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Saúde

Profissionais da Saúde Indígena são capacitados sobre amamentação e alimentação saudável

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Foto: Andressa Anholete | Getty Images

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Cuiabá, inicia nesta quinta e sexta-feira (21 e 22 de agosto) um minicurso intensivo para os profissionais da Casa de Saúde Indígena (Casai) Cuiabá. O objetivo é aprofundar conhecimentos sobre os benefícios da amamentação e da alimentação complementar saudável, visando qualificar o atendimento à população indígena.

A capacitação reunirá cerca de 35 trabalhadores de diversas áreas, incluindo psicólogos, nutricionistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, divididos em duas turmas, uma por dia, com atividades programadas das 8h às 17h. A Casai Cuiabá, vinculada ao Dsei Cuiabá, é um importante centro de acolhimento que oferece suporte e atendimento médico a pacientes indígenas que precisam se deslocar de suas comunidades para acessar o Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa do minicurso surgiu a partir de uma solicitação do Dsei Cuiabá, motivada pela preocupação com a recorrência de prescrições médicas de fórmulas comerciais infantis para puérperas indígenas em alta hospitalar, muitas vezes sem justificativa clínica clara. Segundo Rosiene Pires, coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde da SES-MT, o conteúdo do curso foi cuidadosamente adaptado à realidade e às particularidades culturais das comunidades indígenas.

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“Sentiu-se a necessidade de abordar, além dos benefícios da amamentação, também a identificação dos multifatores que a influenciam, como comunicação, contextos social e cultural e questões biológicas relacionadas à posição e pega corretas para amamentar e traumas mamilares, mas principalmente sobre os processos de trabalho”, explica Rosiene. Ela enfatiza que o curso busca aprimorar as habilidades dos profissionais da Casai Cuiabá, incentivando reflexões mais amplas sobre a importância vital da amamentação.

Rodrigo Carvalho, técnico responsável pela equipe de Promoção da Amamentação e Alimentação Complementar Saudável, destaca que o minicurso também abordará os indicadores de aleitamento materno. “A gente vai levar o panorama dos indicadores de amamentação do Estado e comparar com os dados que o Dsei Cuiabá possui para que os profissionais da Casai Cuiabá compreendam a importância do trabalho deles, que pode vir a impactar positivamente nas taxas de amamentação entre a população indígena”, afirma Carvalho.

Além dos aspectos de saúde e manejo, o curso explorará o impacto da amamentação na sustentabilidade. “Vamos discutir a amamentação como um recurso ecológico, que não tem consumo de combustíveis fósseis e não agride a natureza. Vamos tratar também da amamentação no contexto dos determinantes sociais de saúde e realizar uma atividade para reconhecer quais são as ameaças que a gente encontra no dia a dia em relação à amamentação”, conclui Carvalho, ressaltando a visão holística da abordagem.

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O programa contará com a participação técnica de Silvana Cardoso, assistente social do Grupo Técnico de Promoção da Equidade do Cuidado em Saúde da SES, e quatro profissionais do Dsei Cuiabá: a enfermeira Ketlen de Menezes, a psicóloga Nonoguari Lima e os nutricionistas Roberta Sanches e Denis Rafael Correia, garantindo a expertise necessária para o sucesso da iniciativa.

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Saúde

Novas máquinas de hemodiálise contínua entram em operação no Hospital Central de Mato Grosso

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O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado com equipamentos de hemodiálise contínua em operação. O uso dessas máquinas visa garantir mais estabilidade aos pacientes com quadros graves que passaram por procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e neurocirurgias.

Ao todo, a unidade conta com cinco equipamentos – dois na UTI Pediátrica e três na UTI Adulta -, responsáveis por assumir temporariamente o trabalho dos rins quando eles deixam de funcionar adequadamente, ajudando a manter o organismo em equilíbrio. Porém, o que uma máquina convencional faz num período curto, de cerca de 4h, os novos equipamentos do Hospital Central realizam por prazos de até 72 horas, de forma contínua. Esse período mais longo dá mais estabilidade ao organismo do paciente, o que contribui para uma recuperação mais assertiva.

“Quando você retira muito rápido sangue e toxinas do organismo, o estado de saúde do paciente grave pode piorar e, muitas vezes, é preciso interromper o tratamento. Com essa máquina, é possível fazer essa retirada de forma mais lenta e segura. Isso dá tempo para que os antibióticos façam efeito e para que a equipe consiga estabilizar o organismo do paciente, aumentando as chances de ele atravessar esse período crítico com mais segurança”, esclarece o coordenador médico da UTI Adulta, Eduardo Gomes.

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O procedimento de hemodiálise pode, por exemplo, causar pressão baixa nos pacientes, dentre outras variáveis que descompensam o organismo. No caso de pacientes em quadro crítico, perfil atendido pelo Hospital Central, alterações dessa natureza, quando acontecem de forma mais abrupta, podem tornar o caso ainda mais grave, ampliando o risco. Já com as máquinas de diálise contínua, a chance de instabilidade diminui.

“O paciente no pós-operatório de uma cirurgia cardíaca, por exemplo, já passou por um procedimento complexo e de alto risco. Quando os rins não conseguem funcionar adequadamente, fazer a diálise de forma convencional pode ser mais difícil, porque ele ainda está em um momento de grande fragilidade. Com esse equipamento, a retirada de líquidos acontece de maneira lenta e contínua, o que traz mais segurança durante o tratamento”, acrescenta Eduardo Gomes.

O equipamento também pode auxiliar na retirada do excesso de gás carbônico do organismo. O recurso é importante para pacientes com problemas pulmonares graves, nos quais os pulmões não conseguem eliminar adequadamente esse gás, que se acumula no sangue e agrava o quadro clínico. Com a nova tecnologia, essa remoção pode ser feita de forma contínua e controlada, ampliando o suporte oferecido aos pacientes em estado crítico.

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Para a entrada em funcionamento dos equipamentos, profissionais do Hospital Central passaram por uma qualificação técnica, com a fabricante, e com a equipe do Einstein Hospital Israelita, organização filantrópica responsável pela gestão da unidade pública

“Preparamos os profissionais para utilizar os novos equipamentos e, também, para aplicar protocolos e práticas assistenciais já adotados pelo Einstein. O objetivo foi padronizar o cuidado e garantir aos usuários do SUS de Mato Grosso o mesmo padrão de excelência assistencial que orienta a atuação da organização”, frisa a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.

O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade pública de saúde que atende pacientes do SUS de Mato Grosso, encaminhados pela Central Estadual de Regulação.

Confira neste link um vídeo sobre o funcionamento do equipamento.

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