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Turismo registra alta de 7,3% em fevereiro frente ao mesmo período de 2024

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O turismo brasileiro segue crescendo em ritmo acelerado. O setor registrou alta de 7,3% em fevereiro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o nono resultado positivo consecutivo do mês, impulsionado principalmente pelo aumento na receita de empresas dos segmentos de transporte aéreo de passageiros, agências de viagens e locação de automóveis.

O desempenho expressivo reflete a consolidação da retomada do setor, que também apresentou crescimento na passagem de janeiro para fevereiro (2,9%), após uma retração de 6,1% no primeiro mês do ano. Com isso, o turismo nacional opera 9,7% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020).

Dez dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão verificado na atividade turística nacional. A contribuição positiva mais relevante ficou com o Rio de Janeiro (3,1%), seguido por Paraná (6,5%), Minas Gerais (1,7%) e Espírito Santo (5,8%). Em sentido oposto, São Paulo (-0,9%), Bahia (-3,2%) e Goiás (-5,2%) apontaram as principais perdas do turismo.

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, os resultados refletem o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento do setor. “Estamos ampliando os investimentos em infraestrutura turística, melhorando a conectividade aérea e promovendo uma experiência cada vez mais qualificada para os viajantes. Os números mostram que estamos no caminho certo e a tendência é de continuidade de crescimento”, destacou.

BIMESTRE – No acumulado do primeiro bimestre de 2025, o turismo cresceu 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A alta foi puxada, sobretudo, pelas empresas de transporte aéreo de passageiros, restaurantes e serviços de reservas relacionados à hospedagem.

Treze das 17 unidades da federação analisadas registraram resultados positivos, com destaque para os ganhos de São Paulo (6,1%) e Rio de Janeiro (9,0%), seguidos por Santa Catarina (11,4%), Bahia (6,4%) e Paraná (5,9%). As principais quedas no bimestre foram observadas no Rio Grande do Sul (-5,1%), Mato Grosso (-8,4%) e Alagoas (-4,3%).

PESQUISA – A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo IBGE, oferece um panorama detalhado da atividade turística no Brasil e do setor de serviços como um todo. As informações levantadas são fundamentais para a formulação de políticas públicas que contribuam para o impulsionamento do turismo no país.

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes

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Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.

O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.

Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.

Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.

Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.

Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.

Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.

“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.

De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.

Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.

Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.

“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.

Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.

Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.

 

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