta Aline Figueiredo.

Com 30 anos de carreira, Dilson é também professor de história e arquiteto, formações que auxiliaram a compor sua identidade artística com criticidade, influenciando diretamente em suas pinturas e desenhos. Mas foram as trocas com outros artistas que o despertaram para o mundo das artes, de fato, como ele explica.

“É bom voltar para casa. Foi em Cuiabá que vislumbrei a possibilidade de seguir uma carreira artística. Muitas trocas de experiências com Gervane de Paula, Vladipino, João Pedro de Arruda e Rubem Grillo me auxiliaram na carreira artística. Também foram fundamentais as inúmeras conversas com Adir Sodré, Benedito Nunes, Jonas Barros, Dalva de Barros, Sebastião Silva, Aleixo Cortez, Nilson Pimenta, Jared, dona Osvaldina, Regina Pena, Alcides, Clóvis Irigaray e Adão Domiciano. E foi lendo os livros de Aline Figueiredo que tive a certeza do caminho que queria seguir”, revela Dilson.

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Serafim Bertoloto, artista plástico com vasta experiência na área das artes é responsável pelo projeto expográfico. A exposição “O ser e o nada”, de Dilson Cunha, é uma realização da Universidade Federal de Mato Grosso.

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cultura

Fotógrafo mato-grossense representa o Pantanal em mostra dos biomas brasileiros na China

José Medeiros integra exposição realizada em Pequim no Ano Cultural Brasil-China 2026 representando o Pantanal.

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Exposição do fotógrafo mato-grossense José Medeiros em Pequim, na China.

O fotógrafo e documentarista José Medeiros representa o Pantanal na mostra fotográfica dedicada aos seis biomas brasileiros apresentada em Pequim, na China, como parte da programação do Festival Brasil – Turismo, Arte e Cultura, realizado no âmbito do Ano Cultural Brasil-China 2026. Suas fotografias constituem a apresentação visual do Pantanal dentro de um conjunto que reúne trabalhos de seis fotógrafos, cada um associado a um dos biomas do país.

A exposição apresenta Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal por meio da fotografia e de outras experiências expositivas, com ênfase nas relações entre paisagens, modos de vida, manifestações culturais e territórios. A proposta curatorial parte da conexão entre os biomas brasileiros e utiliza o fenômeno dos chamados “rios voadores” como fio condutor do percurso.

Além de José Medeiros, que apresenta o Pantanal, participam João Marcos Rosa, com a Amazônia; André Pessoa, com a Caatinga; Zig Koch, com a Mata Atlântica; André Dib, com o Cerrado; e Tadeu Vilani, com o Pampa. A seleção reúne fotógrafos com trajetórias vinculadas à documentação de paisagens, biodiversidade, comunidades e transformações territoriais em diferentes regiões brasileiras.

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No caso do Pantanal, a escolha de Medeiros está relacionada a uma trajetória de mais de três décadas de documentação da região. Seu trabalho acompanha tanto as paisagens submetidas aos ciclos de cheia e vazante quanto os modos de vida das populações pantaneiras e as transformações ambientais e sociais ocorridas no território.
A participação insere a fotografia produzida em Mato Grosso em uma ação de apresentação internacional da diversidade ambiental e cultural brasileira. A mostra integra uma programação que apresenta ao público chinês os seis biomas do país e associa fotografia, cultura, biodiversidade e experiências imersivas. Segundo a Embratur, o Festival Brasil ocorre em Pequim entre 2 e 6 de setembro de 2026 e integra a agenda do Ano Cultural Brasil-China.

Para José Medeiros, a presença de seu trabalho na exposição também leva ao exterior uma produção documental construída a partir do próprio território. Em sua obra sobre o Pantanal, a paisagem aparece relacionada às pessoas que vivem na planície, às formas de trabalho, aos ciclos das águas, à cultura e às mudanças que atravessam a região ao longo do tempo.

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Sobre José Medeiros

Fotógrafo e documentarista mato-grossense, José Medeiros desenvolve há mais de três décadas uma obra dedicada ao Pantanal. Sua produção reúne fotografia, audiovisual e projetos documentais voltados às paisagens, às comunidades e às transformações sociais e ambientais da região. Na exposição realizada em Pequim, seu trabalho integra a representação brasileira do Pantanal entre os seis biomas apresentados ao público chinês.

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