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Jovem de 22 anos, embriagado bate de frente com carreta na BR-163 e acaba preso
O vídeo gravado por uma testemunha mostra o veículo Hilux trafegando em “zigue-zague” e o exato momento em que a caminhonete colidiu em dois caminhões e saiu de pista.
Reprodução
Jovem de 22 anos, inabilitado e embriagado causa acidente na BR-163
A prisão em flagrante, de acordo com a Polícia Civil, se deu em razão do homem ser suspeito de cometer uma tentativa de homicídio horas antes do acidente
O vídeo gravado por uma testemunha mostra o veículo Hilux trafegando em “zigue-zague” e o exato momento em que a caminhonete colidiu em dois caminhões e saiu de pista. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para atender o acidente ocorrido por volta das 7h50 deste domingo (20), no km 548 da BR-163, em Nova Mutum/MT.
Quem dirigia o utilitário, com placas de Nova Canaã do Norte, era um jovem de 22 anos. Ele sofreu ferimentos leves e foi encaminhado para o Hospital Municipal Santa Rosa, em Nova Mutum. O condutor do veículo Scania, com placas de Pinheiro Preto (SC), que seguia no mesmo sentido da Hilux e foi atingido na lateral, tombando em seguida não sofreu ferimentos.
O terceiro veículo envolvido foi a Scania, com placas de Gabriel Garibaldi (RS), que trafegava na direção oposta a caminhonete e foi atingida frontalmente. Apesar de ter saído da pista o motorista não se feriu.
A equipe PRF se deslocou até a unidade hospitalar onde P.H.O estava sendo atendido para a realização do teste do etilômetro. Embora feito cerca de cinco horas após o acidente, o teste confirmou a suspeita de que o jovem dirigia sob efeito de álcool. O aparelho apontou uma concentração de 0,29 mg/l de álcool expelido pelo ar dos pulmões.
Além de embriagado, o jovem dirigia sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ele recebeu alta do hospital ainda neste domingo, mas foi direto para a delegacia em Nova Mutum. A prisão em flagrante, de acordo com a Polícia Civil, se deu em razão do homem ser suspeito de cometer uma tentativa de homicídio horas antes do acidente.
Além da tentativa de homicídio, o suspeito pode responder também por direção perigosa, colocando em risco a vida de outras pessoas, e dirigir sem possuir habilitação e sob efeito de álcool previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
*Com informações do Nucom da PRF-MT
Cuiabá
Maysa Leão cobra Prefeitura sobre fila de 24 mil pessoas à espera de atendimento em saúde mental
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) cobrou, durante a sessão desta terça-feira (29), na Câmara de Cuiabá, respostas da Prefeitura para a fila de cerca de 24 mil pessoas que aguardam atendimento psiquiátrico e psicoterápico no município. Por meio de requerimento de informação, a parlamentar questionou a Secretaria Municipal de Saúde sobre quais medidas serão adotadas para reduzir a espera e ampliar o atendimento em saúde mental.
No encerramento do Setembro Amarelo, Maysa alertou que o sofrimento psíquico acontece durante todo o ano e relatou o caso de uma jovem de 23 anos, com transtorno bipolar e depressão profunda, que procurou ajuda na Policlínica do Coxipó, em unidade básica de saúde e no CAPS. Segundo o relato recebido pelo gabinete, mesmo após buscar atendimento em diferentes pontos da rede, a jovem não recebeu a assistência necessária e acabou tirando a própria vida.
“Essa menina procurou ajuda. Passou por vários pontos da nossa rede, pediu socorro e não teve o atendimento de que precisava. A mãe guarda até hoje os prontuários e as cartas da filha. A minha filha tem 22 anos. Eu não consigo imaginar o tamanho da dor dessa mãe. E não consigo olhar para uma fila de 24 mil pessoas e tratar isso apenas como um número”, afirmou Maysa.
A vereadora também citou o caso da mãe da jornalista Janaiara, que morreu por suicídio e, segundo o relato apresentado por Maysa, recebeu uma mensagem da Prefeitura informando sobre sua consulta dois anos depois da morte. “Não estamos falando apenas de uma fila. Estamos falando de pessoas que estão sofrendo e procurando o poder público porque precisam de ajuda. Depressão é doença e precisa ser tratada como doença. Quem tem diabetes ou um problema cardíaco procura atendimento e não é questionado. Quem tem depressão também precisa ser acolhido, atendido e respeitado”, destacou.
Maysa reforçou que o debate sobre saúde mental não pode terminar com o Setembro Amarelo. “A depressão, o sofrimento psíquico e o risco de suicídio acontecem nos 365 dias do ano. Eu quero saber o que o município de Cuiabá está fazendo para resolver essa fila de 24 mil pessoas que esperam por atendimento psiquiátrico e psicoterápico. Essa é a pergunta que eu faço hoje e que precisa de uma resposta”, finalizou.
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