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PreviSinop entrega certificados para novos aposentados e lança livreto com histórias de servidores da instituição
O PreviSinop homenageou nesta semana, profissionais que cumpriram com a missão de servir o município e que receberam das mãos do prefeito Roberto Dorner e demais autoridades, um certificado de honra ao mérito em reconhecimento e valorização por esta dedicação. Esta ação é marca registrada da atual gestão municipal. Um ato que enaltece a importância do servidor público como peça precursora, na entrega dos serviços prestados à sociedade sinopense. Além dessa cerimônia, a ocasião contou com o lançamento do projeto “Histórias que fazem a nossa história”, idealizado pela instituição, com a finalidade de registrar os depoimentos dos bastidores do serviço público e eternizar a história de cada personagem, através da experiência profissional de cada servidor aposentado.
O prefeito Roberto Dorner, fez questão em salientar o mérito das servidoras aposentadas, e lembrou que valorizar o servidor é obrigação do gestor. “É com orgulho que prestigiamos essas servidoras que tanto fizeram pelo nosso município e atuaram de forma brilhante em sua função, algumas com seus 20, 30 anos dedicados ao serviço público. Os servidores merecem todo o nosso respeito e reconhecimento, é nossa obrigação enquanto gestão, ressaltar a notoriedade de cada um. O PreviSinop foi incumbido de acolher os servidores aposentados, com a missão de desenvolver projetos de valorização e qualidade de vida a estes profissionais que serviram o município de Sinop e assim o instituto tem realizado essas ações, atendendo o nosso pedido”.
A cada nome chamado para receber a certificação, era possível ver a emoção nos sorrisos e nos olhos das homenageadas, um sentimento de felicidade e superação, como relata a servidora aposentada Gisele Dias Iori. “Senti muita emoção! Foram 25 anos dedicados em sala de aula. Quando chamou o meu nome, foi como se eu estivesse ganhando um troféu. Cheguei, conquistei, eu venci, eu superei limites e hoje estou aqui. Não é fácil estar em sala, mas quando temos o carinho, o amor a empatia, conseguimos passar por todos os obstáculos. Gostaria de destacar que o PreviSinop pensou na gente como ser humano. É um ato de valorizar o que nós fizemos para a rede municipal durante todos esses anos. O instituto está de parabéns porque primeiro pensou na pessoa enquanto ser humano, depois no profissional, pudemos galgar e chegar nesse mérito de receber o certificado, porque o Previ tem pensado no nosso futuro, de como vai ser nossas vidas depois da aposentadoria”.
A servidora aposentada Eliane Aparecida dos Santos, ainda impactada com a cerimônia, descreve a sensação em receber a homenagem. “Só passando por esse momento para sentir o que estou sentindo. É difícil descrever esta sensação. Cada um, trilha um caminho diferente até chegar aqui. Nos momentos que antecedem a entrega do certificado, passa um filme na memória. Uma retrospectiva que em segundos mostra uma vida inteira nas lembranças. Quando eu comecei trabalhar com meus 14 anos, eu tinha a convicção que iria me aposentar com saúde para desfrutar na aposentadoria, os frutos do meu trabalho. Essa emoção que estou sentindo é porque eu consegui, eu cheguei onde eu sonhei chegar, estou realizada e muito feliz”, descreveu.
Um outro momento marcante, foi o lançamento do livreto “Histórias que fazem a nossa história”, projeto criado pela Jornalista e Coordenadora do Pro Gestão da instituição Andressa Amaral, que transcreve para o papel, a vida laboral dos servidores públicos sinopenses aposentados.
Para Andressa, registrar os depoimentos dos servidores aposentados, é uma maneira de eternizar a memória que cada personagem carrega consigo, histórias marcantes que contribuíram na formação profissional e pessoal desses profissionais. “Quando a superintendente Daniela iniciou os trabalhos nessa gestão, o que ela mais frisou foi a importância da valorização do servidor público. Pessoas que dedicam a sua vida em prol do crescimento e desenvolvimento do município de Sinop. O servidor público é a peça chave que atua nas mais diferentes esferas do município, nada mais justo do que a gente colocar no papel as ações que ele realizou. Muitas vezes ele não tem todos os recursos disponíveis, mas faz o que pode com o que está ao seu alcance, porque missão dada, precisa ser concluída e assim ele o faz. E nessa ação de fazer o impossível para entregar o melhor, este servidor nos revela as mais incríveis histórias de superação e amor à profissão. Histórias que nos inspiram e esperamos que possam inspirar os servidores que estão em atividade, para estes desenvolvam com maestria e destreza suas funções, na certeza de que é possível dar o melhor com o que se tem, entendendo que o ato de servir o próximo com excelência no serviço público, é possível e os nossos personagens provaram isso!”
A superintendente executiva previdenciária Daniela Sevignani, fala com orgulho do projeto do livreto. O projeto “Histórias que fazem a nossa história é a cereja do bolo. Porque ele conta de forma detalhada toda a trajetória do servidor. Estamos materializando algo que ninguém consegue ver. Essas histórias que ficam pelos bastidores, é a história dos servidores, da prefeitura que está sendo materializada para que possamos deixar um legado no PreviSinop, para que as pessoas possam um dia abrir o livro e ver a história de cada um que passou por essa prefeitura”, ressaltou.
O presidente do sindicato dos servidores públicos municipais de Sinop, Adriano Perotti, comemora a parceria do projeto “Histórias que fazem a nossa história” com a instituição, que preza em destacar a relevante contribuição na dedicação do servidor público ao serviço em prol da sociedade sinopense. “Essa foi uma parceria proposta pela Daniela e pela Andressa. E a gente de início achou muito interessante e louvável, porque a gente está dando voz a vida funcional das pessoas dentro da prefeitura e isso não existe preço. Às vezes a pessoa trabalha 25, 30 anos num determinado setor e aposenta e passa simplesmente batido. Ela cumpriu com sua função no município e acaba sendo esquecida na história. E essa iniciativa do Previ vem para resgatar isso, para as pessoas não serem esquecidas, porque cada um que passa dentro do serviço público deixa sua contribuição. Vamos imaginar, quantas crianças passaram pela vida de uma professora que trabalhou 25 na rede municipal? Quantas pessoas passaram por um enfermeiro, por um técnico, por uma recepcionista que atendeu 26, 28 anos dentro de uma unidade básica de saúde. Cada um tem o seu valor dentro do sistema, dentro da sociedade. Nada mais justo a gente eternizar o valor dessas pessoas que contribuíram tanto para a nossa cidade.
A servidora Miriam Pereira Pieper, foi uma das homenageadas na primeira edição do livreto. “É um projeto que vem valorizar a história de cada servidor. Um projeto que eleva nossa autoestima. É emocionante fazer parte de tudo isso! Relembrei fatos da minha história como professora. E isso faz com que a gente se sinta reconhecido como profissional. É algo maravilhoso!”, concluiu.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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8 dicas para evitar rupturas na farmácia hospitalar
A ruptura de itens na farmácia hospitalar compromete mais do que o fluxo interno de abastecimento. Quando um medicamento ou insumo deixa de estar disponível no momento necessário, toda a cadeia assistencial sofre impacto, desde o atraso em protocolos até a pressão extra sobre equipes que já operam com alta responsabilidade. Em ambientes de saúde, prevenir falhas de estoque é uma medida diretamente ligada à segurança do paciente e à continuidade do cuidado.
Por isso, a rotina de gestão precisa ser organizada com critérios claros, monitoramento frequente e decisões baseadas no consumo real. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, instituições mais preparadas estruturam processos que reduzem perdas, antecipam riscos e tornam o abastecimento mais previsível. Algumas práticas simples, quando bem executadas, fazem diferença concreta no dia a dia hospitalar.
1. Mapeie os itens críticos da operação
Nem todo produto tem o mesmo peso dentro da rotina assistencial. A farmácia hospitalar precisa identificar quais itens são indispensáveis para urgência, internação, centro cirúrgico, UTI e atendimento ambulatorial, separando o que é essencial do que pode ter reposição com menor prioridade. Esse mapeamento evita que a atenção da equipe se disperse em produtos de baixo impacto operacional.
Uma classificação por criticidade ajuda a definir níveis mínimos de estoque, frequência de conferência e urgência de compra. Soluções parenterais, antibióticos, sedativos, materiais de suporte e medicamentos de uso contínuo costumam exigir vigilância maior. Quando esse grupo é conhecido com precisão, a chance de ruptura cai, porque o controle deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da instituição.
2. Revise o consumo médio com frequência
Muitos estoques entram em desequilíbrio porque trabalham com médias antigas, sem considerar sazonalidade, mudança de perfil assistencial ou ampliação de leitos. O consumo médio deve ser revisado periodicamente para acompanhar oscilações reais da demanda. Um hospital com aumento de cirurgias eletivas, por exemplo, pode exigir reposição mais agressiva de determinados medicamentos e materiais em poucas semanas.
Essa revisão também ajuda a corrigir distorções causadas por compras emergenciais ou picos temporários. O ideal é observar histórico recente, comportamento por setor e recorrência de uso. Quando a leitura do consumo é atualizada, o pedido deixa de ser estimado no improviso e passa a ser sustentado por evidências da operação.
3. Defina estoque mínimo, máximo e ponto de ressuprimento
Um dos erros mais comuns é manter produtos sem parâmetros objetivos de reposição. O estoque mínimo indica a reserva de segurança, o máximo evita excesso e vencimento, e o ponto de ressuprimento mostra o momento certo de iniciar nova compra. Sem essas referências, a gestão fica dependente de percepção individual, o que aumenta o risco de falhas.
Esse controle precisa considerar tempo de entrega, regularidade do fornecedor, criticidade do item e histórico de consumo. Em categorias sensíveis, como analgésicos, antibióticos, soluções parenterais e materiais de uso contínuo, a definição desses limites contribui para manter a assistência contínua mesmo diante de oscilações de demanda ou atrasos logísticos. Não se trata apenas de armazenar mais, mas de estabelecer uma margem segura e racional para cada produto.
4. Integre a farmácia aos setores assistenciais
A ruptura raramente nasce apenas dentro da farmácia. Mudanças em protocolos, aumento de internações, abertura de novos serviços e alterações de prescrição impactam o consumo de forma direta. Quando a equipe de abastecimento trabalha isolada, parte importante dessas informações chega tarde demais, e o ajuste de estoque acontece somente após a escassez aparecer.
Uma comunicação mais próxima com enfermagem, corpo clínico, centro cirúrgico e compras melhora a previsibilidade. Reuniões curtas de alinhamento, alertas sobre mudanças de rotina e compartilhamento de indicadores já ajudam a antecipar necessidades. Quanto mais integrada estiver a farmácia aos setores assistenciais, menor a dependência de respostas emergenciais.
5. Padronize cadastros e unidades de medida
Falhas cadastrais parecem detalhes administrativos, mas costumam causar erros sérios de planejamento. Um mesmo item registrado com descrições diferentes, apresentações parecidas ou unidades de medida inconsistentes prejudica inventários, distorce relatórios e compromete pedidos. Nessas situações, o sistema pode até indicar saldo, embora o produto correto esteja em falta.
Padronizar nomes, concentrações, formas farmacêuticas, embalagens e unidades de dispensação reduz ruído operacional. Além disso, facilita a rastreabilidade, melhora a conferência e torna os dados mais confiáveis para tomada de decisão. Uma base cadastral limpa é parte da segurança do estoque, não apenas uma formalidade de sistema.
6. Acompanhe validade, giro e itens sem movimentação
Evitar ruptura também envolve combater desperdício. Quando produtos vencem, ficam parados ou são comprados em volume incompatível com o giro, recursos deixam de estar disponíveis para itens realmente prioritários. O resultado costuma ser duplo: sobra em uma ponta e falta na outra.
A análise de giro permite identificar o que sai rapidamente, o que exige reposição frequente e o que precisa ter compra reavaliada. Já o monitoramento de validade ajuda a redistribuir itens entre setores antes da perda. Em vez de olhar apenas para a quantidade em estoque, a gestão passa a considerar a qualidade do estoque, o que melhora o uso do orçamento e reduz vulnerabilidades.
7. Estruture planos para compras emergenciais
Mesmo com controle robusto, situações excepcionais podem ocorrer. Atrasos logísticos, mudanças bruscas no perfil de atendimento, desabastecimento pontual e intercorrências assistenciais exigem respostas rápidas. Por isso, a instituição precisa ter um fluxo bem definido para compras emergenciais, com responsáveis, critérios de aprovação e canais já validados.
Esse plano não deve substituir a prevenção, mas funcionar como camada de proteção. Ter fornecedores homologados, alternativas terapêuticas previamente avaliadas e rotinas claras de comunicação evita decisões precipitadas em momentos críticos. Em ambiente hospitalar, agilidade sem padronização pode gerar novos riscos, inclusive de conformidade e segurança.
8. Monitore indicadores e trate desvios com rapidez
A gestão da farmácia hospitalar se fortalece quando deixa de operar apenas por percepção. Indicadores como taxa de ruptura, cobertura de estoque, itens vencidos, consumo por setor, tempo médio de reposição e volume de compras emergenciais mostram onde estão os gargalos. Com esse acompanhamento, os problemas deixam de ser eventos isolados e passam a ser sinais rastreáveis.
Mais importante do que medir é agir sobre os desvios encontrados. Se um grupo de itens rompe com frequência, pode haver falha de cadastro, erro no parâmetro de ressuprimento, consumo subestimado ou instabilidade no fornecimento. Quando a análise vira rotina, a farmácia ganha consistência, reduz improvisos e sustenta um abastecimento mais seguro para toda a operação.
Evitar rupturas na farmácia hospitalar depende menos de respostas heroicas e mais de método. Processos claros, dados confiáveis e integração entre equipes constroem um estoque capaz de sustentar cuidado contínuo, seguro e previsível.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf.
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 568, de 6 de dezembro de 2012. Regulamenta o exercício profissional na farmácia hospitalar e outros serviços de saúde. Brasília: CFF, 2012. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf.
PESSOA, Débora Luana Ribeiro (org.). Farmácia hospitalar e clínica e prescrição farmacêutica. Ponta Grossa: Atena, 2022. E-book (PDF). Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.655222009.
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