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POLÍTICA NACIONAL

Senador Jayme Campos vota a favor da redução da jornada de trabalho

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Senador Jayme Campos cobra o Senador cumprimento da Lei dos Caminhoneiros

O senador Jayme Campos (UB-MT) votou favoravelmente à redução da jornada semanal do trabalho com dois dias de repouso aos trabalhadores sem perda salarial. O parlamentar apoiou o fim da chamada “escala 6 x 1” e pediu a construção de uma transição responsável e com menos impacto sobre a economia, especialmente sobre micro e pequenas empresas, comércio e serviços.

“Não precisamos escolher entre proteger o trabalhador e preservar o emprego. Nosso desafio é fazer as duas coisas”, afirmou. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (2) e depende da aprovação do Plenário da Casa para seguir à sanção presidencial.

Jayme destacou nunca ter votado contra os trabalhadores durante sua trajetória política, mas cobrou serenidade, responsabilidade e diálogo para consolidar a discussão do tema. “Estudo da Firjan estima um impacto de quase R$ 88 bilhões para a indústria, além dos efeitos que uma mudança dessa dimensão poderá produzir no comércio, nos serviços e para os setores que funcionam de maneira contínua e dependem intensamente de mão de obra”, disse.

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Por outro lado, o senador reconheceu a importância de garantir melhores condições de vida aos trabalhadores. “Isso vai permitir mais tempo para o descanso, para o convívio social e para o tempo em família. Sempre estive ao lado da ampliação dos direitos sociais, da valorização do trabalho digno e da construção de um país com mais oportunidades”, concluiu.

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POLÍTICA NACIONAL

Volta à Câmara proposta de proteção a crianças expostas a violência doméstica no exterior

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Autoridades brasileiras podem ficar desobrigadas de ordenar a repatriação de criança ou adolescente ao país onde moravam com o pai, quando houver indícios de que a mãe brasileira ou seus filhos foram vítimas de violência doméstica naquele país.

É o que prevê um projeto de lei aprovado nesta quinta (3) pelo Senado. Devido às alterações feitas no texto (PL 565/2022), a proposta retornará à Câmara dos Deputados, onde sua tramitação teve início.

A matéria contou com o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que promoveu alterações no projeto original. Ela participou de uma comissão do Senado que analisou por seis meses casos de mulheres brasileiras que, após terem residido no exterior, voltaram ao Brasil com seus filhos para escapar das agressões de seus maridos — e acabaram sendo acusadas por eles de sequestro internacional.

Atualmente, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança (que faz parte da Convenção de Haia) determina o retorno da criança ou do adolescente. Por isso, o objetivo do projeto é evitar que as autoridades brasileiras se vejam obrigadas a devolver esses filhos a pais acusados de agressão.

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Mara Gabrilli reitera que a principal inovação da proposta é reconhecer que a violência doméstica pode constituir risco suficiente para autorizar a autoridade brasileira a ignorar a regra de retorno da criança ou do adolescente ao país estrangeiro. Segundo ela, isso permite que situações de violência, mesmo quando dirigidas contra a mãe, sejam juridicamente consideradas fatores de risco à criança.

O texto aprovado no Senado lista uma série de situações que podem configurar indícios de violência doméstica em outro país — e que desobrigariam as autoridades judiciais e administrativas brasileiras de ordenar o retorno dos filhos —, como denúncias apresentadas no país onde vive o pai; laudos médicos, psicológicos ou relatórios de serviços sociais; depoimentos de testemunhas ou das próprias vítimas; contatos com consulados brasileiros em busca de apoio; etc.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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