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Transplante capilar cresceu 70% no Brasil

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Um estudo pioneiro realizado pela Associação Brasileira de Cirurgiões de Restauração Capilar (ABCRC) mostra que a busca por transplantes de cabelo cresceu 70% no Brasil em 2023. De acordo com o levantamento, 61% dos médicos associados à entidade, que inclui cirurgiões plásticos e dermatologistas, focam exclusivamente nesse tipo de procedimento.

Os dados coletados junto aos 68 profissionais associados evidenciam que, em média, cada médico realizou 96 transplantes capilares em 2022, totalizando mais de 6 mil procedimentos em todo o país. A maioria dos pacientes (80%) busca o transplante por questões de calvície genética, com os homens representando 90% dos casos e as mulheres 10%.

A faixa etária que mais procura o transplante capilar é de homens entre 30 e 39 anos, respondendo por 40% dos procedimentos. Nas mulheres, a maior procura é entre 40 e 49 anos, com 50% dos atendimentos.

O estudo também revela uma preocupação com o mercado paralelo: 12% dos profissionais reportaram ter realizado reparos em cirurgias feitas por não especialistas, e dentre esses pacientes, 15% necessitaram de um novo procedimento. A ABCRC enfatiza a importância de realizar transplantes capilares com profissionais qualificados e em clínicas regulamentadas.

ORIENTAÇÕES

Após um procedimento de transplante capilar, é essencial adotar cuidados específicos para garantir uma recuperação bem-sucedida e preservar os resultados obtidos.

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Por isso é muito importante saber quais os cuidados fundamentais para quem passou por um transplante capilar, além das práticas essenciais que promovem a cicatrização adequada e minimizam o risco de complicações, otimizando o crescimento saudável dos novos fios.

Desde orientações sobre a higienização correta do couro cabeludo até a importância de seguir o plano pós-operatório, você encontrará aqui informações valiosas para garantir que seu investimento em um transplante capilar proporcione os resultados desejados a longo prazo.

Veja as 5 cuidados fundamentais para quem fez transplante capilar.

Após a cirurgia, é crucial adotar cuidados específicos para prevenir complicações e assegurar o êxito do procedimento. A recomendação principal aos pacientes é evitar o contato direto e qualquer trauma na região onde os fios foram transplantados, uma vez que o atrito pode deslocá-los do local de fixação. Considerando que estão se integrando a esse novo ambiente, é imperativo adotar precauções na primeira semana pós-cirurgia, incluindo:

1. O que evitar

  • Não realizar atividades físicas que envolvam contato direto.
  • Opte por camisetas com botões ou zíperes para evitar o atrito na região transplantada.
  • Evite o uso de bonés, chapéus, capacetes ou gorros.
  • Durma de barriga para cima, utilizando um travesseiro de pescoço para garantir conforto e minimizar o impacto na área tratada.
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2. Lave o cabelo corretamente

A lavagem apropriada desempenha um papel crucial na prevenção de contaminações nos fios e, sobretudo, na manutenção da limpeza do couro cabeludo. Recomenda-se utilizar água fria ou morna durante o processo de lavagem, realizando movimentos delicados conforme orientação médica. É aconselhável evitar o uso de água quente e jatos intensos diretamente no couro cabeludo.

3. Evite inchaços

Inchaços podem surgir nas primeiras 72 horas, o que é considerado normal. No entanto, para minimizá-los, recomenda-se aplicar compressas geladas na testa, evitando a região transplantada. Dormir de barriga para cima também é uma dica útil, auxiliando na migração do inchaço para a nuca e evitando a área da testa.

4. Atenção ao sol

É fundamental evitar a exposição direta ao sol na região transplantada para prevenir o risco de desenvolvimento de manchas solares. Além disso, é aconselhável abster-se de mergulhar a cabeça no mar ou piscina por, no mínimo, 30 dias.

5. Evite fontes de calor

É essencial abster-se de utilizar secador ou outras fontes de calor na área transplantada até que a cicatrização esteja completa. Essa precaução visa evitar qualquer estresse térmico desnecessário nos folículos capilares recentemente transplantados, garantindo um processo de recuperação mais seguro e eficaz.

Com informações da ABCRC e Mulher

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O que observar antes de comprar cosméticos para os cabelos

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Escolher um produto capilar parece simples até o momento em que os rótulos começam a exibir promessas semelhantes, nomes técnicos pouco familiares e fórmulas pensadas para necessidades muito diferentes. Na prática, a compra mais acertada costuma depender menos da embalagem e mais da leitura crítica do que realmente atende ao fio, ao couro cabeludo e à rotina de cuidados.

Esse olhar mais atento também ajuda a reduzir desperdícios, desconfortos e frustrações. Ingredientes, modo de uso, compatibilidade com química, risco de sensibilidade e regularização sanitária são pontos que fazem diferença concreta no resultado e na segurança. Por isso, alguns critérios merecem ser observados com calma antes de levar o produto para casa.

1. Identifique a necessidade real do seu cabelo

O primeiro passo é distinguir desejo de necessidade. Um cabelo ressecado pede uma abordagem diferente de um cabelo poroso, oleoso, sensibilizado por coloração ou com tendência à quebra. Quando essa leitura não é feita, torna-se comum comprar um cosmético excelente para outra realidade, mas pouco útil para a condição presente dos fios.

Também convém observar o couro cabeludo, e não apenas o comprimento. A Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca a importância de usar produtos adequados ao tipo de cabelo e que não provoquem alergias ou ressecamento. Em casos de coceira ou queda acentuada, a avaliação dermatológica passa a ser mais prudente.

2. Leia toda a composição com atenção no rótulo

A lista de ingredientes costuma revelar mais do que a frente da embalagem. Os componentes aparecem em nomenclatura padronizada e ajudam a entender se a fórmula tende a limpar, hidratar, nutrir, alinhar ou oferecer tratamento mais intensivo. Ativos valorizados podem estar presentes em baixa quantidade, enquanto a base mostra o comportamento real.

Esse cuidado é útil ao comparar linhas com propostas parecidas, inclusive opções de cosméticos Braé para cabelo, quando a intenção é escolher de forma mais técnica. Surfactantes, agentes condicionantes, silicones, óleos e conservantes interferem diretamente na experiência de uso e na resposta do fio ao longo das semanas.

3. Observe a compatibilidade com a química do fio

Cabelos com coloração, descoloração, alisamento, permanente ou outras transformações químicas costumam responder de forma mais sensível a determinados ativos e rotinas. Nesses casos, não basta procurar um produto “reparador”. É importante verificar se a proposta da fórmula conversa com o nível de dano e com a fragilidade atual da fibra.

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Produtos muito adstringentes podem agravar o ressecamento, enquanto tratamentos mais concentrados podem pesar em fios finos ou com baixa densidade. Quando houver química recente, quebra importante ou alteração de elasticidade, a orientação de um profissional cabeleireiro ou dermatologista ajuda a evitar combinações inadequadas.

4. Verifique as indicações de uso do fabricante

Nem todo cosmético foi formulado para uso diário, e esse detalhe costuma passar despercebido. Máscaras reconstrutoras, produtos com pigmento, acidificantes e alguns finalizadores de ação mais intensa tendem a exigir intervalos específicos. O uso acima do indicado não acelera resultados e pode aumentar a oleosidade ou causar acúmulo.

A leitura das instruções também mostra tempo de pausa, necessidade de enxágue, quantidade sugerida e região de aplicação. Shampoo deve priorizar o couro cabeludo; condicionadores e máscaras atuam melhor no comprimento e pontas. Seguir essa lógica reduz desperdício e melhora o desempenho da fórmula no dia a dia.

5. Considere o risco de sensibilidade e irritação

Produtos capilares podem conter fragrâncias, corantes, conservantes e substâncias com potencial irritante ou alergênico em pessoas suscetíveis. Revisões sobre dermatite de contato associada a cosméticos capilares mostram que tinturas, xampus e outros produtos aplicados no couro cabeludo podem desencadear reações em indivíduos sensibilizados.

No caso das tinturas, a atenção deve ser ainda maior. A FDA alerta para o potencial alergênico da parafenilenodiamina em alguns corantes oxidativos e recomenda seguir as orientações de teste de mecha. Diante de ardor intenso, vermelhidão ou coceira relevante, o uso deve ser interrompido e a avaliação profissional torna-se necessária.

6. Avalie o equilíbrio entre limpeza e tratamento

Um erro comum é escolher apenas pelo efeito prometido no pós-lavagem e ignorar como a rotina inteira se comporta. Cabelos oleosos podem precisar de limpeza mais eficiente sem agressão excessiva, enquanto fios secos ou cacheados tendem a se beneficiar de fórmulas menos deslipidizantes. O equilíbrio na rotina é o fator mais importante.

A literatura dermatológica aponta que o pH e o tipo de agentes de limpeza influenciam o conforto do couro cabeludo, o brilho e o alinhamento da cutícula. Em geral, fórmulas melhor ajustadas ao perfil do fio favorecem resultado mais consistente. Quando a combinação de itens é pensada de forma coerente, a resposta é previsível.

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7. Confira a regularização e a rotulagem oficial

Antes da compra, vale confirmar se o produto apresenta informações claras de rotulagem, composição e fabricante. A Anvisa orienta requisitos técnicos para regularização e rotulagem de cosméticos, o que inclui elementos essenciais para identificação segura do item. Essa verificação é importante em compras online ou revendas informais.

Também é recomendável desconfiar de promessas absolutas, ausência de instruções ou embalagens com informações incompletas. A cosmetovigilância existe justamente para monitorar efeitos indesejáveis após a comercialização, o que reforça a importância de adquirir produtos regularizados e seguir as instruções do fabricante.

8. Repare se o custo faz sentido para a sua rotina

O melhor produto não é necessariamente o mais caro, mas o que entrega boa adequação ao uso real. Um tratamento potente pode ser excelente para aplicação ocasional e pouco funcional para uma rotina básica. Da mesma forma, um item com rendimento baixo ou exigência de várias etapas extras pode não oferecer o melhor custo-benefício.

Faz mais sentido avaliar rendimento, frequência de uso, necessidade de manutenção e compatibilidade com os demais produtos da rotina. Quando a compra é guiada por esses critérios, a escolha tende a ser mais racional, sustentável e totalmente alinhada ao resultado esperado pelo consumidor no cuidado diário.

Escolher cosméticos para os cabelos exige menos impulso e mais observação. Quando rótulo, fórmula, segurança e necessidade real entram na conta, o cuidado capilar deixa de ser aposta e passa a ser decisão bem informada.

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