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POLÍCIA

Operação Corixo: Polícia Civil sequestra R$ 3 milhões em bens de grupo criminoso

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (23.9), a Operação Corixo para desarticular um grupo criminoso ligado à uma facção criminosa e que está voltado para o tráfico de drogas e para a lavagem de capitais, com atuação em toda a Região Metropolitana de Cuiabá.

Durante a ação, desencadeada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc), foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens dos investigados que somam quase R$ 3 milhões. Também foi autorizada a quebra de sigilo fiscal dos alvos. As medidas cautelares foram deferidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias de Cuiabá.

Uma pessoa também foi presa em flagrante por tráfico de drogas durante o cumprimento das ordens judiciais.

As investigações tiveram início em 2024, a partir de buscas cumpridas em desfavor de um casal. A análise do material apreendido naquela ocasião permitiu à equipe da Denarc aprofundar as apurações e identificar uma movimentação financeira incompatível com as atividades declaradas pelos investigados e característica da lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

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O sequestro patrimonial tem por objetivo descapitalizar o grupo criminoso, atingindo a estrutura financeira que sustenta as atividades de tráfico de drogas e impedindo que os investigados continuem usufruindo de bens adquiridos com recursos ilícitos.

O material apreendido será analisado e as investigações prosseguem para a completa identificação dos envolvidos e do patrimônio ilícito do grupo.

Nome da Operação

O nome da operação faz referência aos corixos, canais naturais típicos do Pantanal mato-grossense que ligam rios, baías e lagoas, em alusão aos caminhos utilizados pelo grupo para fazer circular e dissimular o dinheiro obtido com a atividade criminosa.

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POLÍCIA

Polícia Civil prende na Bolívia “Angeliquinha”, chefe de facção com 260 anos de condenação

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Considerada uma das chefes do Comando Vermelho em Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, foi presa nesta terça-feira (22.09), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em uma ação conjunta da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Polinter. Contra ela havia seis mandados de prisão em aberto, com penas que somam 260 anos de condenação.

Foragida desde agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, Angeliquinha integrava a lista dos criminosos mais procurados do Brasil, mantida pelo Ministério da Justiça. Classificada pelas autoridades como de alta periculosidade, ela é apontada como uma das lideranças da facção na região norte do estado, com atuação em Alta Floresta.

A trajetória criminal de Angélica inclui a condenação a 99 anos e 11 meses de reclusão, pelo Tribunal do Júri de Nova Monte Verde, por mandar matar quatro trabalhadores em 2022. Antes disso, já acumulava 161 anos de prisão em outras nove condenações por tráfico de drogas, homicídios qualificados e organização criminosa. Somadas, as penas chegam a 260 anos.

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A investigação também apontou a atuação de um esquema familiar liderado por ela. Junto com parentes, Angeliquinha teria movimentado mais de R$ 20 milhões em menos de dois anos, valores incompatíveis com a renda declarada e relacionados ao tráfico de drogas. O grupo familiar foi alvo da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil contra crimes como tráfico, lavagem de dinheiro e divulgação de jogos de azar em Alta Floresta.

A prisão na Bolívia representa mais um avanço no trabalho de captura de foragidos realizado pelas forças de segurança de Mato Grosso, que atuaram de forma integrada para localizar a criminosa em território boliviano. Detalhes sobre o procedimento de recambiamento da presa ao Brasil ainda não foram divulgados.

 

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