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TCE-MT dá parecer favorável às contas de Campos de Júlio e Vale de São Domingos por equilíbrio fiscal e boa gestão dos recursos públicos

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Com destaques para a boa gestão fiscal e o equilíbrio financeiro, as contas anuais de governo dos municípios de Campos de Júlio e Vale de São Domingos receberam pareceres prévios favoráveis do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Os balanços foram relatados pelo conselheiro Antonio Joaquim e apreciados em sessão plenária ordinária da última terça-feira (18).

“No exercício de 2025, o município de Campos de Júlio registrou Índice de Gestão Fiscal (IGFM) de 0,96, o que demonstra que o município alcançou o conceito de gestão de excelência. Já o índice de gestão fiscal de Vale de São Domingos totalizou 0,75, o que demonstra que o município alcançou o conceito B, de boa gestão”, observou o conselheiro.

Os balanços também apresentaram equilíbrio orçamentário e financeiro, além de cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais. “Ambas as gestões evidenciaram o cumprimento de todos os limites constitucionais e legais aplicáveis, especialmente em saúde e educação”, afirmou o relator.

Campos de Júlio e Vale de São Domingos superaram o percentual mínimo de aplicação em ensino, com investimentos de 26,66% e 30,45% (mínimo de 25%). Destaque também para a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na remuneração dos profissionais do magistério, que consumiu 98,25% e 97,78%, respectivamente (mínimo de 70%).

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Além de superarem o mínimo constitucional de 15% para a saúde, com índices de 24,61% e 18,16%, respectivamente, o comprometimento da receita com pessoal foi de 38,73% para o primeiro município e 32,86% para o segundo, respeitando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Equilíbrio orçamentário

Com nível diamante de transparência (95,54%), a receita arrecadada por Campos de Júlio somou R$ 142,5 milhões, atingindo 96,58% da previsão inicial. A despesa realizada totalizou R$ 148 milhões, resultando em superávit de execução orçamentária ajustado de R$ 23,9 milhões e superávit financeiro global de R$ 63,8 milhões. A capacidade de pagamento também se mostrou elevada: havia R$ 2,66 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.

Já Vale de São Domingos alcançou o nível ouro de transparência. Ao comparar as receitas arrecadadas (R$ 46.782.440,91) com as despesas realizadas (R$ 46.080.807,20), o município apresentou um superávit de execução orçamentária de R$ 701,6 mil. A capacidade de pagamento ficou em R$ 3,33 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.

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Recomendações

Para contribuir para o aperfeiçoamento da gestão, o conselheiro Antonio Joaquim fez recomendações para que Campos de Júlio implemente medidas destinadas a ampliar as vagas em creches e eliminar a fila de espera, além de realizar ações de vigilância contra arboviroses e melhorar o controle da hanseníase.

Já para Vale de São Domingos, o conselheiro fez orientações como a adesão ao Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (Pró-Gestão RPPS), o reforço das ações integradas de vigilância em saúde, saneamento, controle de vetores e educação em saúde e o fortalecimento das medidas de vigilância e controle da hanseníase.

Nos votos, o relator acolheu em parte as manifestações feitas pelo Ministério Público de Contas (MPC) e foi seguido por unanimidade do Plenário.

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TCE-MT aprova contas de Alto Garças, Guiratinga e Araguaiana com superávit de R$ 50,9 milhões

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Conselheiro-relator, Waldir Teis | Foto: Thiago Bergamasco

Com equilíbrio das contas públicas, dinheiro em caixa para honrar obrigações e cumprimento dos principais limites constitucionais e legais, as contas anuais de governo dos municípios de Alto Garças, Guiratinga e Araguaiana, referentes ao exercício de 2005, receberam parecer prévio favorável à aprovação do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Sob relatoria do conselheiro Waldir Teis, os balanços foram apreciados na sessão ordinária do último dia 29.

Em seu voto, o conselheiro ressaltou a importância de uma análise ampla das contas públicas, para além dos dados fiscais. “É imperioso que sejam analisados o panorama socioeconômico do município e a gestão financeira e contábil propriamente dita, a fim de possibilitar uma avaliação real do desempenho das contas públicas, bem como do cumprimento, pelo chefe do Executivo, de seu dever de preservação do equilíbrio fiscal e de gestão responsável na elaboração e execução do orçamento, que é o eixo central da responsabilidade fiscal.”

Alto Garças, Guiratinga e Araguaiana mantiveram o equilíbrio fiscal e encerraram o exercício com arrecadação superior às despesas executadas, com superávit orçamentário de R$ 21,5 milhões, R$ 17,9 milhões e R$ 11,5 milhões, respectivamente.

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Os três municípios também encerraram o ano com disponibilidade financeira líquida positiva, o que garantiu capacidade financeira para cobrir suas obrigações imediatas. A disponibilidade líquida foi de R$ 22 milhões para Alto Garças, R$ 17,13 milhões para Guiratinga e R$ 5,5 milhões para Araguaiana.

Os municípios também cumpriram os limites e percentuais constitucionais e legais, requisitos indispensáveis para o parecer prévio favorável. Na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino, a aplicação mínima de 25% foi atendida por Alto Garças (25,49%), Guiratinga (25,65%) e Araguaiana (30,86%). A valorização dos profissionais do magistério também foi superior ao mínimo de 70%, com aplicações de 91,95%, 97,30% e 91,23%, respectivamente. Na área da saúde, Alto Garças aplicou 31,83%, Guiratinga, 17,63% e Araguaiana, 22,82%.

Os três municípios ainda mantiveram seus gastos com pessoal (Executivo, Legislativo e consolidado do município) abaixo do máximo estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento da gestão, o relator expediu recomendações com diretrizes para o fortalecimento da governança, a regulação e a transparência das informações do saneamento básico, a adoção de melhorias nos procedimentos contábeis para o registro apropriado por competência das despesas trabalhistas, além da adequação da base de cálculo do adicional de insalubridade e da intensificação das ações de vigilância epidemiológica conduzidas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE).

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O relator acolheu integralmente o parecer do Ministério Público de Contas sobre as contas de Alto Garças, que receberam parecer prévio favorável com ressalvas, e parcialmente a respeito das contas de Guiratinga e Araguaiana. Os votos foram seguidos por unanimidade do Plenário.

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