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Prepare-se, hoje é sexta-feira, 13…

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Foto de cottonbro no Pexels

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

As lendas e crendices são muitas e variadas, mas todas concordam num ponto, sexta-feira 13 é um dia ruim, de má sorte, de azar etc… Em alguns países, como os Estados Unidos, essa crendice é tão enraizada que chega a afeta a vida das pessoas.

O número 13, para os americanos, é pavoroso. Pra se ter ideia, 80% dos edifícios americanos não têm o 13º andar. Isso vem da fundação daquele país. Na história deles o número treze aparece repetidas vezes, por exemplo, o EUA nasceram de 13 Colônias; a bandeira americana tem 13 listras, que representam essas 13 colônias, na nota de 1 dólar, há pirâmide tem 13 camadas; na frente da águia, há um escudo com 13 listras verticais; essa águia segura 13 folhas de oliveira na pata direita e 13 flechas na esquerda, além disso, o círculo sobre sua cabeça é formado por 13 estrelas. É muito 13 pra um país só e isso gerou uma forte crendice.

Mas não são só os americanos. Isso é mundial e tem “n” fundamentações. Uma delas diz respeito à Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão que ficou conhecida como “Cavaleiros Templários”. Criada em 1118 para proteger os cristão, a ordem transformou o mundo num inferno, praticando as maiores atrocidades, roubando e matando em nome da religião. Eles se transformaram numa força riquíssima, muito poderosa e, claro, muito perigosa, controlada apenas pelo Papa.

No século XIV o rei da França, Filipe IV, o belo, acabou se envolvendo com os templários, emprestou dinheiro deles etc e , sem ter como pagar usou a sua influência sobre o papa Clemente V, para dar um golpe acabar com os templários e ainda ficar com os seus bens deles. Foi um golpe de mestre. Ele acusou os Templários de heresia, imoralidade, sodomia e diversos outros crimes e decretou que todos os cavaleiros deveriam ser presos, torturados e mortos. E na sexta-feira, 13 de outubro de 1307, todos os cavaleiros que estavam em território francês foram presos, torturados e queimados vivos.  Entre eles o próprio grão-mestre dos templários, Jacques de Molay. Queimado vivo numa fogueira em frente à Catedral de Notre Dame, em Paris, Molay teria amaldiçoado a data, dizendo que toda sexta-feira, 13, os que o acusaram e seus descendentes sofreriam castigo semelhante. Não há notícia de que alguém tenha sofrido qualquer problema em consequência da maldição do de Molay, mas desde então a data é tida como de mau agouro, traz a morte etc.

Mas fique tranquilo, é só uma lenda. Uma história, das muitas criadas em torno desta data. Algumas ganham uma força inexplicável. por exemplo, você já observou que a maioria dos aviões não têm a fileira número 13? A empresa aérea alemã, Lufthansa, aboliu a fileira 13 das suas aeronaves e assumiu que é superstição mesmo. Aqui no Brasil a Gol a fez o mesmo, alguns de seus aviões não têm a fileira 13, mas a empresa justifica dizendo é apenas uma configuração “para padronizar a localização da saída de emergência, que tem posição fixa no avião, e precisa coincidir com toda fileira 15” (!?). Vai saber…

Se a gente vai para a astrologia, numerologia etc, aí então as superstições em torno da sexta-feira, 13, ganham contornos assombrosos. Na verdade, no final do dia, o que temos é que se trata disso mesmo: superstição.

Mas, pelo sim, pelo não, fique em casa, quietinho. Sente-se embaixo da escada, acariciando seu gato preto, tire o dia para maratonar sua série favorita e se prepare, porque às 21h02 de hoje a Lua entra em Escorpião, e aí meu amigo, minha amiga… Hummm…

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Cravos no ramo: Sombolismo, história e tradições em Portugal

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Usar cravos nos ramos de flores não é propriamente uma novidade. Trata-se de uma flor muito usada, devido à sua forte carga simbólica, pois pode ser associada a diferentes significados consoante a sua cor. Em muitas culturas, os cravos são usados para expressar emoções, intenções ou sentimentos. Sem dúvida que são uma estratégia silenciosa, mas muito poderosa. Segundo a Interflora, especialistas no envio de flores e no seu simbolismo, cravos vermelhos simbolizam amor apaixonado, o cravo branco representa pureza e paz, estando também associado a novos começos. Já o cravo cor-de-rosa é a flor da gratidão, também muitas vezes associada ao amor maternal, enquanto o amarelo é a flor da alegria e da amizade, estando o roxo mais ligado ao misticismo, à espiritualidade e até ao luto.

Em Portugal, o cravo – em particular o cravo de cor vermelha – é, desde 1974, um poderoso símbolo de liberdade, resistência e esperança. Uma flor que todos os portugueses usam e reconhecem como símbolo nacional.

O simbolismo dos cravos vermelhos em Portugal

A ligação mais imediata e recente dos cravos vermelhos no país é à Revolução dos Cravos, de 25 de Abril de 1974. Nessa noite, os militares entraram em Lisboa e derrubaram o regime ditatorial do Estado Novo, dando início a uma nova era de democracia no país. Em vez de tiros e de sangue, os soldados colocaram cravos vermelhos nos canos das suas espingardas. Esta imagem, que na altura atravessou fronteiras, faz hoje parte do imaginário e da cultura portuguesa e é um símbolo de Abril e dos seus valores democráticos.

E tudo graças a Celeste Martins Caeiro, que, naquela manhã, levava consigo cravos vermelhos e brancos para celebrar o aniversário do restaurante onde trabalhava. Ao ver os soldados e sem nada mais para lhes oferecer, Celeste presenteou-os com os cravos que tinha consigo. Por este gesto, Celeste Martins Caeiro (que faleceu recentemente, em novembro do ano passado) será sempre recordada, tendo sido,, no passado Dia da Mulher (8 de Março), condecorada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade.

Ainda hoje, esta data é celebrada em Portugal com cravos vermelhos, que são distribuídos e levados pela população na mão ou à lapela.

Os cravos antes do 25 de Abril

A verdade é que a ligação dos cravos à cultura portuguesa já vinha de trás. Em algumas localidades, por exemplo, era comum colocar um cravo vermelho à janela como forma de declarar o seu amor sem usar palavras.
Usar ramos de cravos é também comum nas muitas festas religiosas e romarias que existem no país. Nestas festas, os cravos ganham destaque em andores e procissões conquistando um simbolismo sagrado, muitas vezes associado à fertilidade e à celebração da primavera.

Como pode ver, usar cravos num ramo pode significar muitas coisas. E da mesma forma que esta flor faz parte da memória histórica e coletiva de todos nós, sendo um tributo à luta pela liberdade, também é uma flor carregada de mensagem e perfeita para ser partilhada com quem se ama.

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