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Sema avalia rios do Alto Paraguai: quatro de cinco praias estão impróprias

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou uma avaliação da qualidade da água em cinco praias localizadas nos municípios de Diamantino, Nortelândia e Nova Marilândia, na região do Alto Paraguai. O estudo revelou que apenas a praia Rota do Sol, situada no Rio Santana em Nortelândia, foi considerada própria para banho.

Em Diamantino, as praias Ribeirão Vermelho, Frei Manoel e Areial foram submetidas a testes, enquanto em Nova Marilândia, a praia dos Cachorros foi analisada. Infelizmente, todas essas praias foram classificadas como impróprias para recreação primária, o que significa que não são seguras para atividades que envolvem contato direto e prolongado com a água.

As análises foram solicitadas pelo Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai Superior (CBH) e realizadas em parceria com a Sema. As amostras foram coletadas pelo CBH e analisadas pela equipe técnica do Laboratório de Monitoramento da Água e do Ar da Sema. Este trabalho faz parte da campanha de balneabilidade, que visa verificar a qualidade da água dos rios e classificar as praias como próprias ou impróprias para banho.

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A campanha de balneabilidade é uma iniciativa anual que ocorre em várias regiões do estado. Durante o período seco, quando as temperaturas aumentam e as praias fluviais se formam, a Sema intensifica a análise da água em locais com maior afluxo de visitantes. As primeiras análises são realizadas em junho, e o objetivo é garantir a conservação dos recursos hídricos e a proteção da saúde pública.

Orientações da Sema

A Sema recomenda que a população evite a recreação em locais classificados como impróprios, especialmente após chuvas intensas. Além disso, é importante não ingerir água desses locais sem tratamento adequado e redobrar a atenção com crianças e idosos. A população também é encorajada a reportar à Sema qualquer evento que possa comprometer a qualidade da água, para que novas avaliações sejam realizadas, se necessário.

Processo de análise

A metodologia de coleta segue a Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Durante cinco semanas consecutivas, amostras são coletadas em locais de recreação primária, onde é possível atingir a isóbata de 1 metro. As amostras são analisadas microbiologicamente e o pH é medido. Após o processamento no laboratório da Sema em Cuiabá, um boletim é emitido classificando a praia como própria ou imprópria para banho.

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Importância da análise

A análise e classificação da balneabilidade são cruciais para identificar a presença de esgoto sanitário, fezes de animais ou microrganismos patogênicos, prevenindo doenças como poliomielite, cólera, hepatite, febre tifóide, gastroenterite e doenças de pele. Assim, a campanha não só protege a saúde da população, mas também assegura a conservação dos recursos hídricos.

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Regularização fundiária moderniza gestão territorial e impulsiona economia em 33 municípios

Com quase 81 mil imóveis regularizados em 33 municípios, GeoGis reforça avanço da regularização fundiária e atualização cadastral no país

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A modernização do cadastro territorial tem se consolidado como uma das principais estratégias para fortalecer as finanças dos municípios brasileiros sem aumento de impostos. Em meio às dificuldades fiscais enfrentadas pelas prefeituras, iniciativas de regularização fundiária e atualização cadastral vêm ampliando a arrecadação, reduzindo a informalidade e melhorando o planejamento urbano.

O tema ganhou ainda mais relevância com a implementação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido como o “CPF dos imóveis”, que passou a integrar dados de cartórios, prefeituras e Receita Federal. O sistema permite maior controle sobre imóveis irregulares, construções fora do cadastro oficial e propriedades que ainda não integram a base tributária municipal.

Hoje, estima-se que cerca de metade dos imóveis brasileiros apresente algum tipo de irregularidade documental ou cadastral. Em muitos casos, isso significa imóveis sem atualização de IPTU, construções não registradas oficialmente ou propriedades sem regularização completa.

Nesse cenário, empresas especializadas em gestão territorial vêm ganhando protagonismo. Em Mato Grosso, a GeoGis já regularizou 80.996 imóveis por meio da emissão de Certidões de Regularização Fundiária (CRF), em 33 municípios, beneficiando milhares de famílias e ampliando a capacidade de arrecadação das cidades atendidas.

Além da regularização documental, os projetos permitem atualizar bases territoriais, identificar inconsistências cadastrais e ampliar o controle sobre áreas urbanas. O reflexo é direto na gestão pública: com informações mais precisas, os municípios conseguem melhorar a cobrança de tributos, planejar investimentos e organizar serviços essenciais.

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O avanço da regularização fundiária também tem mobilizado parlamentares de diferentes regiões do país. Durante evento sobre gestão territorial, o deputado federal pela Paraíba, Mersinho Lucena destacou que a falta de documentação ainda impede a chegada de investimentos públicos em milhares de comunidades.

“Quando uma área não está regularizada, o Poder Público fica impedido de levar infraestrutura, saneamento, escolas e outros serviços essenciais. A regularização fundiária é uma ferramenta que garante segurança jurídica e permite que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa”, afirmou Lucena.

Outro exemplo vem de Maceió (AL), onde a GeoGis participa de um programa de regularização fundiária com previsão de alcance de 5 mil imóveis. Até o momento, 492 unidades já foram regularizadas na capital alagoana.

Especialistas apontam que a atualização cadastral se tornou uma ferramenta estratégica para as cidades. Um cadastro desatualizado reduz a eficiência da arrecadação e limita o planejamento urbano, afetando diretamente áreas como infraestrutura, pavimentação, saneamento e habitação.

Além do impacto fiscal, a regularização fundiária também movimenta a economia. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros precisem de algum tipo de regularização. O levantamento aponta ainda que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.

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Segundo o estudo, imóveis regularizados podem alcançar valorização de até 30%, além de ampliar o acesso ao crédito, facilitar financiamentos e aumentar a segurança jurídica dos proprietários.

Para o deputado federal Augusto Coutinho, a regularização fundiária continua sendo uma das principais demandas da população em áreas urbanas consolidadas. Segundo ele, moradores de comunidades visitadas recentemente em Pernambuco relataram viver há décadas em seus imóveis sem possuir a documentação definitiva.

“A regularização traz dignidade às famílias. Com a posse formal do imóvel, o cidadão passa a ter acesso ao crédito, pode investir na própria casa e conquista uma segurança que muitas vezes esperou por décadas”, destacou o parlamentar.

Para gestores públicos, o avanço da tecnologia aplicada à gestão territorial também representa mais transparência e redução de fraudes nas transações imobiliárias. A expectativa do setor é que a modernização cadastral se consolide nos próximos anos como uma das principais ferramentas de fortalecimento financeiro das cidades brasileiras.

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