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Projeto da Unemat incentiva agricultura familiar com cultivo de flores tropicais

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Um projeto de extensão do campus de Tangará da Serra da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) tem incentivado produtores rurais a produzir e comercializar flores tropicais como alternativa de renda.

No programa, estudantes, produtores rurais e profissionais da área desenvolvem atividades práticas, como o cultivo das espécies bastão-do-imperador, alpínia e helicônia, que servem de base para o ensino das técnicas de preparo do solo, produção de mudas, manejo e a colheita das flores.

O projeto Unidades Demonstrativas de Flores Tropicais: Canal de Transferência de Tecnologias e Fortalecimento da Agricultura Familiar no Estado de Mato Grosso é desenvolvido pela professora Celice Alexandre Silva, doutora em Botânica, e tem parceria da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“É gratificante pra mim toda quarta-feira ir até o campo das flores e coletar algumas helicônias, alpínias e outros exemplares. Nessas idas ao campo que pude observar também alguns insetos, principalmente os polinizadores. Acredito que ter conhecimento sobre isso vai me ajudar muito na minha profissão”, destaca Yasmim Coelho, acadêmica do 2º semestre do curso de Agronomia e participante do projeto.

A estudante de Agronomia Geisiane Nogueira, do 4º semestre, participa das atividades práticas do projeto no dia a dia e relata que o conhecimento que está adquirindo vai contribuir muito para a formação profissional.

“Já participei de coleta, fiz limpeza nas áreas das flores, adubação, transplante e também a multiplicação de mudas, passando para outros vasos. As atividades estão agregando bastante nessa questão do conhecimento, principalmente na parte de botânica, que eu não conhecia tanto, e também ajuda a colocar na prática o que a gente aprende e quebra um pouco da rotina da faculdade”, afirma.

A professora Celice destaca que a iniciativa tem como foco principal o fortalecimento da agricultura familiar. Os participantes também vão em propriedades rurais para identificar produtores que tenham potencial para trabalhar com a floricultura.

“O intuito do projeto é gerar uma alternativa de renda para o produtor de pequena escala. A gente oferece todo tipo de informação, de pesquisa, tratos culturais, colheita e pós-colheita, desde o plantio até a hora que ele comercializa, para ajudar esse produtor, que consegue ver como a planta cresce, como se desenvolve e o que pode esperar da produção. Por isso a unidade permite que ele acompanhe de perto cada etapa, o que faz diferença, porque quando ele vê acontecendo entende melhor e se sente mais seguro para investir”, explica.

“A floricultura não exige uma grande área para cultivos, não precisa de mão de obra mecanizada, é fácil de cultivar, é uma cultura bastante diversificada, existem espécies de helicônias e alpínias que podem ser usadas no paisagismo”, acrescenta Yasmin.

Eder Richardson, engenheiro agrônomo da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Tangará da Serra, falou sobre a importância da parceria que tem com a Unemat para o desenvolvimento das ações do projeto. “Essa colaboração ajuda na qualidade das pesquisas e na produção de mudas, gerando informações técnicas que são publicadas no Portal MT Horticultura e repassadas aos produtores”.

Capacitação e conteúdos

Com 14 anos de atividade, o projeto atualmente conta com a participação de cinco alunos de graduação, um estudante de mestrado, um de doutorado e um bolsista de apoio técnico, além de professores, técnicos e produtores rurais, envolvendo os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Agronomia, Administração, Jornalismo e Biologia.

Durante as atividades são distribuídos materiais informativos, como cartilhas, que ajudam os produtores a aplicar o conhecimento no dia a dia. As cartilhas estão disponíveis no site MT Horticultura e podem ser acessadas clicando aqui.

 

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Estudante de Tangará da Serra representará Mato Grosso no Programa Jovem Senador 2026

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Maria Eduarda Santos de Arruda, estudante da Escola Estadual 29 de Novembro, em Tangará da Serra, venceu a etapa estadual do Programa Jovem Senador 2026 e representará Mato Grosso na Semana de Vivência Legislativa, promovida pelo Senado Federal em Brasília, de 17 a 21 de agosto.

Selecionada entre 7.966 redações inscritas no estado, a estudante garantiu a vaga ao refletir sobre o tema “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”, proposto nesta edição do programa.

Após participar de edições anteriores, Maria Eduarda decidiu concorrer novamente ao perceber a relevância do tema para o cotidiano dos jovens. Durante a preparação, pesquisou referências, desenvolveu argumentos e contou com a orientação do professor para aprimorar o texto.

“Eu pensei muito em não escrever. Já tinha participado no ano passado e não estava muito a fim. Mas resolvi tentar e comecei a pesquisar, organizar as ideias e construir o texto aos poucos”, relata.

Na redação vencedora, a estudante abordou os desafios da convivência democrática nos ambientes digitais e destacou a importância do diálogo respeitoso nas redes sociais. Segundo ela, o processo de escrita permitiu aprofundar reflexões que raramente surgem nas conversas cotidianas.

“É um tema que está sempre presente na nossa vida, mas sobre o qual a gente quase nunca fala. Fui escrevendo e desmembrando a proposta; acabou ficando mais fácil desenvolver a redação”, afirma.

Após ser selecionada na escola e avançar para a fase regional, Maria Eduarda passou a considerar a possibilidade de representar Mato Grosso, mantendo as expectativas sob controle durante todo o processo.

O professor orientador, Ewerton Rezer Gindri, destaca que a conquista é fruto da dedicação e do comprometimento de Maria Eduarda durante todo o processo de elaboração da redação.

“É fácil orientar a Maria Eduarda porque ela tem uma base muito sólida, escreve muito bem e se esforça para alcançar um bom resultado. É uma grande satisfação acompanhar o amadurecimento de uma jovem tão promissora”, afirma.

Segundo o professor, o trabalho em sala de aula também contribuiu para a produção dos textos, pois o tema estava alinhado aos conteúdos e debates desenvolvidos pelos estudantes ao longo do ano letivo.

Nesta edição, o Programa Jovem Senador mobilizou 207 escolas da Rede Estadual de Mato Grosso. Os textos foram produzidos por estudantes de diversos municípios, demonstrando o alcance da iniciativa e o interesse dos jovens em temas como democracia, cidadania e participação social.

Como representante de Mato Grosso, Maria Eduarda participará da Semana de Vivência Legislativa, onde estudantes de todo o país assumem simbolicamente o papel de jovens senadores, apresentam propostas e participam de atividades relacionadas à elaboração de leis e ao exercício da cidadania.

Fonte: Governo MT – MT

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