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KATUKULOSU (Júlio)
Índio Nambiquara do grupo Wakalitesu (Aldeia Dihetyawsu-Mato Grosso, por volta de 1903, Córrego da Sauinã/Mato Grosso, abril de 1962). Chefe político e espiritual que reunia todas as qualidades essenciais para exercer a liderança de seu grupo, segundo os costumes dos Nambiquara. Seu território tradicional abrangia uma extensa região, da linha telegráfica até o Rio Juruena, cabeceira do Formiga, Capoeira Queimada. Gozava de grande prestígio não somente entre os seus, mas também com os outros grupos Nambiquara, alguns deles tradicionalmente inimigos. Sua fama estendia-se, inclusive, até os índios Paresi. Em 1938, tornou-se o primoroso informante em potencial de Claude Lévi-Strauss, que o considerou inteligente, consciente da sua responsabilidade, ativo e engenhoso, além de ajuda-lo nas questões práticas da sua Expedição à Serra do Norte. Também foi informante dos padres Bernardo van Bergen (1935-1939) e Alonso Silveira de Mello (1936-1945), Kalervo Oberg (1949) e dos jesuítas (1956-1961). Katukulosu é lembrado até hoje pelos Nambiquara. Contam que percorria o território tradicionalmente ocupado por outros grupos Nambiquara sem que houvesse conflito algum. Quando os Nambiquara da Chapada dos Parecis conheceram as armas de fogo, passaram a cobiça-las. Katukulosu se encarregava de presentear os índios com espingardas, assaltando os barracões dos seringueiros. Um dos principais privilégios de um chefe Nambiquara consiste na poligamia. Em 1956, Katukulosu possuía três mulheres. A sede da Missão Anchieta, em Mato Grosso, prestou uma homenagem a este líder, nomeando o seu acervo bibliográfico de “Biblioteca Katukulosu”. (AM)
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KATO (Shelma Lombardi de)
Desembargadora (São Paulo/SP, 07/04/1939). Estudou Letras Clássicas na Faculdade de Filosofia da USP, bacharelando-se também em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da USP. Ingressou, por concurso, na Magistratura do Estado de Mato Grosso, no ano de 1969, tendo esse cargo marcado, pela primeira vez, a atuação do segmento feminino no cargo de Juíza de Direito. Chegou ao mais alto posto da Magistratura ao assumir, no dia 8 de novembro de 1979, o cargo de Desembargadora, ingressando no Tribunal de Justiça pelo mais impoluto dos critérios – o do merecimento. Na 104ª Mesa Diretora do Egrégio Tribunal de Justiça ocupou o honroso cargo de Corregedora-Geral da Justiça, no biênio 1981/1982, sendo que na 109ª, gestão 1991/1993, foi eleita Presidente da mesma Corte de Justiça, em 22 de novembro de 1990. Publicou: obra poética: Íris Noturno – Editora Cúpulo – S.P. e no campo jurídico contribui com artigos nos Anais Forenses do Estado de Mato Grosso, estando à frente, desde 1968, na organização deste periódico. Foi agraciada com o Colar do Mérito Judiciário, em 1º de fevereiro de 1999.
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