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Saúde

Mato Grosso capacita agentes indígenas de saúde e saneamento para fortalecer atendimento em aldeias

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A proposta é qualificar os AIS e AISAN que atuam nos cinco Dseis localizados em Mato Grosso e o projeto deve capacitar cerca de 900 estudantes

Em um esforço contínuo para aprimorar a atenção à saúde nas comunidades tradicionais, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso, em parceria com importantes instituições, está promovendo um curso de qualificação para Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN) do Distrito Sanitário Especial Indígena Kaiapó (Dsei Kaiapó). A capacitação, que se estende até o dia 17 de setembro, ocorre na Aldeia Piaraçu, localizada na Terra Indígena Capoto-Jarina.

A iniciativa é resultado de uma colaboração estratégica entre a Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o próprio Dsei Kaiapó e o Ministério da Saúde. O projeto visa qualificar cerca de 900 agentes indígenas que atuam nos cinco Dseis presentes em Mato Grosso, garantindo um atendimento mais eficaz e culturalmente sensível.

Qualificação abrangente para o fortalecimento da saúde indígena

Nesta etapa específica, 30 alunos das etnias Kaiapó, Metuktire e Terena estão participando ativamente do treinamento. Segundo Silvia Tomaz, superintendente da Escola de Saúde Pública do Estado, os docentes responsáveis pelas aulas são da Unifesp e do Dsei Kaiapó, unindo o conhecimento acadêmico à vivência local.

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“Estão sendo abordados temas cruciais como morbidade, mortalidade infantil, síndromes gripais, técnicas de visita domiciliar, doenças respiratórias e saneamento ambiental”, detalhou Silvia. A grade curricular também se aprofunda em aspectos vitais para a saúde coletiva, incluindo o manejo da água, esgoto, resíduos sólidos e a qualidade do ar, fatores que impactam diretamente a saúde das comunidades.

A Escola de Saúde Pública desempenha um papel fundamental, participando desde o planejamento das aulas e a elaboração dos cadernos pedagógicos até a efetivação das matrículas, acompanhamento pedagógico e a certificação dos agentes.

Silvia Tomaz enfatiza o impacto direto da qualificação: “Esses agentes já atuam nas equipes de saúde e saneamento das aldeias. Após a qualificação, eles estarão ainda mais preparados para exercer as suas atividades com mais eficácia e contribuir de forma articulada, com embasamento técnico, científico e ético, respeitando a interculturalidade e promovendo uma atenção diferenciada à saúde dos povos indígenas”.

Retomada pós-pandemia e presença de lideranças

O projeto de capacitação teve início em dezembro de 2019, mas foi paralisado em março de 2020 devido à pandemia do coronavírus, que impôs desafios significativos às comunidades indígenas. As aulas foram felizmente retomadas em 2024, demonstrando a resiliência e o compromisso dos envolvidos com a saúde indígena.

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A importância da iniciativa foi sublinhada pela presença de figuras proeminentes, como o cacique Megarom Txucarramãe e outras lideranças indígenas, que participaram da cerimônia de abertura, reforçando o apoio e o engajamento das comunidades no processo de qualificação.

Os agentes de saúde do Dsei Kaiapó receberão um total de 500 horas de capacitação, enquanto os agentes de saneamento terão 450 horas, distribuídas em momentos de concentração para aulas teóricas e dispersão com atividades práticas, garantindo uma formação completa e adaptada à realidade local.

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Saúde

Novas máquinas de hemodiálise contínua entram em operação no Hospital Central de Mato Grosso

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O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado com equipamentos de hemodiálise contínua em operação. O uso dessas máquinas visa garantir mais estabilidade aos pacientes com quadros graves que passaram por procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e neurocirurgias.

Ao todo, a unidade conta com cinco equipamentos – dois na UTI Pediátrica e três na UTI Adulta -, responsáveis por assumir temporariamente o trabalho dos rins quando eles deixam de funcionar adequadamente, ajudando a manter o organismo em equilíbrio. Porém, o que uma máquina convencional faz num período curto, de cerca de 4h, os novos equipamentos do Hospital Central realizam por prazos de até 72 horas, de forma contínua. Esse período mais longo dá mais estabilidade ao organismo do paciente, o que contribui para uma recuperação mais assertiva.

“Quando você retira muito rápido sangue e toxinas do organismo, o estado de saúde do paciente grave pode piorar e, muitas vezes, é preciso interromper o tratamento. Com essa máquina, é possível fazer essa retirada de forma mais lenta e segura. Isso dá tempo para que os antibióticos façam efeito e para que a equipe consiga estabilizar o organismo do paciente, aumentando as chances de ele atravessar esse período crítico com mais segurança”, esclarece o coordenador médico da UTI Adulta, Eduardo Gomes.

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O procedimento de hemodiálise pode, por exemplo, causar pressão baixa nos pacientes, dentre outras variáveis que descompensam o organismo. No caso de pacientes em quadro crítico, perfil atendido pelo Hospital Central, alterações dessa natureza, quando acontecem de forma mais abrupta, podem tornar o caso ainda mais grave, ampliando o risco. Já com as máquinas de diálise contínua, a chance de instabilidade diminui.

“O paciente no pós-operatório de uma cirurgia cardíaca, por exemplo, já passou por um procedimento complexo e de alto risco. Quando os rins não conseguem funcionar adequadamente, fazer a diálise de forma convencional pode ser mais difícil, porque ele ainda está em um momento de grande fragilidade. Com esse equipamento, a retirada de líquidos acontece de maneira lenta e contínua, o que traz mais segurança durante o tratamento”, acrescenta Eduardo Gomes.

O equipamento também pode auxiliar na retirada do excesso de gás carbônico do organismo. O recurso é importante para pacientes com problemas pulmonares graves, nos quais os pulmões não conseguem eliminar adequadamente esse gás, que se acumula no sangue e agrava o quadro clínico. Com a nova tecnologia, essa remoção pode ser feita de forma contínua e controlada, ampliando o suporte oferecido aos pacientes em estado crítico.

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Para a entrada em funcionamento dos equipamentos, profissionais do Hospital Central passaram por uma qualificação técnica, com a fabricante, e com a equipe do Einstein Hospital Israelita, organização filantrópica responsável pela gestão da unidade pública

“Preparamos os profissionais para utilizar os novos equipamentos e, também, para aplicar protocolos e práticas assistenciais já adotados pelo Einstein. O objetivo foi padronizar o cuidado e garantir aos usuários do SUS de Mato Grosso o mesmo padrão de excelência assistencial que orienta a atuação da organização”, frisa a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.

O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade pública de saúde que atende pacientes do SUS de Mato Grosso, encaminhados pela Central Estadual de Regulação.

Confira neste link um vídeo sobre o funcionamento do equipamento.

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