Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

artigos

Inteligência emocional na comunicação: o que estamos perdendo ao falar sem sentir

Publicados

em

Por Sonia Mazetto

Em meio à rotina acelerada, às respostas automáticas e às relações cada vez mais superficiais, temos perdido algo essencial na comunicação: a capacidade de sentir o outro. A tecnologia avançou, os canais se multiplicaram e a velocidade das interações aumentou, mas, paradoxalmente, muitas conversas se tornaram frias, impessoais e desconectadas da empatia.

Tomando como gancho esse assunto, acho importante trazer uma nova provocação necessária: será que, em meio a tanta tecnologia, pressa e superficialidade, estamos perdendo a capacidade de reconhecer o outro como humano? Essa reflexão me levou diretamente a um tema que considero central no cenário atual, a inteligência emocional na comunicação.

Costumamos associar inteligência emocional apenas ao controle das emoções, no entanto, ela vai muito além disso. Trata-se da capacidade de perceber, compreender e gerenciar emoções, tanto as nossas quanto as das pessoas com quem nos relacionamos e, a partir disso, construir interações mais conscientes, respeitosas e eficazes. Na comunicação, isso se traduz em algo muito concreto que é saber o que dizer, como dizer, quando dizer e, principalmente, como ouvir.

A inteligência emocional na comunicação envolve alguns pilares fundamentais. O primeiro deles é o autoconhecimento. É entender o que nos afeta, quais são nossos gatilhos, como reagimos diante de críticas, conflitos ou pressões. Sem esse reconhecimento interno, tendemos a comunicar no automático, muitas vezes guiados pela emoção do momento.

Leia mais:  Compliance, transparência e tecnologia: o que a gestão pública ganha ao contratar empresas certificadas

O segundo é o autocontrole, não no sentido de reprimir sentimentos, mas de escolher como expressá-los. É a diferença entre reagir e responder e entre falar impulsivamente e comunicar com intenção. O terceiro é a empatia, e esse talvez seja o ponto mais crítico na discussão sobre desumanização.

Empatia é a capacidade de considerar o outro, de compreender que cada pessoa interpreta o mundo a partir de suas próprias experiências. Sem empatia, a comunicação se torna fria, técnica e, muitas vezes, violenta, ainda que sem intenção. Estamos no comunicando no automático, ou realmente nos colocamos no lugar do outro durante o processo comunicativo?

Há também a escuta ativa, que vai além de simplesmente ouvir. É estar presente na conversa, interessado, disponível. É não interromper, não julgar de imediato, não preparar uma resposta enquanto o outro ainda está falando. Você faz isso? E, por fim, a responsabilidade comunicacional, afinal, tudo o que dizemos gera um efeito. Palavras constroem, mas também ferem, afastam, deslegitimam. Ter inteligência emocional é reconhecer esse impacto e assumir responsabilidade por ele.

Leia mais:  Educação e o Desafio da Atenção no Século XXI

Quando conecto esses pontos com a reflexão trazida, percebo que a desumanização não acontece apenas nas grandes estruturas sociais, ela se manifesta nas pequenas interações do cotidiano. Na forma como respondemos um comentário, como tratamos um colega, como nos posicionamos em ambientes digitais.

Estamos mais rápidos, mais diretos, mais opinativos, mas menos sensíveis e a comunicação, que deveria aproximar, muitas vezes tem afastado. E isso acontece porque, em muitos momentos, estamos comunicando sem presença, sem escuta e sem consciência emocional. E falar com inteligência emocional não significa ser sempre gentil ou evitar conflitos. Significa tornar a comunicação mais intencional, mais respeitosa e, sobretudo, mais humana.

Significa entender que não estamos falando com telas, cargos ou opiniões, estamos falando com pessoas. Se estamos nos desumanizando, talvez o caminho de volta esteja justamente na forma como nos comunicamos, em resgatar a empatia, a escuta, o cuidado com a palavra. Porque, no fim, comunicar não é apenas transmitir uma mensagem, é construir relações que só existem quando há humanidade.

Sonia Mazetto é  Gestora de Potencial Humano, Terapeuta Integrativa, Fonoaudióloga e Palestrante

Comentários Facebook
Propaganda

artigos

Nódulos na tireoide: quando o ultrassom é fundamental para diferenciar alterações

Publicados

em

 
Por Joelma Magalhães

No dia 25 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial da Tireoide, a data convida à reflexão sobre a importância do diagnóstico precoce das doenças que acometem essa pequena glândula localizada na parte anterior do pescoço e responsável por regular funções essenciais do organismo, como o metabolismo, a frequência cardíaca, a temperatura corporal e os níveis de energia.Entre as alterações mais comuns estão os nódulos tireoidianos, achados que costumam despertar preocupação, mas que na maioria das vezes são benignos. Estima-se que uma parcela significativa da população adulta apresente algum nódulo na tireoide, muitas vezes sem qualquer sintoma. Em grande parte dos casos, essas alterações são identificadas incidentalmente durante exames de rotina ou em avaliações solicitadas por outros motivos.

Nesse contexto, o ultrassom da tireoide ocupa papel central. Trata-se de um exame simples, indolor e não invasivo, capaz de fornecer informações detalhadas sobre o tamanho da glândula, sua estrutura e a presença de nódulos ou outras alterações. Além de detectar lesões muito pequenas, o método permite avaliar características como formato, contornos, composição e vascularização, elementos fundamentais para estimar o grau de suspeição e orientar a conduta médica.

Leia mais:  O silêncio que adoece: quando a primeira relação sexual não foi uma escolha

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a presença de um nódulo não significa necessariamente câncer. A grande maioria dessas alterações é benigna e requer apenas acompanhamento periódico. O principal benefício do ultrassom é justamente ajudar a distinguir os casos de baixo risco daqueles que necessitam de investigação complementar.

Quando um nódulo apresenta características específicas, o exame pode indicar a necessidade da punção aspirativa por agulha fina, conhecida como PAAF. Esse procedimento, geralmente guiado por ultrassom, permite a coleta de células para análise laboratorial e contribui para um diagnóstico mais preciso, evitando tanto intervenções desnecessárias quanto atrasos no tratamento de lesões que merecem maior atenção.

Nos últimos anos, os avanços tecnológicos tornaram os exames de imagem ainda mais sensíveis e confiáveis. Equipamentos de alta resolução associados à experiência do radiologista permitem avaliações mais detalhadas e seguras, oferecendo informações decisivas para endocrinologistas, cirurgiões e demais profissionais envolvidos no cuidado do paciente.

O ultrassom também é essencial no acompanhamento de pessoas que já possuem nódulos conhecidos, permitindo comparar exames ao longo do tempo e identificar eventuais mudanças em tamanho ou aspecto. Essa monitorização é importante para definir se a lesão permanece estável ou se há necessidade de investigação adicional.

Leia mais:  Compliance, transparência e tecnologia: o que a gestão pública ganha ao contratar empresas certificadas

Embora o exame seja amplamente utilizado, sua interpretação deve sempre ser integrada à história clínica, aos exames laboratoriais e à avaliação do médico assistente. O diagnóstico adequado depende da combinação entre tecnologia e análise especializada, garantindo decisões mais assertivas e individualizadas.

O Dia Mundial da Tireoide reforça a importância de não negligenciar a saúde dessa glândula e de buscar avaliação médica diante de sintomas como aumento do volume no pescoço, alterações no peso, cansaço excessivo, palpitações ou mudanças inexplicáveis no funcionamento do organismo.

Com o apoio do diagnóstico por imagem, é possível identificar alterações precocemente, esclarecer dúvidas e oferecer maior tranquilidade aos pacientes. Na maioria das vezes, descobrir um nódulo na tireoide não é motivo para alarme, mas sim uma oportunidade de investigar com precisão e definir a melhor conduta com segurança.

 
Dra. Joelma Magalhães é médica radiologista no Idapi Cuiabá.
Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana