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MAGGI (Blairo Borges)
Engenheiro agrônomo, produtor rural, empresário, industrial e político (São Miguel do Iguaçu-PR – 1956). Carismático empresário e político, inicia sua vida empresarial como produtor rural ao lado de seu pai, André Maggi, que anteviu as possibilidades de sucesso do aproveitamento do cerrado mato-grossense como área de produção para a soja. Blairo Maggi formou-se em agronomia pela UFPR – Universidade Federal do Paraná, na capital daquele Estado, Curitiba. Naquela cidade, Curitiba, conheceu Terezinha de Souza Maggi, com quem veio a se casar, tendo três filhos: Tissiane, Belisa e André. Seu pai, André Maggi, em 1973, fundou a Sementes Maggi, que produzia sementes de soja e comercializava para cerealistas da cidade paranaense de Cascavel, um dos ícones da sojicultura no Brasil naquele período. Ainda na década de setenta, André Maggi veio a Mato Grosso e iniciou-se no plantio de soja no cerrado. Foram destas ações que se originou o GRUPO MAGGI, posteriormente mudado para GRUPO AMAGGI, em homenagem ao seu fundador, André Maggi, já falecido. Atualmente o grupo empresarial comandado por Blairo Maggi é composto das seguintes empresas: Sementes Maggi, Amaggi Exportação e Importação Ltda., Hermasa Navegação da Amazônia, Agropecuária e Maggi Energia Ltda. Além de compra de grãos, o Grupo cultiva algo milhares de dezenas de hectares de soja, milho e algodão, distribuídos nos municípios de Rondonópolis, Itiquira, Sorriso e Sapezal, dentre outras áreas, com produção de mais de 2 milhões de toneladas de soja ao ano, traduzidos em mais de 5,3% da produção nacional. Em 2001, o faturamento da empresa foi de mais de US$ 400 milhões. Estas cifras e números de produção de soja permitiram que há muitos anos o empresário Blairo Maggi passasse a receber o título de “Rei da Soja”, por ser o produtor que mais planta e colhe soja em nosso planeta. O Grupo Amaggi ocupa posição de destaque entre os maiores exportadores do Brasil, dentre os quais estão na maioria empresas multinacionais. Seu crescimento deve-se à forma que seu presidente atua. O Grupo Amaggi atuou, dentre outras atividades, na de colonização de cidades, tendo criado o núcleo que deu origem ao município de Sapezal, um próspero município na região oeste mato-grossense. Politicamente, Blairo Maggi, recebeu aprovação popular pela forma como atuou, com transparência, lisura e competência, fazendo com que todo o Estado de Mato Grosso recebesse benefícios e recursos da máquina pública, permitindo que a inclusão social fosse uma das marcas fortes de seu governo. Além do campo social, uma das áreas que Maggi deu atenção especial foi a preservação do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural do Estado de Mato Grosso. Tanto é que sua atuação neste sentido teve o reconhecimento da sociedade, que lhe outorgou o título de Presidente de Honra do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, instituição cultural mais antiga em atuação do Estado, fundada em 1919. Foi eleito Senador da República em 2010, com mais de 1 milhão de votos, tendo recebido votos em absolutamente todos os municípios do Estado.
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MURTINHO (Joaquim Duarte)
Médico, engenheiro civil, professor, financista, político e estadista (Cuiabá-MT, 07/12/1848, Rio de Janeiro-RJ, 19/11/1911). Nascido em família da alta sociedade cuiabana, Murtinho estudou em bons colégios no Rio de Janeiro. Escolheu Engenharia Civil, depois de ter concluído o estudo secundário no Rio de Janeiro, optando também por Medicina Homeopática, Economia Política e Ciências Físicas e Naturais. Na área de medicina dedicou-se aos mais carentes, fazendo curas assombrosas com seus diagnósticos rápidos e precisos, usando mais a intuição do que os laboratórios. Progressivamente foi assumindo o lugar de engenheiro. Foi também professor de Química Orgânica Experimental, Meteorologia, Biologia Industrial e Zoologia. Seu vigor científico deu-lhe destaque internacional e assegurou-lhe a posição de Homem de Estado. Tendo-se eleito Senador por Mato Grosso, participou da primeira Constituinte Republicana de 1891. Como médico particular do Marechal Deodoro da Fonseca, teve grande influência política em nosso Estado, como se observou na nomeação e exoneração do primeiro Governador, General Antônio Maria Coelho. Ao assumir a Presidência da República o Vice-presidente Manuel Vitorino Pereira (1896-97), Joaquim Murtinho foi nomeado Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, permanecendo até o retorno do presidente Prudente de Moraes às suas funções. O presidente seguinte, Campos Sales, nomeia Joaquim Murtinho Ministro da Fazenda, considerando-se ele, da forma como o presidente se considerava, “um homem que serve a República e não um homem que se serve da República” . Escreveu livros e teses científicas sobre o tema, dentre os quais “Respiração em Geral”, de 1872. É patrono da Cadeira 26 da Academia Mato-Grossense de Letras. No campo empresarial tinha participação em extração e processamento de erva-mate no sul de Mato Grosso através da Cia. Matte Laranjeira, da qual era sócio. Tornou-se uma figura nacionalmente conhecida, sendo que seu nome figura em inúmeros municípios em placas de ruas, avenidas e praças. A atuação de Murtinho, nas finanças do Brasil, ao fim de sua vida, era mundialmente reconhecida. Jornais do Brasil, do Uruguai, da Argentina, dos Estados Unidos, do México, da Inglaterra, da França, da Alemanha e ouros países foram unânimes em lhe reconhecer o mérito. O Jornal do Comércio, na edição e 12 de maio de 1914 abria notícia da seguinte forma: “O Brasil tem no saudoso estadista um dos seus maiores beneméritos, um dos seus filhos mais preclaros. Nunca serão demasiadas as homenagens prestadas à memória de Joaquim Murtinho, um dos maiores e mais prestimosos servidores da Nação”.
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