MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT conquista primeiro lugar com projeto de governança e gestão
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso foi vencedor do prêmio CNMP 2024 na categoria Governança e Gestão, com o projeto Núcleo de Apoio aos Acordos de Não Persecução Penal e Diligências. A iniciativa concorreu com outros 128 inscritos de todo o país.
Em segundo e terceiro lugar foram premiados os projetos Pro-Fisc – Sistema Eletrônico de Fiscalização, do Ministério Público de Minas Gerais, e Inovação Aberta, do Ministério Público de Santa Catarina, respectivamente.
O Núcleo de ANPP e Diligências foi implantado para reduzir o estoque de inquéritos policiais passíveis de acordo em tramitação na instituição e tem garantido mais celeridade e resolutividade por meio da autocomposição. Em menos de um ano, 1.727 acordos foram firmados.
Segundo a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Claire Vogel Dutra, a iniciativa possibilitou a redução do tempo de andamento dos inquéritos policiais, garantindo uma resposta mais célere à sociedade.
“Importante destacar que a medida foi implementada apenas com a reorganização administrativa, mudanças de fluxos e medidas de gestão. A instituição não dispendeu nenhum recurso para a execução da iniciativa que, por sinal, foi muito bem sucedida”, ressaltou a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, que durante a solenidade premiação esteve acompanhada dos servidores Raquel Nunes Galvão Dioz (supervisora administrativa do Centro de Apoio Administrativo das Promotorias da Capital) e Olaci Alves Pereira (coordenador do do Núcleo de ANPP e Diligências).
A estrutura do Núcleo de ANPP e Diligências é formada por servidores remanejados durante reforma administrativa e dá suporte aos promotores de Justiça na realização de diligências, desde a consulta de antecedentes até a localização e notificação dos investigados.
Nesta edição, o prêmio CNMP recebeu 661 inscrições. Ao todo, 27 iniciativas foram premiadas em nove categorias e farão parte do Banco Nacional de Projetos, que compartilha e difunde as boas práticas no MP brasileiro.
Durante a solenidade também foi apresentada a plataforma MP Digital. “O prêmio sempre foi reflexo do espírito inovador que nos impulsiona. O reconhecimento do trabalho árduo, da criatividade e comprometimento de membros e servidores, que acreditam na força da instituição pública que está conectada com os anseios da comunidade. Com o lançamento da plataforma MP Digital damos mais um passo nesta jornada de impactar positivamente a vida das pessoas”, ressaltou o conselheiro Moacyr Rei Filho.
Reconhecimento: Esta é a terceira premiação recebida pelo MPMT, nos últimos dois meses. A instituição foi contemplada com o primeiro lugar na 5ª Edição do Prêmio de Inovação Judiciário Exponencial (J Ex), categoria Projetos / Inovação Tecnológica, com o projeto Satélites Alertas – Combate aos Desmatamentos e Queimadas Ilegais, e também no Prêmio Melhores do Ano 2024 do PMI-GO (Project Management Institute Goiás) na categoria de melhor projeto, com o Sistema de Planejamento e Gestão (Sisplan).
Crédito Foto: CNMP Leonardo Prado
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Ministério Público denuncia funcionários de clínica pela morte de paciente
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou um funcionário que atuava como plantonista em uma clínica de reabilitação pela morte de um paciente de 38 anos, ocorrida em junho deste ano, em Cuiabá. A acusação imputa ao profissional os crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual.
As investigações do Ministério Público evidenciaram que o denunciado não possui formação na área da saúde, nem qualquer qualificação técnica para o cuidado de pessoas. O funcionário, que atuava como monitor responsável pelo turno noturno, não detinha o preparo necessário para o manejo de internos com quadros de saúde mental, como era o caso da vítima, que possuía diagnóstico de esquizofrenia e dependência química.
De acordo com a denúncia, a vítima era mantida durante a noite em um cômodo isolado sob a custódia do plantonista. Na data do fato, após apresentar comportamento agitado e solicitar medicação, o paciente foi contido pelo funcionário. O Ministério Público narra que a contenção evoluiu para agressões físicas sucessivas, incluindo tapas, chutes e manobras de estrangulamento.
A denúncia detalha que, após um episódio em que a vítima perdeu a consciência, o plantonista a imobilizou com cordas. Aproveitando-se da impossibilidade de reação, o funcionário teria, segundo o MP, matado o paciente por estrangulamento utilizando um cinto. O crime foi presenciado por outros internos que auxiliavam o plantonista na vigilância da unidade.
A versão inicial apresentada pela direção da clínica sugeria que o paciente havia cometido suicídio. Contudo, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou inconsistências entre a cena do crime e a narrativa apresentada, o que motivou a denúncia por fraude processual, caracterizada pela tentativa do funcionário de alterar o local e forjar a causa da morte.
O Ministério Público aplicou agravantes de violação do dever inerente à função e de crime praticado contra pessoa enferma. A defesa do denunciado não foi localizada para comentar os termos da denúncia, mas o espaço fica à disposição.
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