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cultura

Turma da Laje migra para Allure Music Hall e prepara Carnaval para 5 mil foliões

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Bloco Turma da Laje

Do tradicional bloquinho de rua a uma releitura das antigas festas de Carnaval de salão: o Bloco Turma da Laje se prepara para uma nova etapa levando o ritmo das ruas para dentro do Allure Music Hall. A folia já tem data marcada para acontecer: será no dia 14 de fevereiro de 2026 e pretende reunir até 5 mil pessoas.

Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos pelo site www.alluremusichall.com.br. As atrações ainda serão confirmadas, mas para essa edição, um dos organizadores do bloco, Maurício Aude, já confirmou uma apresentação exclusiva com a Bateria Show do Mestre Munir, bastante tradicional em Cuiabá.

“Estamos fechando os nomes das atrações, mas a Bateria Show do Mestre Munir já é atração garantida da Turma da Laje 2026. Para esta edição queremos fazer essa releitura dos carnavais de salão que tanto encantaram gerações e queremos trazer o ritmo dos blocos de rua para dentro do Allure Music Hall, que tem uma grande e completa estrutura”, explicou Aude.

Conheça a Turma da Laje

Com uma amizade que dura mais de 30 anos, os amigos da Turma da Laje criaram o tradicional bloco de rua em 2017, onde cerca de 300 pessoas se divertiram pulando carnaval em clima bastante familiar. Desde então, tornou-se tradição anual, tendo parado apenas nos anos de 2021 e 2022 em virtude da pandemia.

O pequeno bloco de rua formado por amigos tomou forma, e em 2025, reuniu mais de 2.500 pessoas, entre adultos e crianças também. “É uma festa para toda a família. Quando criamos a Turma da Laje, pensamos em algo para nossos amigos e filhos e segue sendo assim”, relembrou Aude.
Para 2026, além do dobro de pessoas da edição anterior, a festividade também terá programação direcionada para as crianças, com espaço kids com monitores, pintura de rosto e confecção de máscaras.

A estrutura

O Allure Music Hall integra o complexo do Buffet Leila Malouf, com capacidade para receber até 7,5 mil pessoas, e foi projetado para se tornar uma referência nacional em eventos. A nova estrutura receberá shows, congressos, festas e diversos tipos de eventos, nos formatos auditório, com mesas ou até mesmo em pé, como ocorre em concertos musicais.

O espaço é dividido entre pista, mezanino e nove camarotes para até 30 pessoas, além de um camarote premium para 200 pessoas. Para os artistas, há três camarins, equipamentos de som e iluminação de última geração e um palco de padrões internacionais. O complexo conta ainda com mil vagas em estacionamento totalmente pavimentado e outras 200 em espaço VIP.

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cultura

Museu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira

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A capital mato-grossense receberá, entre os dias 7 e 21 de junho, uma rara oportunidade de imersão na poesia visual contemporânea. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abre simultaneamente as exposições Convergências, de Tchello D’Barros, e Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema, de Juliano Lobato, reunindo 60 obras de dois artistas reconhecidos por suas contribuições à arte experimental brasileira. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação reforça o protagonismo histórico de Mato Grosso na poesia visual e transforma o público em participante ativo da criação artística.

Ao reunir 30 obras de cada artista, a iniciativa reafirma o papel do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como espaço de difusão cultural, reflexão e aproximação entre a produção artística contemporânea e a comunidade.

A exposição Convergências, de Tchello D’Barros, apresenta trabalhos que exploram as relações entre imagem, palavra e percepção visual. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista possui trajetória consolidada no campo da poesia visual, com participação em exposições, publicações e projetos culturais desenvolvidos em diversos países.

Já Divergências, de Juliano Lobato, propõe uma experiência baseada na liberdade interpretativa do observador. Artista visual, poeta experimental, curador e pesquisador da linguagem visual, Lobato desenvolve há mais de três décadas uma produção vinculada aos Poemas Sem Palavras, ao Intensivismo e aos desdobramentos contemporâneos do Poema-Processo.

Embora partam de influências estéticas distintas, as duas exposições compartilham uma mesma proposta: transformar o visitante em participante ativo da experiência artística. Sem títulos explicativos ou narrativas fechadas, as obras convidam o público a construir seus próprios significados, assumindo o papel de coautor da poesia presente em cada trabalho.

Para Juliano Lobato, os Poemas Sem Palavras dialogam diretamente com os princípios do Poema-Processo, movimento que compreende a leitura como parte essencial da obra. “Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema. O artista cria a estrutura visual, mas a poesia se completa quando encontra o olhar, a memória e a experiência de quem observa”, afirma.

A proposta também evidencia a relevância histórica de Mato Grosso para os movimentos experimentais da poesia visual brasileira. O estado mantém forte ligação com artistas e pesquisadores que contribuíram para a consolidação de linguagens inovadoras no cenário nacional, entre eles Wlademir Dias-Pino, Rubens de Mendonça e Silva Freire, referências fundamentais para diferentes gerações de criadores.

A realização simultânea das exposições reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos equipamentos públicos como espaços permanentes de formação, convivência e difusão artística.

Administrado pelo município, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem ampliando sua programação cultural e consolidando sua atuação como centro de preservação da memória e promoção das artes. Além de exposições de diferentes linguagens, o espaço desenvolve ações educativas voltadas a estudantes e visitantes de diversas regiões do estado.

Nos últimos meses, o museu recebeu iniciativas de destaque, como a exposição coletiva Unidos pela Arte, que reuniu mais de 20 artistas mato-grossenses, além de atividades vinculadas ao projeto Caminhos da Cultura, fortalecendo sua vocação de aproximar a população do patrimônio histórico, da produção artística contemporânea e das múltiplas manifestações culturais de Mato Grosso.

Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.”

“Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”, destaca Lobato.

E conclui: “A mostra contribui para valorizar um patrimônio cultural que nasceu no estado e continua influenciando artistas e pesquisadores em diversas partes do mundo.”

SERVIÇO

Exposição: CONVERGÊNCIAS
Artista: Tchello D’Barros

Exposição: DIVERGÊNCIAS – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema
Artista: Juliano Lobato

Período: 7 a 21 de junho de 2026

Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

 

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