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KAYABÍ
Pertencentes à família lingüística Tupi-guarani, os Kayabi compõem um conjunto de vários grupos indígenas que habitam a região compreendida pelo médio curso do Rio Teles Pires e o Rio dos Peixes. Os tradicionais conflitos com os Bakairi, Rikbaktsa, Tapayuna e Apiaká forma sendo substituídos, no início do século XX, pelos embates com os seringueiros que tentavam se estabelecer no vale do Rio Arinos e nas imediações do Rio Verde, tributário do Teles Pires. O SPI, na tentativa de “pacificar” os Kayabi, instalou um Posto Indígena às margens do Rio Verde que foi sistematicamente hostilizado pelos índios, tendo que ser transferido de lugar algumas vezes, em busca de um local mais adequado aos trabalhos de atração dos índios. Contudo, foi a política implementada pela Fundação Brasil-Central, na década de 1940, que franqueou a alienação pelo Estado de Mato Grosso do extenso território dos Kayabi para o estabelecimento das colonizadoras e, com elas, o segmento de várias cidades como Sinop e Peixoto de Azevedo. Pressionados pelos frentes extrativistas, os índios se agruparam nos Postos Indígenas mantidos pelo SPI, no alto e baixo curso do Rio Teles Pires, e em uma missão religiosa localizada nas proximidades do saldo do Rio dos Peixes, junto aos Apiaká. A participação dos Kayabi na Expedição Roncador-Xingu, facilitou a transferência de uma parcela significativa de sua população para o Parque Indígena do Xingu, como forma de atenuar a grave situação em que se encontravam, em decorrência das doenças e dos conflitos com os seringueiros. Atualmente, os índios Kayabi do Xingu, com o apoio dos que permaneceram na missão, iniciaram um movimento de reocupação do seu antigo território, localizado no Batelão, afluente da margem esquerda do Rio dos Peixes, de onde foram retirados, em 1966. A tentativa de retorno dos índios resultou em um intenso conflito com os fazendeiros da região de Tabaporã e nos estudos pela FUNAI para identificação da Terra Indígena denominada Batelão, cujo processo tramita na Justiça Federal. (JEFMC)
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KATO (Shelma Lombardi de)
Desembargadora (São Paulo/SP, 07/04/1939). Estudou Letras Clássicas na Faculdade de Filosofia da USP, bacharelando-se também em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da USP. Ingressou, por concurso, na Magistratura do Estado de Mato Grosso, no ano de 1969, tendo esse cargo marcado, pela primeira vez, a atuação do segmento feminino no cargo de Juíza de Direito. Chegou ao mais alto posto da Magistratura ao assumir, no dia 8 de novembro de 1979, o cargo de Desembargadora, ingressando no Tribunal de Justiça pelo mais impoluto dos critérios – o do merecimento. Na 104ª Mesa Diretora do Egrégio Tribunal de Justiça ocupou o honroso cargo de Corregedora-Geral da Justiça, no biênio 1981/1982, sendo que na 109ª, gestão 1991/1993, foi eleita Presidente da mesma Corte de Justiça, em 22 de novembro de 1990. Publicou: obra poética: Íris Noturno – Editora Cúpulo – S.P. e no campo jurídico contribui com artigos nos Anais Forenses do Estado de Mato Grosso, estando à frente, desde 1968, na organização deste periódico. Foi agraciada com o Colar do Mérito Judiciário, em 1º de fevereiro de 1999.
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