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MPMT orienta produtores de Tapurah sobre distâncias mínimas na aplicação de agrotóxicos

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Com a abertura da safra 2026/2027 e o fim do vazio sanitário da soja, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, expediu recomendação a proprietários, possuidores, arrendatários e produtores rurais que cultivam áreas próximas ao perímetro urbano do município e de seus distritos. A medida tem caráter preventivo e orientativo e busca assegurar o cumprimento da legislação sobre aplicação de agrotóxicos, conciliando a atividade agrícola com a proteção da saúde da população.

A recomendação reforça que a legislação estadual proíbe a aplicação terrestre mecanizada de agrotóxicos a menos de 90 metros de bairros, residências, unidades de saúde, escolas, mananciais de captação de água e nascentes. No caso da aplicação aérea, as normas federais determinam afastamento mínimo de 500 metros de áreas povoadas e de mananciais destinados ao abastecimento público.

A atuação do Ministério Público foi motivada por levantamento técnico realizado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução Ambiental (CAEx Ambiental), que identificou lavouras implantadas em distâncias reduzidas da área urbana. Das sete propriedades analisadas, seis apresentavam cultivos localizados entre 1,99 metro e 58,79 metros de residências e de uma unidade de saúde, situação que aumenta os riscos decorrentes da deriva de defensivos agrícolas e da dispersão de poeira gerada pelas operações de preparo do solo e colheita.

O promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues destaca que a iniciativa não tem por objetivo restringir a produção agrícola, atividade fundamental para a economia local, mas garantir que ela seja exercida de forma compatível com a qualidade de vida dos moradores. Segundo ele, a faixa de proteção prevista na legislação não precisa permanecer sem utilização. “O espaço pode ser destinado a cultivos sem aplicação mecanizada de agrotóxicos, manutenção por roçada ou implantação de cortinas vegetais, alternativas capazes de reduzir impactos e preservar a produtividade das propriedades”, destacou.

Na recomendação, o Ministério Público orienta os produtores a identificarem e delimitarem as áreas de proteção, adotarem técnicas para redução da deriva dos produtos químicos, observarem rigorosamente as condições climáticas durante as aplicações e adotarem medidas para minimizar a emissão de poeira nas proximidades de residências. Também foi solicitado que mantenham regularizados os cadastros das áreas cultivadas junto ao Sistema de Defesa Sanitária Vegetal (SISDEV) e a documentação ambiental dos imóveis.

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) também recebeu a recomendação. O órgão deverá intensificar as ações de orientação e fiscalização durante o período de plantio e de aplicação de defensivos, verificando o cumprimento das distâncias mínimas previstas na legislação e a regularidade cadastral das propriedades.

Produtores rurais e o Indea-MT terão prazo de 30 dias para apresentar documentação comprovando o atendimento às orientações expedidas pela Promotoria de Justiça. O Ministério Público ressalta que a recomendação integra uma estratégia preventiva voltada à construção de soluções que permitam o desenvolvimento do agronegócio sem comprometer a saúde, a segurança e o bem-estar da população de Tapurah.

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Bombeiros enfrentam rio perigoso e suspendem buscas por adolescente desaparecida

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As buscas por uma adolescente de 13 anos desaparecida no rio Arinos, entre Tapurah e Nova Maringá, foram interrompidas no fim da tarde desta segunda-feira (1º) após um primeiro dia de operação marcado por dificuldades impostas pelo próprio rio. A força da correnteza, a água turva, as pedras no fundo e os rebojos tornaram o trabalho dos mergulhadores mais arriscado e limitaram o avanço das equipes.

A adolescente submergiu na tarde de domingo (31.05), enquanto pescava com amigos. Assim que receberam o chamado, militares da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar foram até o local ainda no domingo para fazer o reconhecimento da área e levantar informações com apoio de moradores da região.

Na manhã desta segunda, a operação foi retomada com reforço: quatro bombeiros militares, entre eles dois mergulhadores especializados, saíram às 6h levando o equipamento necessário para a busca subaquática. O trabalho seguiu ao longo de todo o dia, mas precisou ser encerrado às 17h30, quando os cilindros de ar utilizados pelos mergulhadores chegaram ao fim.

A equipe retornou a Lucas do Rio Verde no final da tarde. A ocorrência continua em andamento e as buscas devem ser retomadas na manhã desta terça-feira.

 

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