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Compliance, transparência e tecnologia: o que a gestão pública ganha ao contratar empresas certificadas

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Por Eleide Corrêa

Em um cenário em que a transparência, a eficiência e a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos são cada vez mais exigidas pela sociedade e pelos órgãos de controle, contratar empresas com sistemas estruturados de compliance deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a representar mais segurança para a administração pública.

A transformação digital da gestão pública exige não apenas inovação tecnológica, mas também integridade, conformidade e responsabilidade institucional. Em áreas estratégicas como gestão de frotas, abastecimento, rastreamento, manutenção e controle de contratos públicos, tecnologia sem governança já não atende às demandas da administração pública moderna.

Nesse contexto, a certificação ISO 37301 tem ganhado relevância entre empresas que atuam junto ao poder público. A norma internacional estabelece requisitos para Sistemas de Gestão de Compliance e valida que a organização possui mecanismos internos capazes de prevenir irregularidades, fortalecer controles, reduzir riscos e garantir conformidade com legislações, contratos e normas regulatórias.

A certificação avalia fatores como gestão de riscos, código de ética, políticas internas, controles operacionais, treinamentos, auditorias, monitoramento contínuo e cultura organizacional voltada à integridade. Para empresas que mantêm contratos com órgãos públicos, isso representa um elevado nível de maturidade institucional e governança corporativa.

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Na prática, quando um município, secretaria ou órgão público contrata uma empresa com compliance certificado, amplia sua segurança institucional e operacional. Entre os principais benefícios estão processos mais rastreáveis e auditáveis, maior aderência às exigências legais, redução de riscos jurídicos e operacionais, fortalecimento da governança e maior confiabilidade nos serviços prestados.

Além disso, a presença de mecanismos preventivos e controles internos contribui para uma relação mais transparente entre empresas e administração pública, especialmente em contratos que envolvem serviços essenciais e gestão de recursos públicos. O avanço das exigências relacionadas à governança e integridade demonstra que, atualmente, a gestão pública busca parceiros que ofereçam não apenas tecnologia e capacidade operacional, mas também responsabilidade institucional e conformidade.

Recentemente, a Saga CAP Holding, da qual sou diretora, conquistou a certificação internacional ISO 37301, reforçando seu compromisso com ética, transparência, governança e compliance em todas as suas operações. A certificação fortalece o posicionamento da holding como uma organização preparada para atuar de forma segura e alinhada às melhores práticas de gestão, contribuindo para uma administração pública mais eficiente, moderna e confiável.

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Mais do que fornecer soluções tecnológicas, empresas certificadas demonstram compromisso com integridade e responsabilidade institucional, fatores que hoje se tornaram fundamentais para a construção de relações sólidas e transparentes com o poder público.

Eleide Corrêa é diretora da SAGA CAP holding.

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Nova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa

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Por Giovana Fortunato
Ainda sem data de lançamento no mercado, o medicamento fezoniletanto apresentou resultados satisfatórios em estudos clínicos realizados com mais de 3 mil mulheres
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma nova medicação não hormonal para controlar ondas de calor e suores noturnos, sintomas associados à menopausa que afetam cerca de 80% das mulheres entre 40 e 65 anos.

O  medicamento é uma alternativa para quem não pode se beneficiar ou não responde efetivamente ao tratamento de reposição hormonal. Apesar do aval da Anvisa, ainda não há definição de preço nem data oficial de lançamento da nova droga no mercado brasileiro.

O medicamento fezoniletanto, que chega ao mercado com o nome de Veoza, foi desenvolvido pelo laboratório Astellas Farma. A nova droga atua no sistema nervoso, limitando manifestações vasomotoras, como fogachos, em mulheres que estão na transição para a menopausa e mesmo na pós-menopausa. No Brasil, mais de um terço delas apresenta ocorrências de moderadas a intensas, justamente o alvo do novo tratamento.

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Os principais incômodos do climatério, associados à paralisação na produção de hormônios femininos pelos ovários, são ondas de calor, suores frios, alterações de humor e também do sono. O declínio hormonal tem repercussão nos circuitos cerebrais que regulam a temperatura corporal, gerando os chamados sintomas vasomotores.

As ondas de calor e/ou suores noturnos associados à menopausa têm duração mediana de 7,4 anos. Em algumas mulheres podem persistir por uma década ou mais, comprometendo atividades diárias, qualidade do sono e de vida.

A aprovação da Anvisa considerou três estudos clínicos sobre o fezoniletanto que envolveram mais de 3 mil participantes. A medicação reduziu significativamente a frequência das ondas de calor e/ou suores noturnos.

A dosagem ministrada em 4 semanas levou à redução de 55% da frequência dos sintomas vasomotores. Em 12 semanas, o estudo revelou resultados ainda melhores: 64%. Como evidência, considerou-se que o medicamento diminuiu a intensidade média dos sintomas vasomotores para níveis leves a moderados.

Como benefícios adicionais, observados na quarta e na décima segunda semanas, mulheres que fizeram uso da nova droga apresentaram melhora na qualidade do sono, diminuição no comprometimento das atividades diárias e do trabalho e ganhos em qualidade de vida.

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O fezoniletanto desponta como alternativa para mulheres que não podem fazer reposição hormonal, devido a contraindicações como câncer de mama, infarto e histórico de trombose, e mesmo a pacientes que não obtiveram sucesso com terapia de hormônios.

Dra. Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, e professora da UFMT.
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