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Na contramão dos modismos, aprenda aqui como engordar de forma saudável
Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso
Pessoas obesas têm maior chances de desenvolver doenças como pressão alta, diabetes, problemas nas articulações, dificuldades respiratórias, gota, pedras na vesícula e até algumas formas de câncer. Ok, todo mundo sabe disso, mas isso não que dizer que você deva ceder aos modismo e se matar para ficar magro.
Em que pese o preconceito da sociedade para com as pessoas mais “cheinhas” e a questão da saúde, é preciso respeitar tanto a compleição física (o Jô Soares, por exemplo, foi gordo a vida toda e sempre foi saudável) quanto o gosto pessoal. Se a pessoa é magra e quer ter um corpo mais “volumoso” vamos conversar sobre como engordar com saúde.
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Se você quer (ou precisa) engordar, a primeira coisa que precisa saber é se você está realmente magro ou não. Mais da metade dos brasileiros (52,5%) está acima do peso, sendo que 17,9% são obesos. É o que apontou uma pesquisa realizada ano passado pelo Ministério da Saúde. A grande dúvida é se toda essa gente que está acima do peso, gorda ou obesa corre algum risco de saúde.
A ideia geral é que o excesso de peso prejudica a saúde, mas não é uma verdade para 100% das pessoas. Alguns, apesar de ter um Índice de Massa Corporal (IMC) alto, não corre risco de desenvolver doenças graves como diabetes ou doenças cardíacas.
E outros, com IMC baixo, podem enfrentar esses problemas. Isso porque o IMC não distingue gordura, músculo e osso, além de não levar em consideração a compleição física. Pessoas musculosas podem apresentar um IMC alto, mas ter pouquíssima gordura corporal. Já os idosos tendem a perder músculos com a idade, podendo apresentar IMC mais baixo, apesar de possuir altas concentrações de gordura. E por aí vai…
Então, se você é magro e precisa ou quer engordar, mas não quer ter problemas de saúde, preste atenção nessas dicas:
Coma com frequência – Sendo magro, você pode se sentir satisfeito mais rápido em comparação com os outros, mas comer com mais frequência é algo que pode ajudá-lo muito a saber como engordar. Além disso, o que você também pode fazer é fazer um lanche antes de dormir, pois cada pequena mordida é importante no processo de ganho de peso.
Coma mais proteína – Transformar essas calorias extras em proteínas musculares é um elemento muito importante quando se trata de ganhar peso. Desse modo, o que você precisa ter em mente é que a proteína faz você se sentir mais cheio e também reduz sua fome. Portanto, não deixe que a proteína reduza sua ingestão de alimentos.
Coma alimentos nutritivos – Como parte de sua dieta “engordiet” saudável, não se esqueça de adicionar alimentos ricos em gorduras e carboidratos às suas refeições. E jamais pule refeições: café da manhã, almoço, café da tarde, janta, um lanchinho antes de ir pra cama e uns beliscões entre as refeições são obrigatórios. Claro, nada de comer doces e bobagens. Alimentação saudável é fundamental e obrigatória.
Adicione calorias extras – Coberturas como queijo extra em uma omelete, ovo em uma torrada de abacate, frutas secas em seu iogurte ou manteiga de amendoim com maçã são algumas coisas que podem ajudar no seu processo de ganho de peso.
Faça exercícios – Sim! Exercitar-se, é fundamental em qualquer situação. Seja você gordo ou magro, o que mais causa problemas de saúde não é somente a gordura, mas o sedentarismo. Principalmente a união dos dois. Vamos comparar seu corpo a um carro: você vai várias vezes ao dia no posto de combustíveis e enche o tanque; leva o carro pra casa e estaciona na garagem. O que vai acontecer com esse carro? Vai derramar gasolina. Isso é o que acontece com suas células quando você come, come e não se movimenta. Então, para engordar e ter saúde é preciso, claro, comer e bem, mas é fundamental ir à academia, fazer caminhadas, fazer exercícios de levamento de peso, aeróbicos, anaeróbicos etc.
Nada de bebidas alcoolizas – Bebidas alcoólicas engordam, ok, mas o mal que fazem a seu organismo não compensa. O alcool pode provocar doenças mentais, diversos cânceres, problemas hepático, como a cirrose, alterações cardiovasculares, com risco de infarto e acidente vascular cerebral e a diminuição de imunidade.
Nada de nicotina – Não vou falar pra você não fumar, porque hoje em dia o cigarro não é mais o único meio usado para injetar nicotina no organismo, né? Existem os narguilés da vida, os “cigarros” eletrônicos e outras armadilhas que fazem tão mal (ou mais!) que o cigarro tradicional. Não use nada que tenha nicotina. O uso da nicotina aumenta o risco de trombose, AVC, hipertensão e infarto do miocárdio, entre outros. Jamais coloque isso na boca, se você quiser ter saúde, seja gordo ou magro.
Tenha um sono de qualidade – Pra finalizar: durma! Durante o sono nosso organismo exerce as principais funções restauradoras do corpo, como o reparo dos tecidos, o crescimento muscular e a síntese de proteínas etc. É o momento de repor energias e regular o metabolismo, fortalecer o sistema imunológico etc.
Especialistas recomendam em média 8 horas de sono por dia, sem interrupções. Este número pode variar de acordo com a idade de cada pessoa, dependendo da idade:
Adultos têm que dormir de 7 a 8 horas por dia;
Adolescentes e 8 a 10 horas diariamente;
Crianças de 9 a 13 horas de sono a cada dia;
Bebês precisam dormir de 12 a 16 horas por dia.
Sono de qualidade requer quarto absolutamente escuro, nada daqueles ledzinhos do ar condicionado, do celular, do som…Tudo isso inibe a produção de, entre outros hormônios, a melatonina que regula o funcionamento do organismo, atua como antioxidante etc.
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8 dicas para evitar rupturas na farmácia hospitalar
A ruptura de itens na farmácia hospitalar compromete mais do que o fluxo interno de abastecimento. Quando um medicamento ou insumo deixa de estar disponível no momento necessário, toda a cadeia assistencial sofre impacto, desde o atraso em protocolos até a pressão extra sobre equipes que já operam com alta responsabilidade. Em ambientes de saúde, prevenir falhas de estoque é uma medida diretamente ligada à segurança do paciente e à continuidade do cuidado.
Por isso, a rotina de gestão precisa ser organizada com critérios claros, monitoramento frequente e decisões baseadas no consumo real. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, instituições mais preparadas estruturam processos que reduzem perdas, antecipam riscos e tornam o abastecimento mais previsível. Algumas práticas simples, quando bem executadas, fazem diferença concreta no dia a dia hospitalar.
1. Mapeie os itens críticos da operação
Nem todo produto tem o mesmo peso dentro da rotina assistencial. A farmácia hospitalar precisa identificar quais itens são indispensáveis para urgência, internação, centro cirúrgico, UTI e atendimento ambulatorial, separando o que é essencial do que pode ter reposição com menor prioridade. Esse mapeamento evita que a atenção da equipe se disperse em produtos de baixo impacto operacional.
Uma classificação por criticidade ajuda a definir níveis mínimos de estoque, frequência de conferência e urgência de compra. Soluções parenterais, antibióticos, sedativos, materiais de suporte e medicamentos de uso contínuo costumam exigir vigilância maior. Quando esse grupo é conhecido com precisão, a chance de ruptura cai, porque o controle deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da instituição.
2. Revise o consumo médio com frequência
Muitos estoques entram em desequilíbrio porque trabalham com médias antigas, sem considerar sazonalidade, mudança de perfil assistencial ou ampliação de leitos. O consumo médio deve ser revisado periodicamente para acompanhar oscilações reais da demanda. Um hospital com aumento de cirurgias eletivas, por exemplo, pode exigir reposição mais agressiva de determinados medicamentos e materiais em poucas semanas.
Essa revisão também ajuda a corrigir distorções causadas por compras emergenciais ou picos temporários. O ideal é observar histórico recente, comportamento por setor e recorrência de uso. Quando a leitura do consumo é atualizada, o pedido deixa de ser estimado no improviso e passa a ser sustentado por evidências da operação.
3. Defina estoque mínimo, máximo e ponto de ressuprimento
Um dos erros mais comuns é manter produtos sem parâmetros objetivos de reposição. O estoque mínimo indica a reserva de segurança, o máximo evita excesso e vencimento, e o ponto de ressuprimento mostra o momento certo de iniciar nova compra. Sem essas referências, a gestão fica dependente de percepção individual, o que aumenta o risco de falhas.
Esse controle precisa considerar tempo de entrega, regularidade do fornecedor, criticidade do item e histórico de consumo. Em categorias sensíveis, como analgésicos, antibióticos, soluções parenterais e materiais de uso contínuo, a definição desses limites contribui para manter a assistência contínua mesmo diante de oscilações de demanda ou atrasos logísticos. Não se trata apenas de armazenar mais, mas de estabelecer uma margem segura e racional para cada produto.
4. Integre a farmácia aos setores assistenciais
A ruptura raramente nasce apenas dentro da farmácia. Mudanças em protocolos, aumento de internações, abertura de novos serviços e alterações de prescrição impactam o consumo de forma direta. Quando a equipe de abastecimento trabalha isolada, parte importante dessas informações chega tarde demais, e o ajuste de estoque acontece somente após a escassez aparecer.
Uma comunicação mais próxima com enfermagem, corpo clínico, centro cirúrgico e compras melhora a previsibilidade. Reuniões curtas de alinhamento, alertas sobre mudanças de rotina e compartilhamento de indicadores já ajudam a antecipar necessidades. Quanto mais integrada estiver a farmácia aos setores assistenciais, menor a dependência de respostas emergenciais.
5. Padronize cadastros e unidades de medida
Falhas cadastrais parecem detalhes administrativos, mas costumam causar erros sérios de planejamento. Um mesmo item registrado com descrições diferentes, apresentações parecidas ou unidades de medida inconsistentes prejudica inventários, distorce relatórios e compromete pedidos. Nessas situações, o sistema pode até indicar saldo, embora o produto correto esteja em falta.
Padronizar nomes, concentrações, formas farmacêuticas, embalagens e unidades de dispensação reduz ruído operacional. Além disso, facilita a rastreabilidade, melhora a conferência e torna os dados mais confiáveis para tomada de decisão. Uma base cadastral limpa é parte da segurança do estoque, não apenas uma formalidade de sistema.
6. Acompanhe validade, giro e itens sem movimentação
Evitar ruptura também envolve combater desperdício. Quando produtos vencem, ficam parados ou são comprados em volume incompatível com o giro, recursos deixam de estar disponíveis para itens realmente prioritários. O resultado costuma ser duplo: sobra em uma ponta e falta na outra.
A análise de giro permite identificar o que sai rapidamente, o que exige reposição frequente e o que precisa ter compra reavaliada. Já o monitoramento de validade ajuda a redistribuir itens entre setores antes da perda. Em vez de olhar apenas para a quantidade em estoque, a gestão passa a considerar a qualidade do estoque, o que melhora o uso do orçamento e reduz vulnerabilidades.
7. Estruture planos para compras emergenciais
Mesmo com controle robusto, situações excepcionais podem ocorrer. Atrasos logísticos, mudanças bruscas no perfil de atendimento, desabastecimento pontual e intercorrências assistenciais exigem respostas rápidas. Por isso, a instituição precisa ter um fluxo bem definido para compras emergenciais, com responsáveis, critérios de aprovação e canais já validados.
Esse plano não deve substituir a prevenção, mas funcionar como camada de proteção. Ter fornecedores homologados, alternativas terapêuticas previamente avaliadas e rotinas claras de comunicação evita decisões precipitadas em momentos críticos. Em ambiente hospitalar, agilidade sem padronização pode gerar novos riscos, inclusive de conformidade e segurança.
8. Monitore indicadores e trate desvios com rapidez
A gestão da farmácia hospitalar se fortalece quando deixa de operar apenas por percepção. Indicadores como taxa de ruptura, cobertura de estoque, itens vencidos, consumo por setor, tempo médio de reposição e volume de compras emergenciais mostram onde estão os gargalos. Com esse acompanhamento, os problemas deixam de ser eventos isolados e passam a ser sinais rastreáveis.
Mais importante do que medir é agir sobre os desvios encontrados. Se um grupo de itens rompe com frequência, pode haver falha de cadastro, erro no parâmetro de ressuprimento, consumo subestimado ou instabilidade no fornecimento. Quando a análise vira rotina, a farmácia ganha consistência, reduz improvisos e sustenta um abastecimento mais seguro para toda a operação.
Evitar rupturas na farmácia hospitalar depende menos de respostas heroicas e mais de método. Processos claros, dados confiáveis e integração entre equipes constroem um estoque capaz de sustentar cuidado contínuo, seguro e previsível.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf.
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 568, de 6 de dezembro de 2012. Regulamenta o exercício profissional na farmácia hospitalar e outros serviços de saúde. Brasília: CFF, 2012. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf.
PESSOA, Débora Luana Ribeiro (org.). Farmácia hospitalar e clínica e prescrição farmacêutica. Ponta Grossa: Atena, 2022. E-book (PDF). Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.655222009.
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