Educação
Alan Porto defende atualização da lei da carreira da Educação para acompanhar transformação das escolas de MT
Candidato a deputado estadual afirma que Lei Complementar 50, criada em 1998, não acompanha a atual estrutura das escolas e precisa ser modernizada
O ex-secretário de Estado de Educação de Mato Grosso e candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) defende a necessidade de atualização da Lei Complementar nº 50/1998, que estabelece a carreira dos profissionais da Educação Básica do Estado. Para ele, a legislação, criada há quase três décadas, não acompanha as transformações pelas quais passaram as escolas da rede estadual e precisa ser revisada para incorporar novas funções, modelos de ensino e estruturas pedagógicas.
A LC 50/1998, que tem como objetivo organizar e estruturar a carreira dos profissionais da Educação Básica, incluindo professores, profissionais de suporte pedagógico e servidores das áreas administrativa e de apoio, já recebeu diversas alterações ao longo dos anos, entre elas mudanças promovidas pela Lei Complementar nº 807, de 2024.
Na avaliação de Alan Porto, porém, as mudanças pontuais não são suficientes para adequar o marco legal à realidade atual da rede estadual. “Precisamos melhorar a Lei Complementar 50. Uma lei obsoleta, que não representa a atual estrutura organizacional dentro da escola de Mato Grosso”, afirma.
Como exemplo, o ex-secretário cita a presença de equipes psicossociais nas unidades escolares. Segundo ele, profissionais como psicólogos e assistentes sociais passaram a fazer parte da realidade das escolas, mas não estão adequadamente contemplados na estrutura estabelecida pela legislação original (LC 50/1998).
Alan Porto, que esteve à frente da Seduc no período de 2019 a 2026, destaca as mudanças nos modelos educacionais adotados pela rede estadual a partir de 2019. Entre elas estão as escolas vocacionadas, as unidades de tempo integral e a ampliação de atividades curriculares, como projetos de vida, protagonismo juvenil e grêmios estudantis. “Nossas leis precisam ser ajustadas a esse novo momento”, defende
Legado na Educação
A proposta é apresentada por Alan Porto como uma das razões para sua candidatura à Assembleia Legislativa. Na avaliação do ex-secretário, a atuação parlamentar será fundamental para garantir continuidade das políticas implementadas em Mato Grosso nos últimos anos, que incluem uma série de investimentos em infraestrutura, tecnologia, alimentação, material didático moderno e novos modelos pedagógicos. “Precisamos proteger esse legado”, afirma.
Entre os resultados utilizados pelo ex-secretário para sustentar essa avaliação está a evolução de Mato Grosso no Ideb. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação, o Mato Grosso passou da 22ª posição nacional em 2019 para a 6ª colocação em 2026.
O ex-secretário destaca que ainda existem desafios a serem enfrentados e que nem todas as mudanças poderiam ser concluídas em sete anos. “Temos ações ainda que precisam avançar, mas nesse caminho que estamos seguindo, eu não tenho dúvida nenhuma que nos próximos anos nós teremos a melhor educação do Brasil”, declara.
Educação
Seduc-MT divulga projetos selecionados para fortalecer a aprendizagem nas escolas do campo
Vinte unidades da Rede Estadual serão contempladas com R$ 20 mil cada para desenvolver ações voltadas à recomposição da aprendizagem e valorização dos saberes das comunidades rurais.
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) divulga nesta quarta-feira (05.08) a relação das escolas contempladas no Edital nº 012/2026, que seleciona projetos pedagógicos voltados à recomposição da aprendizagem e ao fortalecimento da parte diversificada do currículo das unidades estaduais que ofertam Educação do Campo.
Ao todo, serão escolhidos 20 projetos, que receberão investimento de R$ 20 mil cada, totalizando R$ 400 mil em recursos destinados ao desenvolvimento de iniciativas pedagógicas alinhadas às necessidades das comunidades rurais.
Os projetos passaram por um processo de elaboração, análise e validação que envolveu as Coordenadorias de Gestão Pedagógica (COPEDs) das Diretorias Regionais de Educação e, posteriormente, a Coordenadoria de Educação Étnico-Racial e Ambiental (COEERA), responsável pela validação final das propostas.
Segundo o edital, as iniciativas deverão contribuir para a recomposição das aprendizagens, promover o protagonismo estudantil e fortalecer a identidade das comunidades do campo, articulando os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Documento de Referência Curricular para Mato Grosso (DRC/MT) às especificidades locais.
As propostas contemplam pelo menos um dos cinco eixos temáticos previstos no edital: agroecologia, agricultura familiar, economia solidária, valorização da cultura camponesa e educação ambiental com foco na sustentabilidade.
Após a divulgação do resultado, as escolas contempladas poderão iniciar a execução dos projetos assim que receberem os recursos financeiros. As ações deverão ser desenvolvidas até junho de 2027, enquanto a utilização dos recursos deverá ser concluída até dezembro deste ano. Ao término das atividades, as unidades escolares apresentarão relatório final às Diretorias Regionais de Educação para avaliação e prestação de contas.
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