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Educação

Mato Grosso abre consulta pública para expandir modelo cívico-militar para 66 escolas

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) deu um novo passo rumo à expansão do modelo de gestão cívico-militar, publicando, nesta segunda-feira, editais de chamamento para consulta pública. A iniciativa visa converter 66 escolas regulares, distribuídas em 28 municípios, para esse formato de gestão compartilhada.

As audiências públicas estão agendadas para os dias 24 e 25 de fevereiro, e ocorrerão nas próprias unidades de ensino contempladas. A expectativa é que a comunidade escolar – incluindo servidores, estudantes e seus familiares – participe ativamente, expressando opiniões e manifestações sobre a proposta de conversão.

O secretário de Educação, Alan Porto, defende a consulta como um pilar de legitimidade para a decisão. “Estamos abrindo as portas para o diálogo e garantindo que a decisão seja construída com quem está na ponta. Isso melhora a política pública e fortalece a confiança na escola”, declarou Porto, enfatizando o compromisso da Seduc com a transparência e o protagonismo da comunidade.

Expansão e Metas Ambiçõesas

Atualmente, a rede estadual de ensino de Mato Grosso já conta com 105 escolas operando sob o modelo cívico-militar. Com esta nova fase, a Seduc busca ampliar a abrangência em importantes cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Colíder, Denise, Tangará da Serra, Jaciara e Alta Floresta, entre outras.

Leia mais:  Alan Porto defende atualização da lei da carreira da Educação para acompanhar transformação das escolas de MT

As Diretorias Regionais de Educação (DREs) de Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Cáceres, Tangará da Serra, Diamantino, Matupá e a Diretoria Metropolitana (Cuiabá) foram as contempladas nesta etapa.

A meta ambiciosa do governo é alcançar um total de 205 escolas cívico-militares ainda em 2026. Para atingir esse objetivo, a secretaria prevê a publicação de novos editais de consulta pública para outras 34 unidades até o mês de abril.

Clareza sobre o Modelo de Gestão

A Seduc esclarece que a implementação do Programa de Escola Cívico-Militar não promove alterações no currículo escolar, uma vez que o modelo não está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/96).

“A mudança ocorre apenas na forma de gestão, que passa a ser compartilhada”, explicou o secretário Alan Porto. A Gestão Pedagógica permanece sob a responsabilidade exclusiva dos profissionais da educação – diretores, coordenadores pedagógicos e professores civis da rede estadual –, seguindo rigorosamente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Já a Gestão Administrativa e as ações focadas na disciplina contam com a participação de militares da reserva. A atuação desses profissionais é restrita ao apoio à gestão, organização do ambiente escolar, controle de acesso, atividades de civismo e a transmissão de valores como disciplina, hierarquia e organização.

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Para Alan Porto, essa estrutura compartilhada fortalece o trabalho pedagógico ao criar um ambiente mais organizado e propício ao aprendizado. “Quando a escola funciona com rotina, respeito e clareza de regras, o professor consegue ensinar com mais tranquilidade e o aluno consegue aprender com mais foco”, afirmou, ressaltando que o objetivo é “somar esforços sem interferir na sala de aula”, preservando a autonomia pedagógica da rede.

Confira a relação das escolas AQUI

 

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Educação

Alan Porto defende atualização da lei da carreira da Educação para acompanhar transformação das escolas de MT

Candidato a deputado estadual afirma que Lei Complementar 50, criada em 1998, não acompanha a atual estrutura das escolas e precisa ser modernizada

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Ex-secretária de Educação, Alan Porto

O ex-secretário de Estado de Educação de Mato Grosso e candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) defende a necessidade de atualização da Lei Complementar nº 50/1998, que estabelece a carreira dos profissionais da Educação Básica do Estado. Para ele, a legislação, criada há quase três décadas, não acompanha as transformações pelas quais passaram as escolas da rede estadual e precisa ser revisada para incorporar novas funções, modelos de ensino e estruturas pedagógicas.

A LC 50/1998, que tem como objetivo organizar e estruturar a carreira dos profissionais da Educação Básica, incluindo professores, profissionais de suporte pedagógico e servidores das áreas administrativa e de apoio, já recebeu diversas alterações ao longo dos anos, entre elas mudanças promovidas pela Lei Complementar nº 807, de 2024.

Na avaliação de Alan Porto, porém, as mudanças pontuais não são suficientes para adequar o marco legal à realidade atual da rede estadual. “Precisamos melhorar a Lei Complementar 50. Uma lei obsoleta, que não representa a atual estrutura organizacional dentro da escola de Mato Grosso”, afirma.

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Como exemplo, o ex-secretário cita a presença de equipes psicossociais nas unidades escolares. Segundo ele, profissionais como psicólogos e assistentes sociais passaram a fazer parte da realidade das escolas, mas não estão adequadamente contemplados na estrutura estabelecida pela legislação original (LC 50/1998).

Alan Porto, que esteve à frente da Seduc no período de 2019 a 2026, destaca as mudanças nos modelos educacionais adotados pela rede estadual a partir de 2019. Entre elas estão as escolas vocacionadas, as unidades de tempo integral e a ampliação de atividades curriculares, como projetos de vida, protagonismo juvenil e grêmios estudantis. “Nossas leis precisam ser ajustadas a esse novo momento”, defende

Legado na Educação

A proposta é apresentada por Alan Porto como uma das razões para sua candidatura à Assembleia Legislativa. Na avaliação do ex-secretário, a atuação parlamentar será fundamental para garantir continuidade das políticas implementadas em Mato Grosso nos últimos anos, que incluem uma série de investimentos em infraestrutura, tecnologia, alimentação, material didático moderno e novos modelos pedagógicos. “Precisamos proteger esse legado”, afirma.

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Entre os resultados utilizados pelo ex-secretário para sustentar essa avaliação está a evolução de Mato Grosso no Ideb. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação, o Mato Grosso passou da 22ª posição nacional em 2019 para a 6ª colocação em 2026.

O ex-secretário destaca que ainda existem desafios a serem enfrentados e que nem todas as mudanças poderiam ser concluídas em sete anos. “Temos ações ainda que precisam avançar, mas nesse caminho que estamos seguindo, eu não tenho dúvida nenhuma que nos próximos anos nós teremos a melhor educação do Brasil”, declara.

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