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Multinacional paraguaia vira sócia de grupo de MT para produzir etanol de milho

A parceria foi assinada pelos diretores-presidentes da O+ Participações e da Inpasa, respectivamente, durante entrevista coletiva na Prefeitura Municipal de Nova Mutum. O total de investimento gira em torno de 800 milhões de reais.

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usina etanol de milho

Multinacional paraguaia vira sócia de grupo de Mato Grosso para produzir etanol de milho

O grupo mato-grossense O+ Participações e a multinacional paraguaia Inpasa oficializaram nesta quarta-feira (27.03) uma parceria na planta da Ethanol Bioenergia, em Nova Mutum (238 km de Cuiabá-MT), tornando-se um dos maiores players do segmento no país. A sociedade dos dois grandes grupos econômicos vai dobrar a capacidade de produção da usina de etanol de milho antes prevista no município, podendo chegar a 800 milhões de litros por ano. As obras iniciam em abril e a indústria deve entrar em operação no segundo semestre de 2020.

 

A parceria foi assinada pelos diretores-presidentes da O+ Participações, Ramiro Azambuja, e José Odvar Lopes, da Inpasa, respectivamente, durante entrevista coletiva na Prefeitura Municipal de Nova Mutum. O total de investimento gira em torno de 800 milhões de reais, com a abertura de milhares de empregos diretos e indiretos na região, geração de renda e movimento da economia local.

 

O projeto da Ethanol Bioenergia está com as etapas de execução bastante adiantadas, como terreno, licenças ambientais aprovadas desde o ano passado e equipamentos contratados. “A parceria já nasce grande e forte, tendo em vista o histórico das duas empresas. É um movimento estratégico que promete mudar a indústria de etanol de milho em Mato Grosso e no Brasil, nos próximos anos”, afirmou Azambuja.

 

Segundo ele, o grande diferencial da Ethanol Bioenergia será a utilização, como matriz energética, do capim Brachiaria, plantado em áreas de lavoura e pasto degradado da própria empresa, garantindo sua auto-suficiência. “Temos uma preocupação ambiental muito grande, além da utilização de matéria-prima e mão de obra local, com o objetivo de promover o desenvolvimento da região. A indústria em Nova Mutum vai funcionar 350 dias por ano”, completou.

 

A planta da Ethanol Bioenergia produzirá ainda 9.200 toneladas de óleo de milho por ano, farelos com altos teores de fibra e proteína para ração animal (DDGS e DDG) e energia elétrica com a biomassa utilizada nas caldeiras. O ganho também será para o estado, com a arrecadação prevista de R$ 60 milhões por ano de ICMS.

 

Sobre a O+ Participações

 

A O+ Participações é um dos maiores grupos econômicos de Mato Grosso, com empresas que atuam em diferentes segmentos do mercado nacional e internacional, com foco em agronegócio, incorporação, frigorífico de suínos, construção civil e negócios imobiliários.

 

Sobre a Inpasa

 

A multinacional Industria Paraguaya Alcoholes S.A. (Inpasa) é hoje a maior produtora de etanol de milho da América Latina. Produz 40 milhões de litros de etanol por mês no Paraguai. A capacidade instalada na destilaria é superior a 450 mil litros de etanol por dia. A empresa está construindo em Sinop (480 km de Cuiabá-MT) a maior usina de etanol de milho do Brasil, com capacidade de produção de 45 milhões de litros por mês. A previsão de operação é para junho deste ano.

 

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Cuiabá

Maysa Leão cobra Prefeitura sobre fila de 24 mil pessoas à espera de atendimento em saúde mental

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Vereadora Maysa Leão

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) cobrou, durante a sessão desta terça-feira (29), na Câmara de Cuiabá, respostas da Prefeitura para a fila de cerca de 24 mil pessoas que aguardam atendimento psiquiátrico e psicoterápico no município. Por meio de requerimento de informação, a parlamentar questionou a Secretaria Municipal de Saúde sobre quais medidas serão adotadas para reduzir a espera e ampliar o atendimento em saúde mental.

No encerramento do Setembro Amarelo, Maysa alertou que o sofrimento psíquico acontece durante todo o ano e relatou o caso de uma jovem de 23 anos, com transtorno bipolar e depressão profunda, que procurou ajuda na Policlínica do Coxipó, em unidade básica de saúde e no CAPS. Segundo o relato recebido pelo gabinete, mesmo após buscar atendimento em diferentes pontos da rede, a jovem não recebeu a assistência necessária e acabou tirando a própria vida.

“Essa menina procurou ajuda. Passou por vários pontos da nossa rede, pediu socorro e não teve o atendimento de que precisava. A mãe guarda até hoje os prontuários e as cartas da filha. A minha filha tem 22 anos. Eu não consigo imaginar o tamanho da dor dessa mãe. E não consigo olhar para uma fila de 24 mil pessoas e tratar isso apenas como um número”, afirmou Maysa.

A vereadora também citou o caso da mãe da jornalista Janaiara, que morreu por suicídio e, segundo o relato apresentado por Maysa, recebeu uma mensagem da Prefeitura informando sobre sua consulta dois anos depois da morte. “Não estamos falando apenas de uma fila. Estamos falando de pessoas que estão sofrendo e procurando o poder público porque precisam de ajuda. Depressão é doença e precisa ser tratada como doença. Quem tem diabetes ou um problema cardíaco procura atendimento e não é questionado. Quem tem depressão também precisa ser acolhido, atendido e respeitado”, destacou.

Maysa reforçou que o debate sobre saúde mental não pode terminar com o Setembro Amarelo. “A depressão, o sofrimento psíquico e o risco de suicídio acontecem nos 365 dias do ano. Eu quero saber o que o município de Cuiabá está fazendo para resolver essa fila de 24 mil pessoas que esperam por atendimento psiquiátrico e psicoterápico. Essa é a pergunta que eu faço hoje e que precisa de uma resposta”, finalizou.

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