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Ministério Público cobra soluções para falta de água em Porto Alegre do Norte

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Porto Alegre do Norte, tomou a frente na busca por soluções para os problemas crônicos de abastecimento de água que afligem a população local. Nesta semana, um encontro crucial na Câmara de Vereadores do município reuniu representantes do Poder Público, da concessionária Sanepan e da sociedade civil para debater o tema.

Presidida pelo promotor de Justiça Brício Britzke, a reunião contou com a presença de vereadores, membros do Poder Executivo Municipal e da empresa Sanepan (Saneamento de Porto Alegre do Norte), responsável pelo fornecimento de água na cidade. O objetivo principal foi expor a gravidade da situação e exigir ações concretas para reverter o cenário de interrupções e baixa qualidade no serviço.

Durante o encontro, moradores e autoridades relataram os desafios diários enfrentados: constantes interrupções no fornecimento, baixa pressão nas redes e falhas estruturais generalizadas no sistema. Há anos, esses problemas comprometem o acesso dos cidadãos a um recurso essencial, impactando diretamente a qualidade de vida em Porto Alegre do Norte.

Diante do quadro, o MPMT cobrou da Sanepan e do Poder Público Municipal a implementação de soluções técnicas eficazes e uma postura de maior responsabilidade. Como resultado, foram firmados compromissos que abrangem tanto medidas emergenciais quanto um planejamento de longo prazo. Entre as ações imediatas, destacam-se a aquisição de novos equipamentos e a adoção de técnicas para garantir a regularidade do abastecimento nos próximos meses, visando evitar novas interrupções.

No horizonte, prevê-se a apresentação de um plano de melhorias estruturais que inclui a construção de uma nova estação de tratamento e a modernização do sistema de captação e distribuição. Essas iniciativas visam não apenas sanar as deficiências atuais, mas também acompanhar o crescimento populacional do município, assegurando a sustentabilidade do serviço.

Para formalizar os compromissos assumidos, a Promotoria de Justiça de Porto Alegre do Norte deverá elaborar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O documento estabelecerá responsabilidades claras, prazos para a execução das obras e medidas, e as condições para um fornecimento de água eficiente, seguro e de qualidade para a comunidade.

O promotor Brício Britzke reiterou o papel fiscalizador do Ministério Público. “O Ministério Público continuará atuando de forma firme, fiscalizando e acompanhando cada etapa desse processo, para garantir que a população de Porto Alegre do Norte tenha acesso a um serviço de abastecimento de água digno, regular e compatível com as necessidades do município”, afirmou o promotor, reforçando o compromisso da instituição com a defesa dos direitos dos consumidores e a garantia de serviços públicos essenciais.

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Comissão de Combate ao Trabalho Escravo promove seminário em Porto Alegre do Norte

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).

A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.

“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.

A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.

No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.

Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.

“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.

A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.

“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.

As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.

 

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