livre pensar
Parar as aulas, não o aprendizado!
Alex Vieira Passos
A suspensão temporária das atividades escolares da Educação Municipal de Cuiabá, por ordem governamental, em detrimento a pandemia da Covid-19 e a incerteza de quando as salas de aula voltarão a serem ocupadas por professores e estudantes, é o que nos fez buscar, rapidamente, alternativas para que nossos alunos não fiquem na ociosidade durante o período da quarentena, implementado pelo governo.
Desta forma, há semanas, toda a equipe, que vale o destaque, de excelência da rede municipal de educação da Capital, por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, está discutindo e buscando encontrar alternativas e soluções para conseguirmos cumprir o calendário letivo escolar da capital.
Acompanhamos no último dia 2 de abril, que o governo publicou uma Medida Provisória dispensando as escolas de educação básica e as instituições de ensino superior, de cumprirem o mínimo de 200 dias letivos anuais, regra prevista na LDB. No ensino básico, a medida vale desde que seja mantida a carga horária mínima de 800 horas de aula por ano. A contagem pode ser feita com recuperação das aulas em turno integral, após a crise, ou considerar o tempo de aulas virtuais ministradas durante o fechamento das escolas em razão da pandemia do coronavírus.
Diante de tudo isto, vem a pergunta: Ensino à Distância é a solução? É possível no ensino fundamental?
Sim. Uma grande aposta e uma excelente solução!
O Ensino à Distância (EAD), no que tange a pandemia, vem ao encontro de alunos, pais e professores, durante a quarentena.
Cuiabá está buscando, através da tecnologia, colocar professores e alunos, aprendendo e ensinando, mesmo à distância, em suas casas, cumprindo assim, parte do calendário letivo e das diretrizes do Ministério da Educação, para que as aulas sejam mantidas online.
A ideia inicial é a definição de estratégias palpáveis e sólidas, unindo conhecimento e informação, à tecnologia. Precisamos estar focados no que temos a disposição e a forma que usaremos a nosso favor. Queremos colocar, professores e alunos trabalhando juntos e de forma remota, pela internet, por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, ampliando o conhecimento e, temporariamente, fazendo com que nossos alunos possam cumprir com as atividades escolares.
Nossa opção, após muita discussão, foi usar salas de aula virtuais por meio de ferramentas já conhecidas mundialmente, com uma linguagem de fácil acesso, com troca de vídeos em tempo real, correções, exercícios entre outras atividades. Porém, nos deparamos com uma triste realidade, não só Cuiabá, mas todo o país terá que se organizar após essa pandemia: nossos alunos não têm equipamentos (notebook ou tablete) e uma internet gratuita. Após implantarmos a modalidade de ensino remoto, fizemos uma pesquisa de contratação. Entre os resultados apontados, mais de 94% das famílias têm um equipamento tecnológico capaz de acessar um ensino EAD, considerando nesta pesquisa os smartphone. O assustador é saber que somente 50% dos nossos 55 mil alunos tem internet em casa e conseguiriam acompanhar as atividades.
Ou seja, o país precisa urgentemente democratizar o acesso à internet. A exemplo do que foi feito por alguns países que criaram internet com pacotes educacionais, livres de impostos e com isso barateando custos e assim, incentivando a busca por conhecimento.
Após concluirmos as três semanas da primeira etapa de uso da tecnologia de acesso remoto com nossos alunos e ter obtido os resultados satisfatórios, porém preocupantes, pois não estava sendo atendido de forma universal, resolvemos ousar, e nesta sexta-feira, dia 17, iremos lançar a primeira estação de TV aberta educacional do Estado de Mato Grosso, com programação diária e ao vivo de aulas na plataforma de transmissão por canal aberto, fechado e Web, via site e aplicativo no celular. Tudo ao vivo para os mais de 54 mil alunos da rede de educação em Cuiabá, não esquecendo das ferramentas remotas de celular que citei acima .
Precisamos fazer uma grande articulação, afinal, somos sabedores que nem todos os alunos ou pais possuem tecnologia em casa, ou mesmo, a disponibilização de um aparelho celular para os filhos, durante o tempo que usarão para realizar suas atividades.
Porém, a educação à distância é uma grande realidade no Brasil, conciliar a educação presencial com a EAD vem, a cada dia, se multiplicando em todos os estados. Colocar as ferramentas que permitam aos alunos o acompanhamento on line dos conteúdos ofertados, inclusive avaliações, não é uma tarefa assim, tão fácil.
Na corrida contra o tempo, finalizamos um plano e vamos colocá-lo em prática. Não podemos esperar ou ficar na ociosidade, colocando assim, o ensino em cheque. A pandemia esta aí, o vírus é letal, precisamos tomar todos os cuidados e seguir as recomendações à risca.
Por mim, por você, por todos nós e nossas famílias…
Fique em casa!
Alex Vieira Passos é advogado e atual secretário municipal de Educação de Cuiabá.
artigos
Série Governantes: Faça a sua parte
Por Francisney Liberato
“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy
Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.
Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.
Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.
Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.
É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.
Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.
A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.
Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.
Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.
John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.
Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.
O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.
Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.
Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.
Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?
Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.
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