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Mato Grosso

Regularização fundiária é apontada como ferramenta de redução de desigualdades

Diretor da GeoGis defende que titulação de imóveis fortalece a economia local, amplia a arrecadação municipal e promove inclusão social ao transformar áreas informais em ativos legais e produtivos

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Diretor jurídico da GeoGis, advogado especialista em direito fundiário, Robison Pazetto

A regularização fundiária urbana foi o tema de abertura da sétima edição do programa AMM Itinerante, nesta semana, em Alto Garças (a 360 km de Cuiabá), reunindo gestores da região Centro-Sul de Mato Grosso. A palestra foi ministrada pelo diretor jurídico da GeoGis, advogado especialista em direito fundiário, Robison Pazetto, que destacou a política pública como ferramenta estratégica para reduzir desigualdades sociais e impulsionar o desenvolvimento econômico dos municípios.

Durante sua exposição, Pazetto ressaltou que a regularização fundiária vai além da entrega de títulos de propriedade. “Estamos falando de uma política pública estruturante, capaz de reduzir o índice de desigualdade social, fortalecer a economia local e garantir segurança jurídica tanto para o morador quanto para o gestor”, afirmou.

O especialista citou um estudo de 2022 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que demonstra o impacto direto da titulação de imóveis em núcleos urbanos informais na redução das desigualdades. Segundo o IPEA, aproximadamente 40% dos imóveis no Brasil estão irregulares.

Com o imóvel regularizado, o morador passa a ter acesso a crédito, pode utilizar o bem como garantia, comercializá-lo de forma legal e ampliar seu patrimônio, fatores que movimentam a economia e geram arrecadação municipal.

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A palestra também destacou os avanços proporcionados pela Lei 13.465, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana (Reurb), permitindo a incorporação de núcleos informais ao ordenamento territorial e a titulação definitiva de seus ocupantes.

Para os prefeitos interessados em implementar ou ampliar a política em seus municípios, Pazetto reforçou a necessidade de estruturação técnica. Segundo ele, o primeiro passo é formar uma equipe multidisciplinar, com engenheiros, arquitetos, advogados e assistentes sociais, além de investir em planejamento, tecnologia e atualização cadastral.

“A regularização exige organização administrativa e inteligência territorial. Com estrutura adequada, o município consegue acelerar processos e transformar passivos urbanos em ativos econômicos”, pontuou o diretor jurídico da GeoGis.

Ao colocar a regularização fundiária no centro do debate, o evento reforça a pauta da governança territorial como eixo estratégico para o desenvolvimento regional, alinhando segurança jurídica, inclusão social e crescimento econômico em uma mesma política pública.

Promovido pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), o evento reúne prefeitos, vereadores, secretários e lideranças de 20 municípios. A abertura oficial contou ainda com a presença do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB).

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Mato Grosso

Ex-governador e deputado se tornam réus por corrupção em concessão de rodovia

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu receber, de forma parcial, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa e o deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho. Com a decisão, os dois passam a responder, respectivamente, pelos crimes de corrupção passiva e ativa.

O processo apura um suposto esquema de pagamento de R$ 7 milhões em propina pela concessionária Morro da Mesa para viabilizar a assinatura do contrato de concessão da rodovia MT-130, em 2011. Segundo o MPF, o valor teria sido repassado por meio de 21 cheques, usados para quitar dívidas pessoais do então governador.

Durante a sustentação oral, a subprocuradora-geral da República Luiza Frischeisen apresentou os detalhes da investigação e afirmou que os fatos ocorreram entre janeiro e julho de 2001. Nesse período, o ex-deputado e o então diretor da concessionária, Eloi Bruneta, teriam procurado Silval Barbosa no Palácio Paiaguás para pedir agilidade na assinatura do contrato.

“Em reunião reservada, Silval pediu ajuda para quitar dívidas pessoais em troca da referida concessão e, posteriormente, Bortolini ofereceu o pagamento de R$ 7 milhões, que foram aceitos”, relatou a subprocuradora.

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Por unanimidade, os ministros aceitaram a denúncia no trecho referente aos crimes de corrupção, mas afastaram a acusação de lavagem de dinheiro. Segundo o entendimento da Corte, não há indícios suficientes de que tenha havido tentativa de ocultar a origem dos valores supostamente obtidos de forma ilícita.

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