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Mais de 10 cursos do Programa Qualifica Sinop estão com vagas abertas para início em abril e maio

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O Programa Qualifica Sinop, realizado pela Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação, está com mais de 10 novas turmas nos cursos de qualificação profissional nas áreas de construção civil, alimentação, eletroeletrônica, administração e tecnologia da informação, para início dia 17 deste mês e outras a partir de 2 de maio. Os cursos serão ministrados tanto na sede do Senai quanto na Organização Multifuncional de Desenvolvimento e Auxílio Social (OMDAS).

São turmas de assistente administrativo, montador e reparador de computadores, padeiro, confeiteiro, assentador de revestimento cerâmico, pintor de obras e outros. Para efetuar a matrícula, os interessados devem comparecer pessoalmente onde o curso de seu interesse será sediado, portando os seguintes documentos pessoais: CPF e RG, comprovante de endereço atualizado (tarifa de água, luz ou telefone). Bem como o comprovante de escolaridade, seja o histórico escolar, certificado, diploma ou declaração. Caso o aluno seja menor de idade deve estar acompanhado do responsável legal, pai, mãe ou outro, tendo em mãos o CPF e RG.

As matrículas no Senai são feitas de segunda a sexta-feira, das 8h até às 20h. Para mais informações o telefone de contato é o (66) 3531-2062. Já a ONG OMDAS atende das 8h às 11h e no período vespertino, das 13h às 17h, o telefone disponível em caso de dúvidas é o (66) 99711-0124.

O Qualifica Sinop foi lançado em dezembro do ano passado, realizado em parceria entre a Prefeitura e o Senai para ofertar 1800 vagas em cursos de qualificação profissional à população do município nas diversas áreas de atuação, principalmente as mais solicitadas pelo mercado de trabalho local.

Confira os cursos com vagas abertas para início em abril e maio e o local onde a turma será sediada:

Mês de Abril:

Cozinheiro industrial – Previsão de início: 17/04, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h – 20 vagas disponíveis – carga horária 280 horas. Requisitos: idade mínima 16 anos e ensino fundamental completo. Local para matrículas: ONG OMDAS;

Montador e reparador de computadores – Previsão de início: 17/04, de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h – cinco vagas disponíveis. Requisitos: idade mínima 16 anos e ensino fundamental completo. Local para matrículas: Senai;

Panificação (padeiro) – Previsão de início: 17/04, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 – 19 vagas disponíveis. Requisitos: idade mínima 16 anos, 6º ano do ensino fundamental completo. Local para matrículas: ONG OMDAS e SENAI;

Assentador de revestimento cerâmico – Previsão de início: 17 de abril, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h – três vagas disponíveis. Requisitos: idade mínima 16 anos e ensino fundamental completo. Local para matrículas: Senai;

Operador de computador: Previsão de início: 17 de abril, de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h – 25 vagas disponíveis – carga horária 220 horas. Requisitos: idade mínima 16 anos e ensino fundamental completo. Local para matriculas: ONG OMDAS.

Mês de Maio:

Assistente administrativo – Previsão de início: 02 de maio, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h – 30 vagas disponíveis – carga horária 250 horas. Requisitos: idade mínima 14 anos e ensino fundamental completo. Local para matrículas: Senai;

Confeiteiro – Previsão de início: 02 de maio, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h – cadastro reserva – carga horária 220 horas. Requisitos: idade mínima 16 anos, ser alfabetizado. Local para matrículas: Senai;

Pintor de obras – Previsão de início: 15 de maio, de segunda à sexta-feira, das 18h às 22h – 21 vagas disponíveis – carga horária 200 horas – 21 vagas disponíveis. Requisitos: idade mínima 18 anos e 5º ano do ensino fundamental completo. Local para matrículas: Senai;

Instalador hidráulico – segunda a sexta-feira, das 18h às 22h – 28 vagas disponíveis – carga horária 212 horas. Requisitos: idade mínima 18 anos e 5º ensino fundamental completo. Local para matrículas: Senai;

Operador de computador – Previsão de início: 10 de maio, de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 17h30 – 25 vagas – carga horária 220 horas. Requisitos: Comprovar idade mínima de 14 anos e ensino fundamental I completo (1º ao 5º). Local para matrículas: Senai;

Soldador eletrodo revestido – Previsão de início: 8 de maio, de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h – 25 vagas disponíveis – carga horária 200 horas. Requisitos: idade mínima 18 anos e ensino fundamental completo. Local para matrículas: Senai.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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8 dicas para evitar rupturas na farmácia hospitalar

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A ruptura de itens na farmácia hospitalar compromete mais do que o fluxo interno de abastecimento. Quando um medicamento ou insumo deixa de estar disponível no momento necessário, toda a cadeia assistencial sofre impacto, desde o atraso em protocolos até a pressão extra sobre equipes que já operam com alta responsabilidade. Em ambientes de saúde, prevenir falhas de estoque é uma medida diretamente ligada à segurança do paciente e à continuidade do cuidado.

Por isso, a rotina de gestão precisa ser organizada com critérios claros, monitoramento frequente e decisões baseadas no consumo real. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, instituições mais preparadas estruturam processos que reduzem perdas, antecipam riscos e tornam o abastecimento mais previsível. Algumas práticas simples, quando bem executadas, fazem diferença concreta no dia a dia hospitalar.

1. Mapeie os itens críticos da operação

Nem todo produto tem o mesmo peso dentro da rotina assistencial. A farmácia hospitalar precisa identificar quais itens são indispensáveis para urgência, internação, centro cirúrgico, UTI e atendimento ambulatorial, separando o que é essencial do que pode ter reposição com menor prioridade. Esse mapeamento evita que a atenção da equipe se disperse em produtos de baixo impacto operacional.

Uma classificação por criticidade ajuda a definir níveis mínimos de estoque, frequência de conferência e urgência de compra. Soluções parenterais, antibióticos, sedativos, materiais de suporte e medicamentos de uso contínuo costumam exigir vigilância maior. Quando esse grupo é conhecido com precisão, a chance de ruptura cai, porque o controle deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da instituição.

2. Revise o consumo médio com frequência

Muitos estoques entram em desequilíbrio porque trabalham com médias antigas, sem considerar sazonalidade, mudança de perfil assistencial ou ampliação de leitos. O consumo médio deve ser revisado periodicamente para acompanhar oscilações reais da demanda. Um hospital com aumento de cirurgias eletivas, por exemplo, pode exigir reposição mais agressiva de determinados medicamentos e materiais em poucas semanas.

Essa revisão também ajuda a corrigir distorções causadas por compras emergenciais ou picos temporários. O ideal é observar histórico recente, comportamento por setor e recorrência de uso. Quando a leitura do consumo é atualizada, o pedido deixa de ser estimado no improviso e passa a ser sustentado por evidências da operação.

3. Defina estoque mínimo, máximo e ponto de ressuprimento

Um dos erros mais comuns é manter produtos sem parâmetros objetivos de reposição. O estoque mínimo indica a reserva de segurança, o máximo evita excesso e vencimento, e o ponto de ressuprimento mostra o momento certo de iniciar nova compra. Sem essas referências, a gestão fica dependente de percepção individual, o que aumenta o risco de falhas.

Esse controle precisa considerar tempo de entrega, regularidade do fornecedor, criticidade do item e histórico de consumo. Em categorias sensíveis, como analgésicos, antibióticos, soluções parenterais e materiais de uso contínuo, a definição desses limites contribui para manter a assistência contínua mesmo diante de oscilações de demanda ou atrasos logísticos. Não se trata apenas de armazenar mais, mas de estabelecer uma margem segura e racional para cada produto.

4. Integre a farmácia aos setores assistenciais

A ruptura raramente nasce apenas dentro da farmácia. Mudanças em protocolos, aumento de internações, abertura de novos serviços e alterações de prescrição impactam o consumo de forma direta. Quando a equipe de abastecimento trabalha isolada, parte importante dessas informações chega tarde demais, e o ajuste de estoque acontece somente após a escassez aparecer.

Uma comunicação mais próxima com enfermagem, corpo clínico, centro cirúrgico e compras melhora a previsibilidade. Reuniões curtas de alinhamento, alertas sobre mudanças de rotina e compartilhamento de indicadores já ajudam a antecipar necessidades. Quanto mais integrada estiver a farmácia aos setores assistenciais, menor a dependência de respostas emergenciais.

5. Padronize cadastros e unidades de medida

Falhas cadastrais parecem detalhes administrativos, mas costumam causar erros sérios de planejamento. Um mesmo item registrado com descrições diferentes, apresentações parecidas ou unidades de medida inconsistentes prejudica inventários, distorce relatórios e compromete pedidos. Nessas situações, o sistema pode até indicar saldo, embora o produto correto esteja em falta.

Padronizar nomes, concentrações, formas farmacêuticas, embalagens e unidades de dispensação reduz ruído operacional. Além disso, facilita a rastreabilidade, melhora a conferência e torna os dados mais confiáveis para tomada de decisão. Uma base cadastral limpa é parte da segurança do estoque, não apenas uma formalidade de sistema.

6. Acompanhe validade, giro e itens sem movimentação

Evitar ruptura também envolve combater desperdício. Quando produtos vencem, ficam parados ou são comprados em volume incompatível com o giro, recursos deixam de estar disponíveis para itens realmente prioritários. O resultado costuma ser duplo: sobra em uma ponta e falta na outra.

A análise de giro permite identificar o que sai rapidamente, o que exige reposição frequente e o que precisa ter compra reavaliada. Já o monitoramento de validade ajuda a redistribuir itens entre setores antes da perda. Em vez de olhar apenas para a quantidade em estoque, a gestão passa a considerar a qualidade do estoque, o que melhora o uso do orçamento e reduz vulnerabilidades.

7. Estruture planos para compras emergenciais

Mesmo com controle robusto, situações excepcionais podem ocorrer. Atrasos logísticos, mudanças bruscas no perfil de atendimento, desabastecimento pontual e intercorrências assistenciais exigem respostas rápidas. Por isso, a instituição precisa ter um fluxo bem definido para compras emergenciais, com responsáveis, critérios de aprovação e canais já validados.

Esse plano não deve substituir a prevenção, mas funcionar como camada de proteção. Ter fornecedores homologados, alternativas terapêuticas previamente avaliadas e rotinas claras de comunicação evita decisões precipitadas em momentos críticos. Em ambiente hospitalar, agilidade sem padronização pode gerar novos riscos, inclusive de conformidade e segurança.

8. Monitore indicadores e trate desvios com rapidez

A gestão da farmácia hospitalar se fortalece quando deixa de operar apenas por percepção. Indicadores como taxa de ruptura, cobertura de estoque, itens vencidos, consumo por setor, tempo médio de reposição e volume de compras emergenciais mostram onde estão os gargalos. Com esse acompanhamento, os problemas deixam de ser eventos isolados e passam a ser sinais rastreáveis.

Mais importante do que medir é agir sobre os desvios encontrados. Se um grupo de itens rompe com frequência, pode haver falha de cadastro, erro no parâmetro de ressuprimento, consumo subestimado ou instabilidade no fornecimento. Quando a análise vira rotina, a farmácia ganha consistência, reduz improvisos e sustenta um abastecimento mais seguro para toda a operação.

Evitar rupturas na farmácia hospitalar depende menos de respostas heroicas e mais de método. Processos claros, dados confiáveis e integração entre equipes constroem um estoque capaz de sustentar cuidado contínuo, seguro e previsível.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 568, de 6 de dezembro de 2012. Regulamenta o exercício profissional na farmácia hospitalar e outros serviços de saúde. Brasília: CFF, 2012. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf.

PESSOA, Débora Luana Ribeiro (org.). Farmácia hospitalar e clínica e prescrição farmacêutica. Ponta Grossa: Atena, 2022. E-book (PDF). Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.655222009.

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