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MASSACRE DA ALDEIA TACHOS

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Em fins do século XIX, índios Bororos que habitavam as cercanias do território do atual município de General Carneiro, atacaram a família de Clarismundo Jovita Peres. Os índios eram da Aldeia Tachos, também conhecida por Barigajau. Houve violento revide por parte dos moradores de Barreiro Grande. O próprio Clarismundo comandou expedições punitivas que provocaram uma das maiores matanças de que se tem notícia. Uma verdadeira guerra. Registros históricos dão conta de que pelo menos 500 índios foram mortos nesta ação. Após os ataques aos Bororo, Clarismundo voltou à estação telegráfica com seu troféu de guerra – um caldeirão de salmoura abarrotado de orelhas de índios mortos. A expedição de Clarismundo chegava faminta e estropiada. Enquanto ocorria a carnificina, o telegrafista Hipólito comunicou ao então major Cândido Mariano da Silva Rondon, que Clarismundo saíra em expedição, contando também os objetivos. Rondon respondeu, dando ordens ao telegrafista, para que prendesse Clarismundo e resolvesse com muita conversa aquela situação difícil. Hipólito recebeu Clarismundo com voz de prisão. O que Clarismundo fez foi puxar de dentro do caldeirão um rosário de 499 orelhas e mandou que o telegrafista fizesse a comunicação que interessasse fazer, mas que ele, Clarismundo, iria completar as 500 orelhas que trazia consigo. O telegrafista, temendo pela própria vida, julgando que sua orelha iria enfeitar o rosário de Clarismundo, fez vistas grossas, deixando escapar os bandoleiros. (AM)

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MENEZES (Alfredo da Mota)

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Advogado, historiador, articulista, professor (Poxoréu-MT). Estudou Direito e História na cidade paulista de Franca, de 1965 a 1969. É Ph.D. em história da América Latina pela Tulane University e Mestre na mesma área e instituição em New Orleans, ambos no EUA. É articulista do jornal A Gazeta, de Cuiabá, onde escreve semanalmente. Escreveu vários livros, a exemplo de “A Herança de Stroessner: Brasil-Pareaguai, 1955-1980”, em 1987; “La Herencia de Stroessner”, publicado em Assunção, no Paraguai, em 1990; “Guerra do Paraguai: Como Construímos o Conflito”, em 1998, dentre outros livros e artigos de interesse latino-americano. Foi presidente da Fundação Pedroso Horta (1985-87; secretário-geral do PMDB-MT, 1987-88; Vice-presidente do PSDB (1993-95 e presidente em 1995-97 e Assessor de Relações Internacionais do governo de Mato Grosso em 1999-2002.

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