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Mato Grosso

Sindipetróleo alerta para risco de escassez e responsabiliza cenário internacional por alta dos combustíveis

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O Sindipetróleo MT participou de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), proposta pelo deputado estadual Faissal Calil (PL), para discutir o aumento no preço dos combustíveis no estado, especialmente após o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã e seus reflexos no mercado internacional do petróleo. A audiência ocorreu na manhã desta terça-feira (28).

Representando a entidade, estiveram presentes o presidente Claudyson Martins Alves (Kaká), o diretor executivo Nelson Soares Júnior e o empresário do setor Ramsés Castoldi. Durante o debate, Kaká destacou que o cenário internacional pode agravar ainda mais a instabilidade no abastecimento e pressionar os preços no Brasil, com possibilidade até mesmo de escassez de combustíveis, caso o conflito avance.

O presidente do sindicato reforçou que os postos revendedores não podem ser responsabilizados pelos aumentos, já que não definem os preços praticados no mercado. Segundo ele, os postos são o último elo da cadeia de abastecimento e apenas repassam os valores recebidos das distribuidoras.

“O posto de combustível é o último elo dessa cadeia. Apenas repassamos aquilo que as distribuidoras nos cobram. Inclusive, fica a pergunta: por que não há nenhum representante das distribuidoras nesta audiência?”, questionou Kaká.

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Ele também defendeu a importância da atuação dos órgãos de fiscalização, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Procon, mas ponderou que a fiscalização deve ocorrer com equilíbrio, sem criminalizar o empresário que atua de forma regular.

“Nós entendemos o papel da fiscalização e acreditamos que ela seja necessária, mas qual a necessidade de todo esse aparato policial, considerando que a maioria dos postos de combustíveis atua de forma legal? Estamos aqui para defender esse tipo de empresário”, afirmou.

Apesar da ausência de representantes da ANP na audiência, o deputado Faissal Calil apresentou dados do órgão que indicam a realização de mais de mil fiscalizações em postos de combustíveis em todo o país. Desse total, 62 ocorreram em Mato Grosso, e nenhuma apontou irregularidades.

O empresário Ramsés Castoldi também destacou que, após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, os revendedores passaram a enfrentar ainda mais dificuldades operacionais, com impacto direto nas vendas e na margem de lucro.

“Muitas vezes perguntam por que o dono do posto aumenta os preços de um dia para o outro, mas muitos consumidores não sabem que os revendedores não trabalham com estoque. O posto não mantém combustível para uma semana ou um mês; é necessário comprar diariamente. Por isso, os preços na bomba também podem variar rapidamente”, explicou.

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A audiência pública também contou com a presença do secretário-adjunto da Receita Pública da Sefaz, Lucas Elmo, e da secretária-adjunta de Proteção e Defesa do Consumidor, Ana Rachel Gomes.

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Indea confirma raiva bovina em duas cidades de Mato Grosso

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A raiva em bovinos é transmitida pela mordida de morcegos hematófagos.

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) atua na contenção de focos de raiva bovina em Campo Verde e Alta Floresta, confirmados na última quinta-feira (23.4). Segundo o órgão, os casos estão sob controle e seguem monitorados por equipes técnicas nas unidades locais.

Assim que os casos de raiva bovina foram confirmados por exame laboratorial, o Indea notificou as propriedades afetadas e determinou a vacinação emergencial dos rebanhos.

Equipes do órgão também percorrem áreas próximas aos focos para identificar possíveis novos casos, orientar produtores rurais e reforçar a necessidade de vacinação, além de alertar sobre os sintomas e os riscos da doença.

A raiva em bovinos é transmitida pela mordida de morcegos hematófagos. Os principais sintomas da raiva bovina são: isolamento, salivação excessiva e andar cambaleante. A vacinação do rebanho contra a doença é a maneira mais eficaz de prevenção. Uma vez presente no animal, não tem cura.

Em caso de suspeita, o Indea pede aos produtores rurais acionem o órgão, isolem os animais doentes e não manipulem a boca de animais com suspeita de raiva, já que o vírus pode ser transmitido ao homem e é altamente letal.

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