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Navio Oceanográfico Caravelas realiza missão crucial no Pantanal
Por João Arruda | Cáceres
O Navio Fluvial Oceanográfico Caravelas, da Marinha do Brasil, está realizando uma importante missão de levantamento hidrográfico no Pantanal, navegando pelo Rio Paraguai desde Ladário (MS) até Cáceres (MT). A expedição, que começou em 11 de março e deve se estender até 1º de abril, percorre 1.400 quilômetros e tem como objetivo atualizar 38 cartas náuticas e aferir réguas de medição da altura do rio em pontos estratégicos.
Sob o comando do Capitão-Tenente Felipe Maciel Sarmento e seu imediato Otávio Gonçalves Neto, a tripulação de cerca de 50 militares especializados está coletando dados cruciais para a navegação segura e o monitoramento ambiental da região. O comandante Sarmento explica que esses levantamentos, realizados a cada dois anos no chamado Tramo Norte, são essenciais devido às constantes mudanças no leito do rio causadas por rochas e detritos.
“Os rios carreiam desde pequenas rochas até madeiras de todos os tamanhos. O choque desses materiais com as réguas e balizas acaba causando alterações nas medidas. A conferência periódica desses pontos de coleta fornece dados vitais para a segurança da navegação e o monitoramento ambiental”, afirma o Comandante Sarmento.
Os dados coletados serão encaminhados ao Centro Hidrográfico da Marinha em Niterói (RJ), onde ficarão disponíveis para estudos militares, científicos e acadêmicos. Este centro é responsável pelo monitoramento de rios, lagoas, baías e todo o litoral brasileiro.
A missão conta com o apoio da Agência Fluvial de Cáceres, chefiada pelo Capitão Estenio Lacerda Junior. Além do Caravelas, o VI Distrito Naval em Ladário dispõe de outros dois navios menores, o Lufada e o Piracema, responsáveis pelo balizamento e sinalização da Hidrovia Paraguai-Paraná.
Durante a estadia em Cáceres, a tripulação homenageou o jornalista João Arruda, ex-reservista naval, e destacou a presença do Suboficial Clecemi Soares Alves, que completa 43 anos de serviço na Marinha em julho. Soares é detentor de uma medalha por ato de bravura e continua servindo no navio Piracema.
Esta missão ressalta a importância do trabalho contínuo da Marinha do Brasil na manutenção da segurança da navegação e no monitoramento ambiental de uma das regiões mais importantes e sensíveis do país, o Pantanal.
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Agente policial comemora aniversário com mais de 35 anos dedicados a segurança na fronteira
Por João Arruda | Cáceres
Neste domingo (10.05), a família do policial civil Luís Afonso Rodrigues de Carvalho festejou seus 63 anos, juntamente com colegas de profissão. Durante 35 anos, Carvalho, como é conhecido, dedicou-se ao trabalho na área de segurança na complexa região de fronteira com a Bolívia, no município de Cáceres – a 210 quilômetros oeste de Cuiabá –, onde atuou em diversas unidades com várias ações durante esse tempo.
Carvalho é natural de Poconé, município vizinho a Cáceres, com muita semelhança cultural, pois ambos situam-se na Planície Pantaneira. Daí a facilidade de adaptação. Em Cáceres, casou-se com a escrivã Ana Teresa Silva Carvalho, tendo dois filhos.
Deixou a corporação para a aposentadoria. É bastante conhecido na cidade, onde cultivou amizades, apesar da profissão um tanto espinhosa.
Quando chegou a Cáceres, a área de segurança registrava um crescente número de roubos a carretas, com quadrilhas agindo em dois pontos – Serra do Mangaval e Serra da Criminosa –, ambas na Rodovia Federal BR-070, bastante próximas uma da outra.
Nesse período, ocorreram chacinas com grande repercussão no estado e fora dele.
Carvalho cita que sempre buscou agir com isenção de ânimo em todas as situações; nunca, segundo ele, “comprou dores de vítimas”. Ele acredita que essas ações discretas fizeram crescer seu conhecimento e lhe renderam o reconhecimento da população cacerense quanto ao seu trabalho.
Amante do Cururu e do Siriri, é um dos festeiros do Grupo Cultural Pau de Novateiros e das Festas de São Benedito e São Sebastião, que se realizam anualmente na Província Serrana, região da Piraputanga e Ponta do Morro, em Cáceres.

João Arruda é jornalista, geógrafo e pesquisador em Cáceres, é filho, neto, bisneto de brancos com duas avós uma Bororo e outra Guató.
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