Educação
Seduc publica resultado de seletivo para militares atuarem em escolas cívico-militares
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) divulgou, nesta quarta-feira (25.3), o resultado final do processo seletivo para formação de cadastro de reserva de militares que irão atuar nas escolas cívico-militares da Rede Estadual. A publicação encerra a fase de análise dos candidatos.
O seletivo tem como objetivo atender à demanda das unidades escolares que adotaram o modelo cívico-militar, além de suprir necessidades administrativas da própria Seduc. Apesar da divulgação da lista final, a contratação dos candidatos dependerá da abertura de vagas ao longo da validade do processo. Além disso, só serão chamados os candidatos que concluíram o curso on-line previsto no edital.
As inscrições foram realizadas exclusivamente pelo Sistema Estadual de Seleção (SIES/MT), entre os dias 2 e 9 de março. Cada candidato pôde se inscrever para apenas um município, com envio obrigatório da documentação em formato digital.
Puderam participar oficiais e praças da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e das Forças Armadas — Exército, Marinha e Aeronáutica —, desde que estivessem na reserva ou com passagem já programada. Para a função de monitor, foi exigido o cumprimento do serviço militar obrigatório, com carga horária semanal de 40 horas.
O processo seletivo foi dividido em três etapas: inscrição com envio de documentos, análise curricular — que considerou títulos, cursos e experiência profissional — e curso de formação obrigatório, com carga de 20 horas, ofertado de forma on-line pela plataforma AVADEP. A não conclusão dessa etapa impede a contratação.
A remuneração varia conforme a função. Militares estaduais da reserva serão designados por meio de Prestação de Tarefa por Tempo Certo (PTTC), enquanto integrantes de outras forças poderão ser contratados via Prestação de Tarefa por Tempo Determinado (PTTD), com valores equivalentes aos cargos comissionados DGA-4 e DGA-5.
O edital também garantiu a reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência (PcD), desde que haja compatibilidade com as atribuições. Caso não haja candidatos aprovados nessa condição, as vagas são destinadas à ampla concorrência.
A classificação final foi organizada por município, polos regionais e lista geral estadual. Em casos de empate, foram considerados critérios como tempo de serviço, antiguidade militar e idade. O processo seletivo terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado, com convocações conforme a necessidade da administração pública.
Confira AQUI o resultado.
Cronograma oficial
* Publicação do edital: 27/2/2026
* Período de impugnação ao edital: 27/2/2026 e 2/3/2026
* Resultado das impugnações: 4/3/2026
* Período de inscrições e solicitação de cota PcD: 2/3/2026 até 9/3/2026 (23h59)
* Análise das inscrições: 10/3/2026 a 18/3/2026
* Resultado preliminar das inscrições: 18/3/2026 (a partir das 17h)
* Prazo para recursos: 18/3/2026 (17h) até 20/3/2026 (23h59)
* Resultado final das inscrições: 25/3/2026
* Curso de Formação: até o ato da convocação
* Convocação nas DREs/DME: 27/3/2026 a 31/3/2026
* Início das atividades: 1/4/2026
Educação
Alan Porto defende atualização da lei da carreira da Educação para acompanhar transformação das escolas de MT
Candidato a deputado estadual afirma que Lei Complementar 50, criada em 1998, não acompanha a atual estrutura das escolas e precisa ser modernizada
O ex-secretário de Estado de Educação de Mato Grosso e candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) defende a necessidade de atualização da Lei Complementar nº 50/1998, que estabelece a carreira dos profissionais da Educação Básica do Estado. Para ele, a legislação, criada há quase três décadas, não acompanha as transformações pelas quais passaram as escolas da rede estadual e precisa ser revisada para incorporar novas funções, modelos de ensino e estruturas pedagógicas.
A LC 50/1998, que tem como objetivo organizar e estruturar a carreira dos profissionais da Educação Básica, incluindo professores, profissionais de suporte pedagógico e servidores das áreas administrativa e de apoio, já recebeu diversas alterações ao longo dos anos, entre elas mudanças promovidas pela Lei Complementar nº 807, de 2024.
Na avaliação de Alan Porto, porém, as mudanças pontuais não são suficientes para adequar o marco legal à realidade atual da rede estadual. “Precisamos melhorar a Lei Complementar 50. Uma lei obsoleta, que não representa a atual estrutura organizacional dentro da escola de Mato Grosso”, afirma.
Como exemplo, o ex-secretário cita a presença de equipes psicossociais nas unidades escolares. Segundo ele, profissionais como psicólogos e assistentes sociais passaram a fazer parte da realidade das escolas, mas não estão adequadamente contemplados na estrutura estabelecida pela legislação original (LC 50/1998).
Alan Porto, que esteve à frente da Seduc no período de 2019 a 2026, destaca as mudanças nos modelos educacionais adotados pela rede estadual a partir de 2019. Entre elas estão as escolas vocacionadas, as unidades de tempo integral e a ampliação de atividades curriculares, como projetos de vida, protagonismo juvenil e grêmios estudantis. “Nossas leis precisam ser ajustadas a esse novo momento”, defende
Legado na Educação
A proposta é apresentada por Alan Porto como uma das razões para sua candidatura à Assembleia Legislativa. Na avaliação do ex-secretário, a atuação parlamentar será fundamental para garantir continuidade das políticas implementadas em Mato Grosso nos últimos anos, que incluem uma série de investimentos em infraestrutura, tecnologia, alimentação, material didático moderno e novos modelos pedagógicos. “Precisamos proteger esse legado”, afirma.
Entre os resultados utilizados pelo ex-secretário para sustentar essa avaliação está a evolução de Mato Grosso no Ideb. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação, o Mato Grosso passou da 22ª posição nacional em 2019 para a 6ª colocação em 2026.
O ex-secretário destaca que ainda existem desafios a serem enfrentados e que nem todas as mudanças poderiam ser concluídas em sete anos. “Temos ações ainda que precisam avançar, mas nesse caminho que estamos seguindo, eu não tenho dúvida nenhuma que nos próximos anos nós teremos a melhor educação do Brasil”, declara.
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