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Policial é condenado a 41 anos de prisão por sequestro, morte e extorção
Um dos envolvidos no crime de extorsão mediante sequestro, que resultou na morte de um boliviano morador de Mirassol d’Oeste no ano de 2023, foi condenado pela Justiça a 41 anos e cinco meses de reclusão em regime fechado, em sentença dada nesta segunda-feira (30.09), pela 2ª Vara Criminal de Cáceres.
O condenado foi identificado e preso em investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres, que apuraram o sequestro e morte de Simon Johan Alonzo Mollo, de 31 anos, em dia 13 de agosto de 2023. Na ocasião, a vítima retornava com seus filhos da cidade de San Matias, na Bolívia, onde foi passar o fim de semana do Dia dos Pais.
No dia do crime, a vítima passava pela BR-070, por volta das 20 horas, conduzindo sua camionete Hillux branca, quando foi abordada por três homens armados e encapuzados, nas proximidades da rotatória que dá acesso à cidade de Cáceres.
Na ocasião, os três criminosos se identificaram como policiais, renderam as vítimas e embarcaram todos na camionete, obrigando Simon a continuar a viagem até sua casa, em Mirassol d’Oeste. Ao chegar na residência da vítima, o trio roubou perfumes, aparelho de videogame, relógio, joias e entre outros bens.
Após a subtração, os suspeitos fugiram, sequestrando o boliviano. O carro da vítima foi abandonado na estrada que liga Curvelândia ao distrito de Caramujo.
No dia seguinte aos fatos, os criminosos, utilizando o celular da vítima, entraram em contato com seus familiares e pediram dinheiro para libertá-lo. Foram realizadas cinco transferências PIX para contas distintas indicadas pelos suspeitos. No dia 15 de agosto, um dos envolvidos no crime foi preso e no dia 16, o corpo da vítima foi localizado em um matagal na região de Curvelândia.
Nas investigações, foi possível identificar os responsáveis pelas contas bancárias, sendo representado pelo mandado de busca e apreensão nos endereços dos investigados, dentre eles, um policial militar, de 30 anos.
Na residência e no veículo do policial, foram apreendidos centenas de objetos, entre eles, joias, dinheiro em espécie, frascos de perfumes importados, aparelhos celulares, videogame Xbox, relógios, notebooks, distintivo policial, folhas de cheques preenchidas, porções de entorpecentes, balança de precisão, garrafas de uísques importados, dispositivo de choque e cartões bancários em nomes de diversas pessoas.
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Sema embarga área por saneamento clandestino despejado em córrego
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) embargou uma área do município de Mirassol D´Oeste, por operação de sistema de saneamento clandestino, até que seja promovida a regularização ambiental. Durante a autuação, ocorrida na sexta-feira (17.4), os fiscais identificaram o local da escavação que permitiu a entrada de resíduos sólidos e líquidos brutos no sistema de drenagem pluvial, que deságua no Córrego André. Nesta quarta-feira (22), equipes da Sema voltam ao local para fazer a coleta em vários pontos no córrego para análise em laboratório.
Foi verificado também o descarte de resíduos no local oriundos do serviço de limpa fossa. A ação imediata, requerida pela Promotoria de Justiça da Comarca do município, contou com o auxílio da Polícia Militar Ambiental, por meio da 1ª Companhia Independente de Proteção Ambiental, e Polícia Militar de Mirassol D´Oeste.
De acordo com a Sema, a área já havia sido interditada. “A continuidade das atividades em uma área formalmente interditada configura crime de desobediência à ordem administrativa ambiental e reincidência específica, agravando a responsabilidade penal dos envolvidos”, destacou o diretor da Unidade da Sema em Cáceres, Luiz Sergio Garcia.
Segundo ele, o documento e as provas colhidas serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente para apuração no âmbito cível e criminal.
Além da coleta em vários pontos no córrego, será requerido ao município a elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), exigido pelo Sema e pelo Ministério Público para reparar danos ambientais, focando na reabilitação do meio físico e biótico (solo, fauna, flora), na qual envolve diagnóstico, ações de revegetação e monitoramento, visando a estabilidade ambiental da área.
A introdução de carga orgânica in natura em sistema clandestino provoca a degradação sistêmica do corpo hídrico, com reflexos diretos no Rio Jauru e na bacia do Rio Paraguai, comprometendo a biodiversidade e a saúde pública regional.
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