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Tribunal do Júri condena homem a 28 anos de prisão por homicídio em Nova Mutum
O Tribunal do Júri de Nova Mutum condenou Bruno Feitoza da Silva a 28 anos, sete meses e 18 dias de reclusão pelo homicídio duplamente qualificado de Laercio Aquino Pereira da Silva e por participação em organização criminosa. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (11). A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, com o pagamento de 20 dias-multa. O réu não poderá recorrer da decisão em liberdade.
Durante a sessão, o Conselho de Sentença reconheceu a existência dos crimes, a autoria e as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Bruno fazia parte de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação voltada à obtenção de vantagens por meio da prática de delitos.
As investigações apontaram que, em janeiro de 2025, o réu e outros integrantes ainda não identificados participaram da morte de Laercio. O crime ocorreu em uma estrada de acesso à área de descarte de materiais recicláveis do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Nova Mutum.
A vítima foi levada até o local e executada com diversos disparos de arma de fogo. Conforme apurado no decorrer da investigação, o homicídio teria sido motivado pela atuação da organização criminosa, o que caracterizou o motivo torpe reconhecido pelo júri.
Também ficou comprovado que Laercio foi surpreendido em um local isolado por agentes em superioridade numérica, circunstância que impediu qualquer possibilidade de defesa e fundamentou a segunda qualificadora do crime.
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Tribunal de Contas recomenda que Nova Mutum corrija falhas no transporte escolar e destaca avanços após operação
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) recomendou que a Prefeitura de Nova Mutum assegure a plena eficiência e segurança do transporte escolar no município. As orientações ampliam as medidas de adequações já implementadas pelo município após a Operação Transporte Escolar Seguro, realizada em 2025.
O direcionamento foi definido em decisão aprovada na sessão do Plenário Virtual de 20 de julho. Sob a relatoria do conselheiro Campos Neto, o levantamento identificou que a maioria das irregularidades apontadas durante a fiscalização ordenada já haviam sido corrigidas pela gestão municipal. “Convém enfatizar que, após apreciar a defesa apresentada pelo gestor, a equipe de auditoria entendeu que o município deu solução à maior parte dos problemas identificados”, sustentou o conselheiro.
Durante a fiscalização, foram inspecionados 16 veículos, nos quais foram avaliados itens como idade da frota, licenciamento dos veículos, presença da faixa horizontal indicativa de transporte escolar e funcionamento do cronotacógrafo (dispositivo que registra de forma automática a velocidade, a distância percorrida e o tempo de trabalho do motorista). Também foram verificados os cintos de segurança, extintores de incêndio, pneus, sistema de iluminação e demais itens de segurança, além da regularidade da documentação dos veículos e dos condutores, entre outros aspectos.
A equipe técnica constatou que a frota apresentou regularidade quanto à idade (entre 1 e 15 anos), ao Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), às faixas indicativas “Escolar”, aos cintos de segurança, aos cronotacógrafos e estado dos pneus. Entretanto, foram identificadas falhas graves, como ausência do selo de inspeção semestral obrigatória do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) nos 16 veículos inspecionados e falhas na sinalização luminosa em um dos veículos.
“Diante do cenário apresentado, cabe concluir que permaneceram nos autos falhas que precisam ser solucionadas, a fim de assegurar a plena eficiência e segurança do transporte escolar, serviço essencial para garantir o direito fundamental à educação”, destacou o Campos Neto.
TCE-MTDurante a fiscalização, foram inspecionados 16 veículos. Clique aqui para ampliar
Resultados positivos
Ao avaliar a regularidade dos condutores, a fiscalização apontou resultados positivos, com todos os condutores inspecionados possuindo a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria exigida (D ou E).
Com relação à certificação especializada, quase todos os motoristas, à exceção de um, apresentaram o certificado do curso para condução de escolares, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro.
Transporte Escolar Seguro
A Operação Transporte Escolar Seguro foi realizada pelas Secretarias de Controle Externo (Secex), sob coordenação da Secretaria Geral de Controle Externo (Segecex). Além de Nova Mutum, a fiscalização ocorreu em Cuiabá, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Comodoro, Confresa, Lucas do Rio Verde, Pedra Preta, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Santo Antônio de Leverger e Sinop.
Os municípios foram escolhidos a partir de denúncias, representações internas e externas recebidas desde 2022, além dos resultados da Auditoria de Conformidade sobre o Transporte Escolar, realizada em 2020.
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