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Sociedade Beneficente que administra hospital municipal terá que devolver dinheiro

Os valores a serem restituídos, no total de R$ 390 mil, foram utilizados indevidamente durante a vigência do contrato de gestão entre a organização social e a Prefeitura de Nova Mutum.

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Hospital Municipal de Nova Mutum

Hospital Municipal de Nova Mutum

A Secretaria de Controle Externo de Administração Municipal do Tribunal de Contas de Mato Grosso deverá monitorar o cumprimento do cronograma de restituição determinado à Sociedade Beneficente Dom Camilo que administra o Hospital Municipal de Nova Mutum.

 

Os valores a serem restituídos, no total de R$ 390 mil, foram utilizados indevidamente durante a vigência do contrato de gestão entre a organização social e a Prefeitura de Nova Mutum. A determinação de restituição foi parte do julgamento das contas de gestão da Prefeitura, do exercício de 2013.

Thiago Bergamasco | TCE-MT

Jaqueline Jacobsen tce

Conselheiro interino, Luiz Henrique Lima

As irregularidades encontradas pelo TCE no contrato de gestão nº. 94/2012 para o gerenciamento, a operacionalização e a execução das ações e dos serviços de saúde no Hospital Municipal de Nova Mutum, cujo valor atualizado é de R$ 15.100.000,00 (4º termo aditivo) foram novamente avaliadas pelo conselheiro interino Luiz Henrique Lima, relator do recurso ordinário (processo n º 75558/2013) interposto pela Sociedade Beneficente Dom Camilo em conjunto com o diretor administrativo, Tiago Henrique Alvarenga Lopes e os membros da Comissão Permanente de Contrato de Gestão, Junilsa Almeida Costa, Ivete Sandi Wenning, Érica Simone Marques Custódio e Vaneli Lurdes Cima.

 

ASSISTA AO JULGAMENTO

 

O objetivo do recurso foi de apresentar documentos que pudessem modificar a decisão do TCE que aplicou multas e ressarcimento aos responsáveis pela organização social. Entre as irregularidades cometidas, foram subcontratados prestadores de serviços médicos (equipe médica), por meio de contratos com pessoas jurídicas, caracterizando a transferência parcial do objeto do contrato de gestão.

 

O contrato de gestão nº.94/2012 vedava a transferência das responsabilidades da contratada para terceiros. Contudo, os contratos firmados com as pessoas jurídicas que prestaram serviços médicos ao Hospital Municipal de Nova Mutum, gerenciado pela SBSC, delegavam às prestadoras, expressamente, as obrigações trabalhistas, as previdenciárias e as fiscais desrespeitando o contrato e o entendimento deste Tribunal

 

Ao avaliar o recurso, o relator deu provimento parcial e afastou a multa no valor equivalente a 11 UPFs aplicada a Tiago Henrique Alvarenga Lopes e as multas no valor de 22 UPFs aplicadas às servidoras componentes da Comissão Permanente de Contrato de Gestão, Junilsa Almeida Costa, Ivete Sandi Wenning, Érica Simone Marques Custódio e Vaneli Lurdes Cima. As demais determinações contidas no Acórdão nº 2.551/2014 – TP, inclusive as demais multas e ressarcimento foram mantidas. O voto do relator foi aprovado por unanimidade na sessão ordinária do 30/10.

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Cuiabá

Maysa Leão cobra Prefeitura sobre fila de 24 mil pessoas à espera de atendimento em saúde mental

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Vereadora Maysa Leão

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) cobrou, durante a sessão desta terça-feira (29), na Câmara de Cuiabá, respostas da Prefeitura para a fila de cerca de 24 mil pessoas que aguardam atendimento psiquiátrico e psicoterápico no município. Por meio de requerimento de informação, a parlamentar questionou a Secretaria Municipal de Saúde sobre quais medidas serão adotadas para reduzir a espera e ampliar o atendimento em saúde mental.

No encerramento do Setembro Amarelo, Maysa alertou que o sofrimento psíquico acontece durante todo o ano e relatou o caso de uma jovem de 23 anos, com transtorno bipolar e depressão profunda, que procurou ajuda na Policlínica do Coxipó, em unidade básica de saúde e no CAPS. Segundo o relato recebido pelo gabinete, mesmo após buscar atendimento em diferentes pontos da rede, a jovem não recebeu a assistência necessária e acabou tirando a própria vida.

“Essa menina procurou ajuda. Passou por vários pontos da nossa rede, pediu socorro e não teve o atendimento de que precisava. A mãe guarda até hoje os prontuários e as cartas da filha. A minha filha tem 22 anos. Eu não consigo imaginar o tamanho da dor dessa mãe. E não consigo olhar para uma fila de 24 mil pessoas e tratar isso apenas como um número”, afirmou Maysa.

A vereadora também citou o caso da mãe da jornalista Janaiara, que morreu por suicídio e, segundo o relato apresentado por Maysa, recebeu uma mensagem da Prefeitura informando sobre sua consulta dois anos depois da morte. “Não estamos falando apenas de uma fila. Estamos falando de pessoas que estão sofrendo e procurando o poder público porque precisam de ajuda. Depressão é doença e precisa ser tratada como doença. Quem tem diabetes ou um problema cardíaco procura atendimento e não é questionado. Quem tem depressão também precisa ser acolhido, atendido e respeitado”, destacou.

Maysa reforçou que o debate sobre saúde mental não pode terminar com o Setembro Amarelo. “A depressão, o sofrimento psíquico e o risco de suicídio acontecem nos 365 dias do ano. Eu quero saber o que o município de Cuiabá está fazendo para resolver essa fila de 24 mil pessoas que esperam por atendimento psiquiátrico e psicoterápico. Essa é a pergunta que eu faço hoje e que precisa de uma resposta”, finalizou.

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