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Educação

Seduc realiza nova consulta pública para ampliar modelo cívico-militar em mais 22 escolas da Rede Estadual

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) publicou, nesta segunda-feira (16.3), editais de chamamento para a realização de consulta pública sobre a possível adoção do modelo de gestão cívico-militar em 22 escolas da Rede Estadual em 18 municípios.

As consultas estão previstas para os dias 31 de março e 1º de abril e serão realizadas nas próprias unidades escolares. O processo envolverá toda a comunidade escolar, incluindo servidores, estudantes e familiares.

A votação será secreta, com escolha entre as opções “aprovo” e “não aprovo”. O resultado será divulgado ao fim do processo, por meio de comunicados nas escolas, nas Diretorias Regionais de Educação (DREs) e também nos canais oficiais da Seduc.

Nesta etapa, foram contempladas unidades vinculadas às DREs de Primavera do Leste, Juína, Rondonópolis, Metropolitana, Sinop, Alta Floresta e Tangará da Serra.

Em outro edital publicado no dia 10 de março, a Seduc também autorizou audiências públicas em 18 escolas nos dias 25 e 26 de março.

Já nos dias 24 e 25 de fevereiro, 66 escolas regulares de 28 municípios passaram a contar com 170 unidades no modelo de gestão cívico-militar. O número agora se aproxima da meta definida pela Secretaria para 2026: alcançar 205 escolas entre as 630 unidades da rede.

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A Seduc destaca que a adesão ao modelo não altera o currículo escolar, uma vez que o Programa de Escola Cívico-Militar não integra a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996).

As mudanças ocorrem apenas na gestão. A área pedagógica permanece sob responsabilidade de diretores, coordenadores e professores da rede estadual, seguindo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Já as atividades administrativas e de apoio à disciplina passam a contar com a atuação de militares da reserva, responsáveis por ações como organização do ambiente escolar, controle de acesso, promoção de atividades cívicas e reforço de valores como disciplina e hierarquia.

Seletivo para militares

A Seduc também abriu processo seletivo para cadastro de reserva destinado à contratação temporária de militares da reserva para atuação nas escolas convertidas ao modelo cívico-militar. Os candidatos devem ser oficiais e praças das Forças Auxiliares (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar) ou das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), desde que estejam na reserva ou com passagem já agendada.

Para monitores, é necessário ter cumprido o período obrigatório de serviço. Todos devem ter disponibilidade de 40 horas semanais e não possuir acúmulo irregular de cargos. O chamamento dos profissionais no cadastro de reserva dependerá da abertura de vagas, conforme necessidade da administração pública.

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Educação

Alan Porto defende atualização da lei da carreira da Educação para acompanhar transformação das escolas de MT

Candidato a deputado estadual afirma que Lei Complementar 50, criada em 1998, não acompanha a atual estrutura das escolas e precisa ser modernizada

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Ex-secretária de Educação, Alan Porto

O ex-secretário de Estado de Educação de Mato Grosso e candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) defende a necessidade de atualização da Lei Complementar nº 50/1998, que estabelece a carreira dos profissionais da Educação Básica do Estado. Para ele, a legislação, criada há quase três décadas, não acompanha as transformações pelas quais passaram as escolas da rede estadual e precisa ser revisada para incorporar novas funções, modelos de ensino e estruturas pedagógicas.

A LC 50/1998, que tem como objetivo organizar e estruturar a carreira dos profissionais da Educação Básica, incluindo professores, profissionais de suporte pedagógico e servidores das áreas administrativa e de apoio, já recebeu diversas alterações ao longo dos anos, entre elas mudanças promovidas pela Lei Complementar nº 807, de 2024.

Na avaliação de Alan Porto, porém, as mudanças pontuais não são suficientes para adequar o marco legal à realidade atual da rede estadual. “Precisamos melhorar a Lei Complementar 50. Uma lei obsoleta, que não representa a atual estrutura organizacional dentro da escola de Mato Grosso”, afirma.

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Como exemplo, o ex-secretário cita a presença de equipes psicossociais nas unidades escolares. Segundo ele, profissionais como psicólogos e assistentes sociais passaram a fazer parte da realidade das escolas, mas não estão adequadamente contemplados na estrutura estabelecida pela legislação original (LC 50/1998).

Alan Porto, que esteve à frente da Seduc no período de 2019 a 2026, destaca as mudanças nos modelos educacionais adotados pela rede estadual a partir de 2019. Entre elas estão as escolas vocacionadas, as unidades de tempo integral e a ampliação de atividades curriculares, como projetos de vida, protagonismo juvenil e grêmios estudantis. “Nossas leis precisam ser ajustadas a esse novo momento”, defende

Legado na Educação

A proposta é apresentada por Alan Porto como uma das razões para sua candidatura à Assembleia Legislativa. Na avaliação do ex-secretário, a atuação parlamentar será fundamental para garantir continuidade das políticas implementadas em Mato Grosso nos últimos anos, que incluem uma série de investimentos em infraestrutura, tecnologia, alimentação, material didático moderno e novos modelos pedagógicos. “Precisamos proteger esse legado”, afirma.

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Entre os resultados utilizados pelo ex-secretário para sustentar essa avaliação está a evolução de Mato Grosso no Ideb. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação, o Mato Grosso passou da 22ª posição nacional em 2019 para a 6ª colocação em 2026.

O ex-secretário destaca que ainda existem desafios a serem enfrentados e que nem todas as mudanças poderiam ser concluídas em sete anos. “Temos ações ainda que precisam avançar, mas nesse caminho que estamos seguindo, eu não tenho dúvida nenhuma que nos próximos anos nós teremos a melhor educação do Brasil”, declara.

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