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Hospital Regional de Sinop realiza cirurgia inédita no SUS de Mato Grosso

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O Hospital Regional de Sinop, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou uma técnica avançada de neurocirurgia funcional que atua diretamente em áreas profundas do cérebro pela primeira vez no Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso.

O procedimento, denominado talamotomia estereotáxica, foi realizado no dia 17 de março e permitiu que uma paciente de 58 anos, moradora de Sinop, consiga levar o garfo à boca sem tremores.

Ela sofria há mais de 20 anos com tremor essencial grave, uma doença neurológica que pode ser incapacitante. Nos últimos anos, o quadro havia evoluído a ponto de impedir atividades simples do dia a dia, como se alimentar sozinha.

“O Hospital Regional de Sinop demonstrou que cirurgias de alta complexidade podem ser realizadas em Mato Grosso. O mais importante é que o procedimento trará mais qualidade de vida à paciente. Voltar a se alimentar sozinha pode parecer simples, mas representa que ela vai recuperar a independência e a dignidade após muito tempo de limitação”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

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Segundo o diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Carlos Alencar, um dos aspectos mais impressionantes do procedimento é que ele foi realizado com a paciente acordada.

“Durante a cirurgia, a equipe médica testou em tempo real os efeitos da intervenção no cérebro da paciente. Em um dos momentos registrados em vídeo, ainda sendo operada na mesa cirúrgica, ela consegue pela primeira vez em anos levar um garfo à boca com precisão, sem o tremor que antes a limitava”, explicou.

Conforme Pablo Fruett, neurocirurgião funcional responsável pela cirurgia, este tipo de procedimento é altamente especializado e está disponível em pouquíssimos centros públicos do país — estima-se que menos de cinco serviços do SUS realizem esse procedimento regularmente.

“A paciente realizou desenhos durante a cirurgia que mostram o excelente resultado. Antes, os traços eram irregulares, com tremor intenso. Após a cirurgia, as linhas ficaram muito mais firmes e controladas. Esta melhora imediata é característica deste tipo de procedimento, quando bem indicado e executado”, destacou.

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O procedimento durou cerca de uma hora e contou com dois cirurgiões, um biomédico especializado em planejamento estereotáxico, dois instrumentadores, um técnico de enfermagem, uma enfermeira, um anestesista e um auxiliar de anestesia.

 

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Novas máquinas de hemodiálise contínua entram em operação no Hospital Central de Mato Grosso

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O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado com equipamentos de hemodiálise contínua em operação. O uso dessas máquinas visa garantir mais estabilidade aos pacientes com quadros graves que passaram por procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e neurocirurgias.

Ao todo, a unidade conta com cinco equipamentos – dois na UTI Pediátrica e três na UTI Adulta -, responsáveis por assumir temporariamente o trabalho dos rins quando eles deixam de funcionar adequadamente, ajudando a manter o organismo em equilíbrio. Porém, o que uma máquina convencional faz num período curto, de cerca de 4h, os novos equipamentos do Hospital Central realizam por prazos de até 72 horas, de forma contínua. Esse período mais longo dá mais estabilidade ao organismo do paciente, o que contribui para uma recuperação mais assertiva.

“Quando você retira muito rápido sangue e toxinas do organismo, o estado de saúde do paciente grave pode piorar e, muitas vezes, é preciso interromper o tratamento. Com essa máquina, é possível fazer essa retirada de forma mais lenta e segura. Isso dá tempo para que os antibióticos façam efeito e para que a equipe consiga estabilizar o organismo do paciente, aumentando as chances de ele atravessar esse período crítico com mais segurança”, esclarece o coordenador médico da UTI Adulta, Eduardo Gomes.

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O procedimento de hemodiálise pode, por exemplo, causar pressão baixa nos pacientes, dentre outras variáveis que descompensam o organismo. No caso de pacientes em quadro crítico, perfil atendido pelo Hospital Central, alterações dessa natureza, quando acontecem de forma mais abrupta, podem tornar o caso ainda mais grave, ampliando o risco. Já com as máquinas de diálise contínua, a chance de instabilidade diminui.

“O paciente no pós-operatório de uma cirurgia cardíaca, por exemplo, já passou por um procedimento complexo e de alto risco. Quando os rins não conseguem funcionar adequadamente, fazer a diálise de forma convencional pode ser mais difícil, porque ele ainda está em um momento de grande fragilidade. Com esse equipamento, a retirada de líquidos acontece de maneira lenta e contínua, o que traz mais segurança durante o tratamento”, acrescenta Eduardo Gomes.

O equipamento também pode auxiliar na retirada do excesso de gás carbônico do organismo. O recurso é importante para pacientes com problemas pulmonares graves, nos quais os pulmões não conseguem eliminar adequadamente esse gás, que se acumula no sangue e agrava o quadro clínico. Com a nova tecnologia, essa remoção pode ser feita de forma contínua e controlada, ampliando o suporte oferecido aos pacientes em estado crítico.

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Para a entrada em funcionamento dos equipamentos, profissionais do Hospital Central passaram por uma qualificação técnica, com a fabricante, e com a equipe do Einstein Hospital Israelita, organização filantrópica responsável pela gestão da unidade pública

“Preparamos os profissionais para utilizar os novos equipamentos e, também, para aplicar protocolos e práticas assistenciais já adotados pelo Einstein. O objetivo foi padronizar o cuidado e garantir aos usuários do SUS de Mato Grosso o mesmo padrão de excelência assistencial que orienta a atuação da organização”, frisa a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.

O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade pública de saúde que atende pacientes do SUS de Mato Grosso, encaminhados pela Central Estadual de Regulação.

Confira neste link um vídeo sobre o funcionamento do equipamento.

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