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NEGÓCIOS

Rodrigo Alberton transforma rede social em vitrine de imóveis de luxo em Cuiabá

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Corretor de imóveis, Rodrigo Alberton | Foto: Bella

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O crescimento do mercado imobiliário de Cuiabá está mudando também a forma de vender imóveis. Visitas presenciais, anúncios tradicionais e placas continuam importantes, mas passaram a dividir espaço com vídeos profissionais, redes sociais e conteúdos que apresentam bairros, tendências e oportunidades de investimento.

Em 2025, as vendas de imóveis na capital mato-grossense movimentaram R$ 5,7 bilhões, o maior valor da série histórica iniciada em 2015. Foram comercializadas 13.597 unidades, segundo o Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT). Na comparação com 2024, o faturamento cresceu 17,99% e o número de negócios avançou 24,87%.

É nesse mercado que atua Rodrigo Alberton, corretor especializado em imóveis de médio e alto padrão em Cuiabá e Várzea Grande. No setor desde 2011, ele adotou uma estratégia que combina a consultoria tradicional com a produção de conteúdo para as redes sociais.

Os vídeos apresentam imóveis, condomínios e características dos projetos em uma linguagem próxima da usada por influenciadores digitais. A proposta não se limita a anunciar casas e apartamentos. O conteúdo funciona como uma primeira visita, permite que o interessado conheça parte do imóvel antes de procurar o corretor e amplia o alcance das ofertas para compradores de outras cidades.

“Hoje é muito difícil separar as coisas. Você precisa ser corretor e consultor. Essa é a base da profissão: sentar com o cliente, conduzir a negociação entre comprador e vendedor, analisar documentos, explicar o financiamento e acompanhar a elaboração do contrato”, afirma Alberton.

Segundo ele, a consultoria ganha importância nas compras de imóveis ainda em construção. Além do preço e das condições de pagamento, o cliente precisa avaliar o desenvolvimento previsto para a região, o potencial de valorização e o que o empreendimento poderá oferecer depois de concluído.

A exposição digital acrescentou uma nova função a esse trabalho. Alberton define sua atuação como a de um “influenciador imobiliário”, profissional que usa o conteúdo para construir autoridade e manter contato com pessoas que ainda não decidiram comprar.

“Na era da atenção digital, a pessoa precisa ver você, conhecer o seu trabalho e entender o seu posicionamento. As redes sociais ajudam a acelerar esse processo. Muita gente que acompanha meus conteúdos talvez não seja cliente agora, mas pode se tornar no futuro ou indicar meu trabalho para outra pessoa”, diz.

Essa estratégia é especialmente relevante no segmento de alto padrão, no qual a decisão costuma ser mais demorada e envolve valores elevados. A imagem do corretor, a qualidade da apresentação e a confiança transmitida ao comprador passam a integrar a própria comercialização do imóvel.

O alcance nas redes também abre possibilidades além da corretagem. Profissionais com audiência podem estabelecer parcerias com incorporadoras, escritórios de arquitetura, empresas de decoração e marcas relacionadas à casa. Para Alberton, entretanto, essa atividade não substitui o conhecimento técnico necessário para conduzir uma venda.

“O conteúdo ajuda a construir autoridade e abre caminhos que o corretor tradicional talvez não tivesse. Mas não é possível deixar de ser consultor. Minha base continua sendo a corretagem, a análise do negócio e a segurança do cliente”, afirma.

A expansão desse modelo mostra que, no mercado imobiliário, a disputa deixou de ocorrer apenas pela carteira de imóveis. A capacidade de explicar, apresentar e conquistar a confiança do comprador antes mesmo do primeiro contato tornou-se parte do negócio.

 

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NEGÓCIOS

Fluxogramas podem facilitar a identificação de etapas que não agregam valor; entenda

Representações visuais dos processos ajudam organizações a compreender fluxos de trabalho, localizar redundâncias e aprimorar a execução de atividades

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Em operações empresariais, muitas atividades são executadas diariamente sem que seus responsáveis tenham uma visão completa de todo o caminho percorrido por uma tarefa. É justamente nesse contexto que os fluxogramas ganham relevância. Utilizados para representar visualmente processos, eles permitem mapear etapas, decisões e responsáveis envolvidos em uma determinada atividade.

Ao transformar procedimentos em diagramas, os fluxogramas oferecem uma leitura organizada da sequência de ações que compõem um processo. A ferramenta é empregada em áreas como logística, recursos humanos, atendimento, finanças, tecnologia e produção, servindo como apoio para análise operacional e gestão.

Mais do que documentar rotinas, o fluxograma ajuda a evidenciar pontos que, muitas vezes, permanecem ocultos no dia a dia. Entre eles estão atividades repetidas, aprovações desnecessárias, deslocamentos de informação e etapas que não produzem impacto direto no resultado esperado.

Visualização amplia a compreensão dos processos

É comum em algumas organizações que parte do conhecimento sobre os procedimentos esteja concentrada nas pessoas que executam determinadas tarefas. Quando um fluxo é registrado graficamente, o processo deixa de existir apenas na experiência dos colaboradores e passa a ser compartilhado de forma mais ampla.

A representação visual permite identificar onde uma atividade começa, quais decisões precisam ser tomadas e quais setores participam de sua execução. Essa clareza facilita o entendimento do trabalho e reduz interpretações diferentes sobre um mesmo procedimento.

Imagine, por exemplo, uma solicitação de compra. O pedido pode passar por diversos departamentos até sua aprovação final. Sem um mapeamento adequado, é difícil perceber quantas validações existem, quanto tempo cada etapa consome e quais áreas estão envolvidas no fluxo.

Ao ser convertido em um fluxograma, o processo se torna mais visível e acessível para análise.

Etapas redundantes ficam mais evidentes

Uma das aplicações mais comuns dos fluxogramas está relacionada à identificação de atividades que não agregam valor ao resultado final.

Durante o mapeamento, é possível perceber situações como registros feitos em mais de um sistema, conferências repetidas, aprovações em sequência para uma mesma decisão ou transferências frequentes de responsabilidade entre setores.

Essas ocorrências nem sempre representam erros. Em alguns casos, foram incorporadas ao processo ao longo do tempo para atender necessidades específicas. Com as mudanças operacionais, porém, determinadas etapas podem perder sua função original e permanecer ativas apenas por hábito.

O fluxograma não elimina automaticamente essas atividades, mas oferece elementos concretos para que elas sejam avaliadas. A partir dessa visualização, gestores e equipes conseguem discutir quais procedimentos permanecem necessários e quais podem ser simplificados.

Ferramenta auxilia iniciativas de melhoria contínua

O uso de fluxogramas costuma estar associado a projetos de gestão de processos e melhoria operacional. Isso ocorre porque qualquer iniciativa de aperfeiçoamento depende primeiro da compreensão do fluxo existente.

Antes de alterar uma rotina, é necessário entender como ela funciona. O diagrama contribui justamente nesse ponto ao registrar o estado atual do processo.

A partir dessa base, fica mais viável comparar diferentes versões do fluxo, testar alternativas e acompanhar mudanças implementadas. Em operações que envolvem diversas áreas, a ferramenta também favorece o alinhamento entre equipes, já que todos passam a trabalhar com a mesma representação do processo.

Outro benefício está na integração de novos colaboradores. O fluxograma funciona como material de apoio para explicar procedimentos internos e demonstrar a sequência lógica das atividades.

Aplicação vai além da indústria e da tecnologia

Embora seja frequentemente associado a áreas técnicas, o uso de fluxogramas está presente em diferentes contextos organizacionais.

Processos de recrutamento, atendimento ao cliente, emissão de documentos, controle de estoque, faturamento e gestão de contratos podem ser representados por meio dessa ferramenta. O princípio permanece o mesmo: organizar visualmente a sequência de etapas para facilitar sua compreensão.

A simplicidade do formato contribui para sua adoção em atividades de diferentes níveis de complexidade. Um processo pode ser representado por poucos blocos ou envolver dezenas de decisões e caminhos alternativos, dependendo da necessidade da organização.

Ao tornar os fluxos de trabalho mais visíveis, os fluxogramas oferecem uma base concreta para análise e aperfeiçoamento de processos. Em um ambiente operacional cada vez mais dependente de organização e clareza, visualizar o processo continua sendo um dos primeiros passos para melhorá-lo.



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