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Educação

Unemat oferta 212 vagas para professores temporários

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A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) abriu processo seletivo simplificado unificado para a formação de cadastro de reserva para atendimento dos câmpus universitários. O certame, regulamentado pelo Edital nº 002/2026, oferece um total de 212 vagas para o cargo de Professor da Educação Superior, com contratação temporária fundamentada na Lei Complementar Estadual nº 600/2017 para suprir demandas excepcionais e temporárias da instituição.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente via internet, por meio do endereço eletrônico seletivos.unemat.br, no período de 12 de maio até às 23h59 do dia 21 de maio de 2026 (horário oficial de Mato Grosso).

Público-alvo, remuneração e jornada

Os interessados devem ficar atentos às regras de inscrição. Os candidatos podem se inscrever apenas para uma área. Para a inscrição, é obrigatória a apresentação do diploma de graduação e, se houver, o de pós-graduação, conforme requisito de formação exigido na área em que se inscrever de acordo com o quadro de vagas. O processo seletivo pontuará a maior titulação do candidato na prova de títulos e documentos que comprovem a produção acadêmica e a atuação profissional.

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As convocações ocorrerão de acordo com a necessidade institucional dentro do prazo de validade do certame.

Quando contratados, os docentes cumprirão uma jornada de trabalho de 20 horas semanais, com remuneração de acordo com a titulação, sendo R$ 3.608,72 para professores graduados, R$ 6.712,20 para profissionais mestres e R$ 8.300,05 para doutores.

A carga horária poderá ser ajustada conforme a necessidade dos cursos de graduação, respeitando os limites da Lei Complementar (LC) nº 600/2017.

Etapas e critérios de avaliação

A Unemat estruturou o seletivo em três fases distintas:

Avaliação de inscrição: análise documental do requisito de formação (eliminatória e classificatória);

Desempenho didático: prova prática com duração de 20 a 30 minutos sobre tema sorteado (eliminatória e classificatória);

Avaliação curricular: pontuação de títulos e experiência profissional dos últimos cinco anos (classificatória).

Para a prova de desempenho didático, o candidato deverá obter a nota mínima de 70 pontos. A banca examinadora avaliará critérios como desempenho didático-pedagógico, domínio de conteúdo e conhecimento na área, organização da aula, clareza na exposição e o plano de aula entregue no ato da apresentação.

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Prazos e vigência

O cronograma estabelece que o sorteio dos temas para a prova didática ocorrerá no dia 29 de maio, com as bancas examinadoras previstas para o período de 1º a 3 e no dia 5 de junho. O resultado final deve ser divulgado em 15 de junho de 2026.

O seletivo terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período. Os contratos temporários terão vigência máxima de 30 meses, renováveis por mais 30, totalizando o limite de cinco anos permitido pela legislação estadual.

Serviço

Os interessados devem acompanhar as publicações e editais complementares no portal oficial da universidade: unemat.br/editais. Dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail: [email protected].

 

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Educação

Alan Porto defende atualização da lei da carreira da Educação para acompanhar transformação das escolas de MT

Candidato a deputado estadual afirma que Lei Complementar 50, criada em 1998, não acompanha a atual estrutura das escolas e precisa ser modernizada

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Ex-secretária de Educação, Alan Porto

O ex-secretário de Estado de Educação de Mato Grosso e candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) defende a necessidade de atualização da Lei Complementar nº 50/1998, que estabelece a carreira dos profissionais da Educação Básica do Estado. Para ele, a legislação, criada há quase três décadas, não acompanha as transformações pelas quais passaram as escolas da rede estadual e precisa ser revisada para incorporar novas funções, modelos de ensino e estruturas pedagógicas.

A LC 50/1998, que tem como objetivo organizar e estruturar a carreira dos profissionais da Educação Básica, incluindo professores, profissionais de suporte pedagógico e servidores das áreas administrativa e de apoio, já recebeu diversas alterações ao longo dos anos, entre elas mudanças promovidas pela Lei Complementar nº 807, de 2024.

Na avaliação de Alan Porto, porém, as mudanças pontuais não são suficientes para adequar o marco legal à realidade atual da rede estadual. “Precisamos melhorar a Lei Complementar 50. Uma lei obsoleta, que não representa a atual estrutura organizacional dentro da escola de Mato Grosso”, afirma.

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Como exemplo, o ex-secretário cita a presença de equipes psicossociais nas unidades escolares. Segundo ele, profissionais como psicólogos e assistentes sociais passaram a fazer parte da realidade das escolas, mas não estão adequadamente contemplados na estrutura estabelecida pela legislação original (LC 50/1998).

Alan Porto, que esteve à frente da Seduc no período de 2019 a 2026, destaca as mudanças nos modelos educacionais adotados pela rede estadual a partir de 2019. Entre elas estão as escolas vocacionadas, as unidades de tempo integral e a ampliação de atividades curriculares, como projetos de vida, protagonismo juvenil e grêmios estudantis. “Nossas leis precisam ser ajustadas a esse novo momento”, defende

Legado na Educação

A proposta é apresentada por Alan Porto como uma das razões para sua candidatura à Assembleia Legislativa. Na avaliação do ex-secretário, a atuação parlamentar será fundamental para garantir continuidade das políticas implementadas em Mato Grosso nos últimos anos, que incluem uma série de investimentos em infraestrutura, tecnologia, alimentação, material didático moderno e novos modelos pedagógicos. “Precisamos proteger esse legado”, afirma.

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Entre os resultados utilizados pelo ex-secretário para sustentar essa avaliação está a evolução de Mato Grosso no Ideb. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação, o Mato Grosso passou da 22ª posição nacional em 2019 para a 6ª colocação em 2026.

O ex-secretário destaca que ainda existem desafios a serem enfrentados e que nem todas as mudanças poderiam ser concluídas em sete anos. “Temos ações ainda que precisam avançar, mas nesse caminho que estamos seguindo, eu não tenho dúvida nenhuma que nos próximos anos nós teremos a melhor educação do Brasil”, declara.

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