cultura
5º Festival Mato-grossense de Choro com grandes nomes nacionais e regionais, apresentações gratuitas
O Sesc Arsenal será palco de um encontro especial de mestres da música instrumental brasileira e novos talentos, com a realização do 5º Festival Mato-grossense de Choro, nos dias 17 a 19 e 21 de outubro. O evento, promovido pelo Sesc-MT, reúne artistas locais e nacionais em apresentações gratuitas e uma oficina de prática musical, oferecendo ao público uma imersão na tradição e na vitalidade do primeiro gênero musical genuinamente brasileiro.
O evento terá entrada solidária mediante a doação de 1kg de alimento não perecível (exceto sal), por pessoa a partir de 10 anos, que será destinado ao projeto Sesc Mesa Brasil.
A programação terá início na sexta-feira (17) com a Orquestra Cuiabana de Choro, formada em 2014 na UFMT, que recebe como convidado o multi-instrumentista, compositor e arranjador Victor Angeleas (DF), referência na cena instrumental brasileira. O encontro promete uma fusão entre a tradição do choro mato-grossense e a originalidade do premiado bandolinista de 10 cordas, celebrando o encontro entre diferentes estilos e a pluralidade do gênero musical.Na mesma noite, sobem ao palco dois ícones da música brasileira, Nailor Proveta e Alessandro Penezzi (SP), em um espetáculo cheio de brasilidade e marcado pela técnica refinada e pelo improviso que celebra a longa parceria entre os músicos, o violão de 7 cordas, o clarinete e o saxofone.
Oficina de prática de conjunto E para quem quiser aprender com esses dois grandes nomes da música brasileira, no sábado, dia 18, às 9h, Proveta e Penezzi ministrarão a oficina “Prática de Conjunto em Conjunto e Linguagem Musical”, no Sesc Arsenal. No workshop, os participantes terão a oportunidade de vivenciar a música popular brasileira de forma prática e colaborativa. A proposta é explorar os elementos essenciais que compõem a linguagem musical do choro, por meio de arranjos em grupos e exercícios direcionados.
Ao todo serão disponibilizadas 18 vagas para participantes e 10 para ouvintes. A oficina terá duração de aproximadamente três horas, onde serão abordados ritmos e articulações de diferentes gêneros; melodia, com ênfase nos timbres característicos; harmonia, particularidades e aplicações; e improvisação (solos), abordagens estilísticas e expressivas. Para se inscrever, clique no link.
Fim de semana No sábado (18), o público poderá assistir ao Coletivo Digoreste (MT) a partir das 18h30. O Coletivo surgiu em Cuiabá com músicos mato-grossenses e de diferentes estados do Brasil, com o objetivo de divulgar o choro, o samba e outros gêneros da música brasileira, a partir de interpretações de músicas de autores já consagrados, assim como de novos compositores.
Às 20h30, o palco do Arsenal recebe o trio formado por Hamilton de Holanda (RJ), Salomão Soares e Thiago “Big” Rabello, em um show que promete emoção e inovação. Multipremiado e reconhecido mundialmente, Hamilton reinventou o bandolim ao criar a versão de 10 cordas, conduzindo o grupo com técnica apurada e sensibilidade única.
Ao piano, Salomão traz sofisticação e frescor contemporâneo, enquanto Thiago, na bateria, imprime energia e ritmo, misturando referências do pop, do jazz e da música brasileira.
Com essa sintonia, o Hamilton de Holanda Trio transita com leveza entre o choro, o samba e o jazz moderno, em apresentações marcadas pelo improviso e pela força da música brasileira.
O domingo, dia 19, traz a participação do Corpo Musical da Polícia Militar de Mato Grosso, reafirmando a conexão entre música, cultura e comunidade. Com repertório variado, a apresentação abrange clássicos do choro e composições contemporâneas e demonstra a versatilidade e o talento dos músicos.
Na sequência, o Trio Roberta Valente sobe ao palco acompanhado do clarinetista Ale Ribeiro (SP) para uma apresentação que une tradição, pesquisa e novos caminhos para o choro. Formado por Roberta Valente, Zé Barbeiro e Cleber Silveira, o trio reúne músicos experientes, referência no choro paulistano, que transitam com naturalidade entre o samba, o choro e o improviso.
Com a participação especial de Ale Ribeiro, professor da Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP) – Tom Jobim, e cofundador da Escola de Choro de São Paulo, o grupo traz uma performance cheia de ritmo, diálogo e sofisticação, celebrando o clássico e o contemporâneo da música brasileira.
Encerramento O Choro volta ao jardim do Sesc Arsenal na terça-feira, 21, a partir das 18h, com o Coletivo Elas do Choro (MT), formado a partir da união de grupos femininos de destaque na cena cuiabana.
O encerramento da 5ª edição do Festival Mato-grossense de Choro fica por conta da apresentação do grupo cuiabano Choro de Rua (MT), que atua há quase 10 anos na preservação e difusão do choro brasileiro, e que recebe o flautista e saxofonista Eduardo Neves (RJ), um dos grandes nomes do sopro brasileiro contemporâneo.
Com carreira consolidada, Eduardo desenvolveu uma linguagem própria e sofisticada na improvisação, transitando com fluidez entre o choro, o samba, a MPB e o jazz, e participou de centenas de gravações ao lado de grandes nomes da música brasileira e internacional.
Serviço:
5º Festival Mato-grossense de Choro Quando: 17 a 19 e 21 de outubro Onde: Sesc Arsenal – Cuiabá (MT) Entrada:1kg de alimento não perecível (exceto sal), por pessoa a partir de 10 anos. Os alimentos serão destinados ao projeto Sesc Mesa Brasil.
Programação: 17/10 (sexta-feira) 18h30 – Orquestra Cuiabana de Choro convida Victor Angeleas (DF). 20h30 – Nailor Proveta e Alessandro Penezzi (SP) apresentam “Velha Amizade”.
18/10 (sábado) 9h – Oficina “Prática de Conjunto e Linguagem Musical” com Nailor Proveta e Alessandro Penezzi. Inscrições pelo link: Sympla. 18h30 – Coletivo Digoreste (MT). 20h30 – Hamilton de Holanda Trio (RJ) com Salomão Soares e Thiago “Big” Rabello.
19/10 (domingo) 18h – Corpo Musical da Polícia Militar de MT. 19h30 – Trio Roberta Valente (Roberta Valente, Zé Barbeiro e Cleber Silveira) com clarinetista Ale Ribeiro (SP).
21/10 (terça-feira) 18h – Coletivo Elas do Choro (MT). 20h – Choro de Rua (MT) convida Eduardo Neves (RJ).
cultura
Museu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira
A capital mato-grossense receberá, entre os dias 7 e 21 de junho, uma rara oportunidade de imersão na poesia visual contemporânea. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abre simultaneamente as exposições Convergências, de Tchello D’Barros, e Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema, de Juliano Lobato, reunindo 60 obras de dois artistas reconhecidos por suas contribuições à arte experimental brasileira. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação reforça o protagonismo histórico de Mato Grosso na poesia visual e transforma o público em participante ativo da criação artística.
Ao reunir 30 obras de cada artista, a iniciativa reafirma o papel do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como espaço de difusão cultural, reflexão e aproximação entre a produção artística contemporânea e a comunidade.
A exposição Convergências, de Tchello D’Barros, apresenta trabalhos que exploram as relações entre imagem, palavra e percepção visual. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista possui trajetória consolidada no campo da poesia visual, com participação em exposições, publicações e projetos culturais desenvolvidos em diversos países.
Já Divergências, de Juliano Lobato, propõe uma experiência baseada na liberdade interpretativa do observador. Artista visual, poeta experimental, curador e pesquisador da linguagem visual, Lobato desenvolve há mais de três décadas uma produção vinculada aos Poemas Sem Palavras, ao Intensivismo e aos desdobramentos contemporâneos do Poema-Processo.
Embora partam de influências estéticas distintas, as duas exposições compartilham uma mesma proposta: transformar o visitante em participante ativo da experiência artística. Sem títulos explicativos ou narrativas fechadas, as obras convidam o público a construir seus próprios significados, assumindo o papel de coautor da poesia presente em cada trabalho.
Para Juliano Lobato, os Poemas Sem Palavras dialogam diretamente com os princípios do Poema-Processo, movimento que compreende a leitura como parte essencial da obra. “Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema. O artista cria a estrutura visual, mas a poesia se completa quando encontra o olhar, a memória e a experiência de quem observa”, afirma.
A proposta também evidencia a relevância histórica de Mato Grosso para os movimentos experimentais da poesia visual brasileira. O estado mantém forte ligação com artistas e pesquisadores que contribuíram para a consolidação de linguagens inovadoras no cenário nacional, entre eles Wlademir Dias-Pino, Rubens de Mendonça e Silva Freire, referências fundamentais para diferentes gerações de criadores.
A realização simultânea das exposições reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos equipamentos públicos como espaços permanentes de formação, convivência e difusão artística.
Administrado pelo município, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem ampliando sua programação cultural e consolidando sua atuação como centro de preservação da memória e promoção das artes. Além de exposições de diferentes linguagens, o espaço desenvolve ações educativas voltadas a estudantes e visitantes de diversas regiões do estado.
Nos últimos meses, o museu recebeu iniciativas de destaque, como a exposição coletiva Unidos pela Arte, que reuniu mais de 20 artistas mato-grossenses, além de atividades vinculadas ao projeto Caminhos da Cultura, fortalecendo sua vocação de aproximar a população do patrimônio histórico, da produção artística contemporânea e das múltiplas manifestações culturais de Mato Grosso.
Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.”
“Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”, destaca Lobato.
E conclui: “A mostra contribui para valorizar um patrimônio cultural que nasceu no estado e continua influenciando artistas e pesquisadores em diversas partes do mundo.”
SERVIÇO
Exposição: CONVERGÊNCIAS
Artista: Tchello D’Barros
Exposição: DIVERGÊNCIAS – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema
Artista: Juliano Lobato
Período: 7 a 21 de junho de 2026
Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre
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