MULHER
Elas soldam, dirigem e transformam: as mulheres que conquistam espaço na mineração de ouro
Na rotina intensa da mineração de ouro, onde caminhões gigantes desbravam estradas de terra e equipamentos operam em alturas que impressionam, histórias de coragem e determinação também são moldadas diariamente. Em um ambiente historicamente dominado por homens, mulheres vêm ocupando espaços, conquistando respeito e transformando a cultura organizacional do setor mineral.
Na Fomentas Mining Company, essas trajetórias ganham rosto, voz e significado. A presença feminina em áreas operacionais, técnicas e estratégicas reflete não apenas a busca por oportunidades individuais, mas um compromisso institucional com a igualdade, a diversidade e o desenvolvimento humano.
Gessica de Lima Oliveira, 29 anos, é motorista de caminhão na Buriti Mineração. Natural de Santarém, no Pará, ela é mãe de dois filhos e carrega no olhar a firmeza de quem aprendeu cedo a não se calar diante das injustiças. Há sete meses na empresa, Gessica descreve com orgulho o caminho que percorreu até assumir o volante de um dos maiores equipamentos da operação.
Antes de chegar à Fomentas, viveu experiências marcadas pelo preconceito. Em sua primeira oportunidade na mineração, enfrentou humilhações e comentários desrespeitosos por parte de colegas homens. “Diziam que a gente não sabia encostar a máquina, que estava fazendo tudo errado. Mas eu recebia elogios dos operadores. O problema era que alguns motoristas não aceitavam ver mulher se destacando”, relembra.
Hoje, ao falar do ambiente que encontrou na Fomentas, o tom muda. Ela destaca o respeito da equipe e a valorização do seu trabalho. “Eu me sinto muito bem. É uma área masculina, mas eu sou capaz de fazer e faço. Um erro nosso pode ser fatal. A gente trabalha com altura de 70 metros, então precisa de muita habilidade e atenção. Eu me sinto orgulhosa do que faço e quero ficar muito tempo aqui.”
A história de Gessica se soma à de Marize Duarte, 48 anos, natural de Poconé, casada e mãe de quatro filhos. Funcionária da Mineração Santa Clara, Marize iniciou sua trajetória na cozinha, passou pelos serviços gerais e hoje atua como frentista, uma função que exige técnica, responsabilidade e atenção constante.
Ao assumir o novo cargo, sentiu o peso da desconfiança. “Muitos acharam que eu não daria conta”, lembra. O trabalho vai muito além de abastecer veículos: envolve manutenção diária, controle rigoroso da entrada e saída de combustível e conferência técnica dos tanques. “Quando chega combustível, preciso subir para conferir se o óleo está certo. É um serviço que exige muita atenção.”
Com dedicação e competência, ela superou as dúvidas iniciais e conquistou o respeito dos colegas. “Preconceito existe em qualquer lugar, mas hoje sou respeitada. Acredito que as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço na mineração.”
Outra história que representa essa nova geração de profissionais é a de Regiane Arruda e Silva, 22 anos, soldadora que atua há quase quatro meses na mineração Buriti. Natural de Poconé, casada e sem filhos, ela conta que precisou enfrentar desconfianças desde o início da trajetória.
“Quando comecei, muitas pessoas duvidaram de mim. Fizeram chacota, disseram que eu não aguentaria o serviço por ser uma profissão masculina. Mas eu fui lá e mostrei que não é força, é jeito”, relata.
Para ela, a determinação é a principal ferramenta para superar desafios. “Nós, mulheres, precisamos ser resistentes todos os dias e acreditar em nós mesmas. Eu não ligo para críticas. Muitas vezes elas servem para nos fortalecer. Sei do meu potencial e me esforço para ser cada vez melhor.”
Também na área técnica, a engenheira ambiental Luciene Toledo e Almeida contribui para o funcionamento responsável das operações da empresa. Natural de Nobres, casada e mãe de dois filhos, ela trabalha na Fomentas desde outubro de 2024 e atualmente mora em Poconé.
Luciene destaca que, apesar de a mineração ainda ser um ambiente majoritariamente masculino, sua experiência tem sido marcada pelo respeito e pela colaboração entre os colegas. “Sempre convivi com equipes muito profissionais. Nunca passei por uma situação de desrespeito ou preconceito dentro da empresa. Temos divergências como em qualquer lugar, mas sempre resolvemos com diálogo e respeito”.
Segundo ela, o desafio de atuar na área ambiental exige responsabilidade e preparo técnico constantes. “Grande parte do meu trabalho está ligada ao cumprimento de normas, leis e exigências ambientais, fundamentais para o funcionamento do empreendimento. Por isso procuro atuar sempre com muita atenção e responsabilidade”.
Para a engenheira, a presença feminina no setor é cada vez mais natural e necessária. “Ainda é um ambiente majoritariamente masculino, mas esse cenário está mudando. Cada vez mais mulheres estão mostrando que têm capacidade técnica para atuar na mineração. Isso é desafiador e, ao mesmo tempo, muito engrandecedor.”
Essas histórias individuais refletem um movimento maior dentro da empresa. De acordo a gerente de Recursos Humanos da Fomentas Mining Company, Priscila Nunes Lopes, a ampliação da presença feminina é resultado de políticas estruturadas e de uma cultura organizacional que valoriza pessoas acima de estereótipos.
“A empresa adota políticas internas voltadas à inclusão feminina, investe em capacitação técnica e treinamento contínuo, além de garantir condições equitativas de crescimento profissional, independentemente de gênero. Entendemos que diversidade não é apenas um discurso, mas um pilar estratégico do negócio”, afirma.
Ao ampliar a participação de mulheres em cargos operacionais, a mineradora contribui para transformar a cultura do setor mineral, tornando-o mais colaborativo, inovador e seguro. A diversidade de perfis fortalece processos produtivos, amplia perspectivas e reafirma a responsabilidade social como compromisso permanente.
Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, as histórias de Jessica, Marize, Regiane e Luciene simbolizam muito mais que conquistas individuais. “Elas representam mulheres que dirigem máquinas, operam equipamentos, cuidam da gestão ambiental e, acima de tudo, conduzem mudanças profundas em um setor essencial para o desenvolvimento econômico”, finaliza Priscila.
MULHER
O que observar antes de comprar cosméticos para os cabelos
Escolher um produto capilar parece simples até o momento em que os rótulos começam a exibir promessas semelhantes, nomes técnicos pouco familiares e fórmulas pensadas para necessidades muito diferentes. Na prática, a compra mais acertada costuma depender menos da embalagem e mais da leitura crítica do que realmente atende ao fio, ao couro cabeludo e à rotina de cuidados.
Esse olhar mais atento também ajuda a reduzir desperdícios, desconfortos e frustrações. Ingredientes, modo de uso, compatibilidade com química, risco de sensibilidade e regularização sanitária são pontos que fazem diferença concreta no resultado e na segurança. Por isso, alguns critérios merecem ser observados com calma antes de levar o produto para casa.
1. Identifique a necessidade real do seu cabelo
O primeiro passo é distinguir desejo de necessidade. Um cabelo ressecado pede uma abordagem diferente de um cabelo poroso, oleoso, sensibilizado por coloração ou com tendência à quebra. Quando essa leitura não é feita, torna-se comum comprar um cosmético excelente para outra realidade, mas pouco útil para a condição presente dos fios.
Também convém observar o couro cabeludo, e não apenas o comprimento. A Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca a importância de usar produtos adequados ao tipo de cabelo e que não provoquem alergias ou ressecamento. Em casos de coceira ou queda acentuada, a avaliação dermatológica passa a ser mais prudente.
2. Leia toda a composição com atenção no rótulo
A lista de ingredientes costuma revelar mais do que a frente da embalagem. Os componentes aparecem em nomenclatura padronizada e ajudam a entender se a fórmula tende a limpar, hidratar, nutrir, alinhar ou oferecer tratamento mais intensivo. Ativos valorizados podem estar presentes em baixa quantidade, enquanto a base mostra o comportamento real.
Esse cuidado é útil ao comparar linhas com propostas parecidas, inclusive opções de cosméticos Braé para cabelo, quando a intenção é escolher de forma mais técnica. Surfactantes, agentes condicionantes, silicones, óleos e conservantes interferem diretamente na experiência de uso e na resposta do fio ao longo das semanas.
3. Observe a compatibilidade com a química do fio
Cabelos com coloração, descoloração, alisamento, permanente ou outras transformações químicas costumam responder de forma mais sensível a determinados ativos e rotinas. Nesses casos, não basta procurar um produto “reparador”. É importante verificar se a proposta da fórmula conversa com o nível de dano e com a fragilidade atual da fibra.
Produtos muito adstringentes podem agravar o ressecamento, enquanto tratamentos mais concentrados podem pesar em fios finos ou com baixa densidade. Quando houver química recente, quebra importante ou alteração de elasticidade, a orientação de um profissional cabeleireiro ou dermatologista ajuda a evitar combinações inadequadas.
4. Verifique as indicações de uso do fabricante
Nem todo cosmético foi formulado para uso diário, e esse detalhe costuma passar despercebido. Máscaras reconstrutoras, produtos com pigmento, acidificantes e alguns finalizadores de ação mais intensa tendem a exigir intervalos específicos. O uso acima do indicado não acelera resultados e pode aumentar a oleosidade ou causar acúmulo.
A leitura das instruções também mostra tempo de pausa, necessidade de enxágue, quantidade sugerida e região de aplicação. Shampoo deve priorizar o couro cabeludo; condicionadores e máscaras atuam melhor no comprimento e pontas. Seguir essa lógica reduz desperdício e melhora o desempenho da fórmula no dia a dia.
5. Considere o risco de sensibilidade e irritação
Produtos capilares podem conter fragrâncias, corantes, conservantes e substâncias com potencial irritante ou alergênico em pessoas suscetíveis. Revisões sobre dermatite de contato associada a cosméticos capilares mostram que tinturas, xampus e outros produtos aplicados no couro cabeludo podem desencadear reações em indivíduos sensibilizados.
No caso das tinturas, a atenção deve ser ainda maior. A FDA alerta para o potencial alergênico da parafenilenodiamina em alguns corantes oxidativos e recomenda seguir as orientações de teste de mecha. Diante de ardor intenso, vermelhidão ou coceira relevante, o uso deve ser interrompido e a avaliação profissional torna-se necessária.
6. Avalie o equilíbrio entre limpeza e tratamento
Um erro comum é escolher apenas pelo efeito prometido no pós-lavagem e ignorar como a rotina inteira se comporta. Cabelos oleosos podem precisar de limpeza mais eficiente sem agressão excessiva, enquanto fios secos ou cacheados tendem a se beneficiar de fórmulas menos deslipidizantes. O equilíbrio na rotina é o fator mais importante.
A literatura dermatológica aponta que o pH e o tipo de agentes de limpeza influenciam o conforto do couro cabeludo, o brilho e o alinhamento da cutícula. Em geral, fórmulas melhor ajustadas ao perfil do fio favorecem resultado mais consistente. Quando a combinação de itens é pensada de forma coerente, a resposta é previsível.
7. Confira a regularização e a rotulagem oficial
Antes da compra, vale confirmar se o produto apresenta informações claras de rotulagem, composição e fabricante. A Anvisa orienta requisitos técnicos para regularização e rotulagem de cosméticos, o que inclui elementos essenciais para identificação segura do item. Essa verificação é importante em compras online ou revendas informais.
Também é recomendável desconfiar de promessas absolutas, ausência de instruções ou embalagens com informações incompletas. A cosmetovigilância existe justamente para monitorar efeitos indesejáveis após a comercialização, o que reforça a importância de adquirir produtos regularizados e seguir as instruções do fabricante.
8. Repare se o custo faz sentido para a sua rotina
O melhor produto não é necessariamente o mais caro, mas o que entrega boa adequação ao uso real. Um tratamento potente pode ser excelente para aplicação ocasional e pouco funcional para uma rotina básica. Da mesma forma, um item com rendimento baixo ou exigência de várias etapas extras pode não oferecer o melhor custo-benefício.
Faz mais sentido avaliar rendimento, frequência de uso, necessidade de manutenção e compatibilidade com os demais produtos da rotina. Quando a compra é guiada por esses critérios, a escolha tende a ser mais racional, sustentável e totalmente alinhada ao resultado esperado pelo consumidor no cuidado diário.
Escolher cosméticos para os cabelos exige menos impulso e mais observação. Quando rótulo, fórmula, segurança e necessidade real entram na conta, o cuidado capilar deixa de ser aposta e passa a ser decisão bem informada.
Referências
- AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Rotulagem. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/setorregulado/regularizacao/cosmeticos/rotulagem.
- AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Capa Cosmetovigilância. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e-monitoramento/cosmetovigilancia.
- D’SOUZA, P.; RATHI, S. K. Shampoo and conditioners: what a dermatologist should know? 2015. Disponível em: https://journals.lww.com/ijd/fulltext/2015/60030/shampooandconditioners_whata_dermatologist.5.aspx.
- FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. Hair dyes. 2025. Disponível em: https://www.fda.gov/cosmetics/cosmetic-products/hair-dyes.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Higiene capilar. 2026. Disponível em: https://www.sbd.org.br/cuidados/higiene-capilar/.
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