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Polícia prende cinco suspeitos por envolvimento em roubo de gado em Mato Grosso

Segundo o delgado da Derf Barra do Garças, as provas colhidas durante a investigação trouxeram evidências de que os suspeitos compunham uma quadrilha de roubo, com crimes reiterados e modus operandi similar na prática criminal.

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PJC | MT

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Polícia prende cinco suspeitos de integrarem quadrilha de roubo de gado em Mato Grosso

A Polícia Judiciária Civil de Barra do Garças deflagrou na segunda-feira (18.11) a Operação Boi Bandido 2 para cumprimento de mandados de prisões e de buscas e apreensões contra alvos suspeitos de roubo de gado. A operação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças tem como base as investigações do furto de 41 cabeças de gado bovino, ocorrido no mês de outubro em uma fazenda do município.

 

Os cinco suspeitos L.P.M., N.S.S., N.R.K. e J.I.M.V. e N.C.S.J. tiveram as ordens de prisões cumpridas, após terem a participação identificada na ação criminosa. O gado furtado da fazenda em Barra do Garças foi recuperado logo após o crime, em outra propriedade também na região, ocasião em que foram realizadas as prisões em flagrante de dois suspeitos, que na época foram liberados em audiência de custódia.

Segundo o delgado da Derf Barra do Garças que coordenou as investigações, Nelder Pereira Martins, as provas colhidas durante a investigação trouxeram evidências de que os suspeitos compunham uma quadrilha de roubo, com crimes reiterados e modus operandi similar na prática criminal. Dentre os suspeitos identificados, está um funcionário da propriedade. O delgado representou pelos pedidos de prisões dos envolvidos, inclusive dos que foram detidos em flagrante na ocasião do furto.

 

Os mandados de buscas e apreensões foram cumpridos em uma fazenda onde foram localizadas as reses e em comércios suspeitos da venda de gado abatido clandestinamente. Foram apreendidos também veículos dos suspeitos do crime, sendo duas caminhonetes e dois veículos de passeio.

 

Nas residências dos suspeitos, os policiais apreenderam outros materiais como duas armas de fogo (um revólver e uma espingarda calibres 38); R$ 14 mil em espécie, não declarados e sem comprovação da origem; mais de R$ 20 mil em cheques e documentos diversos.

 

O crime

 

Em 21 de outubro, 41 cabeças de gado bovino foram furtadas de uma propriedade rural do município de Barra do Garças (509 km a Leste de Cuiabá) e recuperadas pela Polícia Judiciária Civil com apoio da Polícia Militar, poucas horas após o crime.

 

A ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtosde Barra do Garças com apoio da Delegacia de General Carneiro resultou em dois homens presos e na apreensão de vários objetos utilizados para abate clandestino de gado. Os suspeitos, N.R.K. e V.V.A., foram autuados em flagrante por furto qualificado (abigeato) e associação criminosa.

 

O furto ocorreu na Fazenda Agropecuária de Barra do Garças SA. Na ocasião, os autores usaram um veículo tipo caminhão para o transporte dos animais.

 

O rebanho confinado foi localizado na Fazenda Jatobá.

 

*Com informações da PJC | MT

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PC investiga esquema de desvio de cestas básicas envolvendo vereadores e prejuízo de quase R$ 2 milhões

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A Polícia Civil de Mato Grosso realizou nesta sexta-feira (03.07) uma operação intitulada “Mesa Vazia”, dando continuidade as investigações que apuram um suposto esquema de corrupção que teria sido estruturado por vereadores e funcionários públicos de Barra do Garças (a 516 km de Cuiabá).

Segundo a polícia o grupo desviou de cerca de 13 mil cestas básicas e kits de higiene que seriam destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. O prejuízo foi estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres estaduais.

A investigação da Polícia Civil indica que os parlamentares teriam se articulado para desviar insumos do programa SER Família Solidário, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

Segundo a representação policial, o grupo operava um fluxo paralelo de distribuição: os produtos, que deveriam chegar a beneficiários cadastrados, eram redirecionados para endereços particulares, como chácaras e sedes de associações, sem qualquer registro oficial ou prestação de contas.

A acusação envolve 5 vereadores, sendo três do (Juntos Podemos Mudar o Mundo) “Podemos”, um do Partido Renovação Democrática (PRD e um do Partido da Mulher Brasileira (PMB).

Apesar de negar os pedidos de prisão preventiva e o afastamento dos cargos parlamentares — sob o argumento de que a representação não apresentou elementos contemporâneos que justificassem medidas tão drásticas neste momento —, a Justiça autorizou o cumprimento de 47 ordens judiciais.

Entre elas, estão mandados de busca e apreensão, quebras de sigilos telefônico e telemático, e a extração de dados de dispositivos eletrônicos. Por outro lado, o juiz determinou o afastamento cautelar de dois servidores da Agência de Regulação e Fiscalização de Barra do Garças (Agirf), apontados como articuladores operacionais do esquema.

Conforme a Polícia Civil, a logística do desvio era sofisticada. Motoristas responsáveis pelo transporte da carga, proveniente de Cuiabá, teriam sido orientados a descarregar os produtos em locais divergentes dos indicados na documentação oficial.

Há relatos de que esses profissionais teriam recebido pagamentos extras — inclusive via transferências eletrônicas — para ignorar os protocolos de entrega. A investigação sustenta que, entre 2021 e 2025, a estrutura organizada mantinha divisões de tarefas bem definidas, envolvendo desde a captação das cestas na Setasc até o armazenamento e a redistribuição ilícita.

Em nota oficial, a Câmara Municipal de Barra do Garças afirmou que respeita o trabalho das autoridades e que prestará “total e irrestrito apoio” às investigações. O Legislativo destacou ainda que assegurará as prerrogativas dos parlamentares investigados, garantindo a eles o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Apesar da decisão judicial ter mantido os vereadores em suas funções, a operação marca um capítulo crítico na política local. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) havia emitido parecer favorável ao afastamento dos parlamentares, indicando que a permanência deles nos cargos poderia interferir na colheita de provas.

Com a execução dos mandados, a Polícia Civil agora concentra esforços na análise do material apreendido para robustecer as evidências e identificar possíveis novos envolvidos na rede de desvios.

O caso segue sob sigilo parcial para resguardar as próximas etapas da instrução processual. A defesa dos parlamentares citados não foi localizada para comentar os desdobramentos da operação.

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