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Município mato-grossense terá indústria sustentável de etanol de milho
As licenças ambientais, aprovadas desde 2018, já foram liberadas e as obras devem começar ainda no primeiro semestre deste ano, com previsão de inauguração para 2020
Divulgação
O município mato-grossense de Nova Mutum terá indústria sustentável de etanol de milho
Um dos maiores grupos empresarias de Mato Grosso, com atuação consolidada no agronegócio, frigorífico e empreendimentos urbanos, vai lançar nos próximos dias a Ethanol Bionergia, na BR 163, em Nova Mutum (238 km de Cuiabá-MT). A indústria será 100% sustentável, com capacidade de produção de 200 milhões de litros de etanol à base de milho por ano, além de farelos para ração animal (DDGS e DDG) que serão usados pelo próprio grupo e regionalmente.
O projeto está em fase avançada de execução. As licenças ambientais, aprovadas desde 2018, já foram liberadas e as obras devem começar ainda no primeiro semestre deste ano, com previsão de inauguração para 2020. O grande diferencial da indústria será a utilização, como matriz energética, do capim Brachiaria plantado em áreas de lavoura e pasto degradado da própria empresa, garantindo sua autossuficiência.
Diferente de outros grupos econômicos que produzem etanol de milho no estado, a Ethanol Bionergia é 100% mato-grossense e vai agregar valor à cadeia do milho. A construção do novo empreendimento vai movimentar a região, com a geração de emprego e renda e recolhimento de impostos, que por ano deve gerar cerca de R$ 36 milhões somente de ICMS.
Etanol de milho
A transformação de milho em etanol já é considerada um caminho sem volta em Mato Grosso, líder na produção do grão no País. Na safra 2017/2018 o estado produziu 26,3 milhões de toneladas de milho, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Além de agregar valor ao cereal, a usina de etanol de milho impulsiona cadeias produtivas, com níveis de poluição muito menores comparadas aos combustíveis fósseis.
Segundo dados da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), até 2028, Mato Grosso deverá produzir 10% de todo o etanol brasileiro, com futuro investimento em um álcoolduto para transportar o combustível até os grandes centros do Sudeste.
Cuiabá
Maysa Leão cobra Prefeitura sobre fila de 24 mil pessoas à espera de atendimento em saúde mental
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) cobrou, durante a sessão desta terça-feira (29), na Câmara de Cuiabá, respostas da Prefeitura para a fila de cerca de 24 mil pessoas que aguardam atendimento psiquiátrico e psicoterápico no município. Por meio de requerimento de informação, a parlamentar questionou a Secretaria Municipal de Saúde sobre quais medidas serão adotadas para reduzir a espera e ampliar o atendimento em saúde mental.
No encerramento do Setembro Amarelo, Maysa alertou que o sofrimento psíquico acontece durante todo o ano e relatou o caso de uma jovem de 23 anos, com transtorno bipolar e depressão profunda, que procurou ajuda na Policlínica do Coxipó, em unidade básica de saúde e no CAPS. Segundo o relato recebido pelo gabinete, mesmo após buscar atendimento em diferentes pontos da rede, a jovem não recebeu a assistência necessária e acabou tirando a própria vida.
“Essa menina procurou ajuda. Passou por vários pontos da nossa rede, pediu socorro e não teve o atendimento de que precisava. A mãe guarda até hoje os prontuários e as cartas da filha. A minha filha tem 22 anos. Eu não consigo imaginar o tamanho da dor dessa mãe. E não consigo olhar para uma fila de 24 mil pessoas e tratar isso apenas como um número”, afirmou Maysa.
A vereadora também citou o caso da mãe da jornalista Janaiara, que morreu por suicídio e, segundo o relato apresentado por Maysa, recebeu uma mensagem da Prefeitura informando sobre sua consulta dois anos depois da morte. “Não estamos falando apenas de uma fila. Estamos falando de pessoas que estão sofrendo e procurando o poder público porque precisam de ajuda. Depressão é doença e precisa ser tratada como doença. Quem tem diabetes ou um problema cardíaco procura atendimento e não é questionado. Quem tem depressão também precisa ser acolhido, atendido e respeitado”, destacou.
Maysa reforçou que o debate sobre saúde mental não pode terminar com o Setembro Amarelo. “A depressão, o sofrimento psíquico e o risco de suicídio acontecem nos 365 dias do ano. Eu quero saber o que o município de Cuiabá está fazendo para resolver essa fila de 24 mil pessoas que esperam por atendimento psiquiátrico e psicoterápico. Essa é a pergunta que eu faço hoje e que precisa de uma resposta”, finalizou.
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